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março 30, 2007

Seminário Arte e educação na contemporaneidade - matrizes da arte e da arte-educação contemporânea no âmbito da universidade na Escola Guignard/UEMG, Belo Horizonte

Seminário Arte e educação na contemporaneidade - matrizes da arte e da arte-educação contemporânea no âmbito da universidade

11 a 13 de abril de 2007

Universidade do Estado de Minas Gerais - Escola Guignard
Rua Ascânio Burlamarque 540, Mangabeiras - Belo Horizonte - MG
31-3282-3028 ou guignard@uemg.br
Organizadores: Prof. Sonia Assis - Coordenadora do curso "Ensino e pesquisa no Campo da Arte e da Cultura" - Escola Guignard/UEMG; Prof. Benedikt Wiertz - Coordenador de Extensão da Escola Guignard/UEMG
Realização: Curso de Especialização Ensino e Pesquisa no Campo da Arte e da Cultura; Centro de Extensão Escola Guignard/UEMG; Associação dos Amigos da Escola Guignard/UEMG

Seminário Arte e educação na contemporaneidade - Programação:

11 de abril, 18h
Credenciamento

19h45
Abertura dos trabalhos:
Vice-Reitor da Universidade de Minas Gerais - Prof. Dijon Moraes
Diretor da Escola Guignard /UEMG- Prof. Eymard Brandão
Coordenador do Curso Ensino e Pesquisa na Campo da arte e da Cultura - Escola Guignard/UEMG - Prof. José Márcio Barros

20h30
Palestra com Carlos Fajardo
As transformações nas artes visuais a partir dos anos 1960

12 de abril, 8h30
Oficina 1 "Espécies de Espaços: Arte e Cotidiano", com Elida Tessler

Oficina de Debates 1 "A criação artística e a solidão essencial" com Lúcia Castello Branco

14h
Oficina 2: "O ensino do desenho, suas relações com a arte contemporânea" com Carlos Fajardo

Oficina de Debates 2 "A universidade e a formação do artista"
Coordenador: Cássio Eduardo Viana Hissa ( inscrições prévias com números limitado)

19h30
Depoimento da Professora Fabíola Tasca sobre o Grupo de Estudo e Pesquisa em Arte Contemporânea da Escola Guignard

20h
Performance "Um ano entre os humanos"com Ricardo Aleixo

20h30
Palestra: Tubo de Ensaio: Arte e Palavra
Elida Tessler


13 de abril
8h30
Oficina 1 "Espécies de Espaços: Arte e Cotidiano" com Elida Tessler

Oficina de Debates 3: A sociedade do simulacro e a formação do artista
Coordenador: Marcos Hill

14h
Oficina 2 com Carlos Fajardo

Oficina de Debates 4: O sentido da imagem para a formação do artista
Coordenador: Ronan Couto ( inscrições prévias com números limitado)

19h
Apresentação das conclusões das mesas 1

22h30
Encerramento e congraçamento

Artistas convidados para palestra, oficina e performance

Carlos Fajardo:

Palestra dia 11 "As transformações nas artes visuais à partir dos anos 1960"
é tentador pensar os desdobramentos das artes visuais `a partir , ou "após o fim da arte", título de um livro de Arthur C. Danto. Essas transformações serão discutidas tendo como ponto inicial o texto de Helio Oiticica "Anotações sobre o parangolé" de 1965.
e Oficina 2 "O ensino do desenho, suas relações com a arte contemporânea"
A oficina se propõe, através da prática, discutir a possibilidade do ensino, hoje, da disciplina de desenho de observação.
Material:
material de desenho, como sulfite a2, grafites, espaço para desenhar e discutir

Carlos Fajardo:

Professor titular no Departamento de Artes Plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Inicia o curso de Arquitetura na Universidade Mackenzie, em 1963. Na década de 60, é aluno de Wesley Duke Lee. Com Maciej Babisnki e Regina Silveira estuda, respectivamente, gravura em metal e litogravura. Em 1966, participa do Grupo Rex Time, e, posteriormente, funda a Escola Brasil com Baravelli, Frederico Nasser e José Resende. Em 1970, torna-se monitor da cadeira de Desenho de Observação na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Na década de 80, desenvolve várias atividades artísticas, entre as mais significativas estão a atuação como conferencista no curso de pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, o curso de Desenho ministrado na Universidade Federal de Fortaleza, a participação nos vários festivais de artes ocorridos em Porto Alegre, na Universidade Federal de Minas Gerais e na do Espírito Santo. Em 2002 e escolhido para representar o Brasil na XXV Bienal Internacional de São Paulo com sala especial.


Elida Tessler:

Palestra dia 12 "Tubo de Ensaio: Arte e Palavra"
Resumo: Reflexões em torno das aproximações entre artes plásticas e literatura pelo viés da presença da palavra e do objeto cotidiano em produções da arte contemporânea, em suas múltiplas formas de apresentação. Considerações acerca de uma instalação, resultado de minha experiência durante uma residência artística realizada na RMIT University / South Project Craft Victoria, Melbourne, Austrália, durante o período de abril a julho de 2006.

Oficina 1 "Espécies de Espaços: Arte e Cotidiano"
Resumo: A partir de algumas proposições do escritor francês Georges Perec, autor do livro "Espèces d'espaces" (Paris, Galilée, 1994), esta oficina tem como objetivo a realização de uma série de exercícios que envolvam a percepção das relações existentes entre o contexto da arte contemporânea e as situações do cotidiano.
A organização das aulas terá como base uma dinâmica distribuída em três momentos:
1) leitura e discussão de textos curtos, indicados por mim como motivadores de exercícios práticos.
2) realização de um trabalho a partir de objetos do cotidiano em um espaço específico, determinado pelo aluno, dentro das possibilidades do local oferecido pela instituição
3) Discussões em torno das proposições dos alunos, sempre relacionando à produções contemporâneas.
Material básico: conjunto de 100 objetos do cotidiano. Espaço ideal: sala ampla, com possibilidade de utilização de espaço externo (pátio, terraço, jardim, etc.)

Elida Tessler é professora e pesquisadora do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Realisou doutorado em História da Arte Contemporânea na Université de Paris I - Panthéon-Sorbonne (França), onde residiu de 1988 a 1993. Foi fundadora em 1993 e coordena até a presente data, junto com Jailton Moreira, o TORREÃO, espaço de produção e pesquisa em arte contemporânea, em Porto Alegre. Em maio de 2000, lançou o livro "Falas Inacabadas", junto com o poeta Manoel Ricardo de Lima (Porto Alegre, Tomo Editorial). Em setembro do mesmo ano realizou a concepção visual do espetáculo de dança "Vagarezas e súbitos chegares" , da coreógrafa Andréa Bardawil. (Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - Fortaleza-CE). Curadora da exposição "A noite, minha cúmplice" (MARGS, Porto Alegre, 2001), "Evgen Bavcar em diagonal" (Centro Universitário Maria Antônia-USP, SP, 2003) e "Contornos sagrados" (Itaú Cultural, SP, 2003) todas do artista esloveno Evgen Bavcar. Co-organizadora, junto com João Bandeira, do livro "Memória do Brasil" de Evgen Bavcar (SP, Cosac & Naify, 2003). Bolsista-residente em Civitella Ranieri Center, Itália, 2005.

Ricardo Aleixo

Performance dia 12: "UM ANO ENTRE OS HUMANOS""
Resumo: Mesclando fala e canto, realização acústica e bases pré-gravadas, vídeo ao vivo e videopoemas, a performance intermídia "Um ano entre os humanos", de Ricardo Aleixo, traz à cena questões como o hibridismo das linguagens artísticas, emergência do "pós-humano", os usos políticos da tecnologia e a mundialização da intolerância e dos vários níveis de violência. A performance contará com a participação especial do DJ e dançarino Rato e do videoartista Rodrigo Coelho.

Poeta, artista visual e sonoro, compositor e ensaísta, Ricardo Aleixo nasceu em Belo Horizonte, em 1960. Publicou os livros "Festim" (1992), "A roda do mundo" (1996, em colaboração com Edimilson de Almeida Pereira), "Quem faz o quê? (1999), "Trívio" (2001), "A aranha Ariadne" (2003) e "Máquina zero" (2004). Tem poemas, artigos e ensaios publicados em jornais, revistas e coletâneas do Brasil e do exterior (EUA, França, Espanha, Peru, Argentina e País de Gales). No segundo semestre de 2007, lançará sua primeira coletânea de ensaios, "Palavras a olhos vendo - Escritos sobre escritas", com a qual conquistou, em 2002, a "Bolsa para escritores brasileiros com obras em fase de conclusão", oferecida pela Fundação Biblioteca Nacional. Integra, como performer e compositor, o Combo de Artes Afins Bananeira-ciência. Em 1999, apresentou em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e em Mariana a exposição individual "Objetos suspeitos". Como solista ou como integrante da Cia. SeráQuê?, já se apresentou na Argentina, na Alemanha, em Portugal e na França. Foi curador da Bienal Internacional de Poesia (1998) e das três edições do Festival de Arte Negra/FAN (1995, 2003 e 2005). É professor da disciplina Design Sonoro, que integra o curso de Design Gráfico na universidade FUMEC. Mantém uma "posse digital" no endereço www.jaguadarte.zip.net.

Palestrantes e coordenadores das oficinas debatedoras:

Oficina de Debates 1
A SOLIDÃO ESSENCIAL E A CRIAÇÃO ARTISTICA
Coordenador: Lúcia Castello Branco

Sinopse:

A partir da noção de "solidão essencial", de Maurice Blanchot, prentende-se discutir as relações entre criação, arte, vida e obra, articulando-a às noções, também blanchotianas, de "désoeuvrement" (desocupação), "desaparecimento", "neutro", "exterior" e "desastre". O pensamento de outros escritores e outros teóricos será também evocado, de maneira a se construir, a partir do método blanchotiano da "amizade" (os amis-pensés), a noção de "absolutamente sós".

Lúcia Castello Branco possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (1978), mestrado em Literatura Luso Brasileira pela Indiana University (1981) , doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990) , pos-doutorado pela Universidade Nova de Lisboa (1992) e pos-doutorado pela University of California (2002) . Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Letras , com ênfase em Literatura Brasileira. Atuando principalmente nos seguintes temas: Escrita feminina, Memória, Tempo.

Oficina de Debates 2
A UNIVERSIDADE E A FORMAÇÃO DO ARTISTA
Coordenador: Cássio Eduardo Viana Hissa

Sinopse:

Nos tempos modernos, a universidade tornou-se, também, o lugar do fazer artístico, originário, especialmente, do aprender e do ensinar a arte. O mundo que se globaliza - para que se faça referência à globalização hegemônica, marcadamente de caráter econômico - incorpora a universidade moderna em sua tessitura mercantil. Em que universidade se ensina e se aprende a criar, posto que, ela própria, desamparada, exposta, não se dispõe rotineiramente a desaprender para ensinar (e ensinar o que não se sabe)? Distante das referências da liberdade, como ensinar a criar, a fazer (a pensar sobre o que se faz; a considerar possibilidades de fazer, criar, para pensar), se a universidade moderna se subjuga, progressivamente, à produção mercantil? Poderá, desde quando, a universidade moderna ensinar e aprender a criar, esse fazer pleno de crítica, radical, repleto de reflexão?


Nota biográfica:

Professor/pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais / Programa de Mestrado e Doutoramento em Geografia; Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela UFMG; Pós-graduação em Geografia Humana pela PUC.MINAS; Mestrado em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG; Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista; Pós-doutorado em Epistemologia e Sociologia do Conhecimento pela Universidade de Coimbra. Autor de diversos artigos, ensaios, resenhas e crônicas em periódicos científicos e em jornais, relacionados aos saberes socioespaciais, socioambientais, à sociologia e à literatura. Coordenador do projeto, intitulado A Subversão da Ordem Disciplinar, envolvendo pós-graduandos da UFMG e personagens da vida cotidiana. Autor do livro A Mobilidade das Fronteiras, Editora UFMG, publicado em 2002, reimpresso em 2006. No prelo, livros em processo de organização, em processo de escrita: a) Saberes ambientais: desafios para o conhecimento disciplinar (2007); b) A Subversão da Ordem Disciplinar (2008); c) A Reinvenção dos Saberes e a Valorização dos Lugares (2009).


Oficina de Debates 3
A SOCIEDADE DO SIMULACRO E A FORMAÇÃO DO ARTISTA.
ou "O que certamente faz com que nossas escolas de arte sejam tão diferentes, tão desinteressantes?"
Coordenador: Marcos Hill
Focalizando minha formação como artista e minha experiência como educador, gostaria de problematizar situações que, muitas vezes naturalizadas pelas estruturas institucionais das próprias escolas de arte, são pouco questionadas, tornando-se recorrentes no processo de formação do artista. A partir desta focalização, desejo
motivar, nos participantes, a vontade de pensar junto questões que nos afligem diariamente e que são passíveis de transformação, sem ser necessária a adoção de referências utópicas para transformá-las.

Marcos Hill
Professor de História da Arte dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Belas Artes da UFMG e coordenador do Centro de Experimentação e Informação de Arte (Ceia), de Belo Horizonte. Artista plástico, estudioso e investigador da imagem, é autor de diversos artigos e livros sobre arte contemporânea, entre eles destacam-se "O visível e invisível na arte" e "Manifestação Internacional de Performance" (terreno no qual se firma como um dos mais importantes pesquisadores do país). É Bacharel em gravura, Mestre em história da arte e doutorando em história pela FAFICH - UFMG.


Oficina de Debates 4

TÍTULO: A IMAGEM NA FORMAÇÃO DO ARTISTA.
Coordenador: RonanCouto
Desde que a arte se constrói sobre ela própria e não mais sobre os esquemas sociais vigentes ou sobre a natureza, que a formação do artista está centrada numa concepção que valoriza não apenas a expressão, mas, sobretudo, a idéia de arte como cultura. Assim, tornou-se necessário valorizar não apenas o fazer artístico, mas dar importância à compreensão do acúmulo de imagens presentes na visualidade contemporânea. Uma nova abordagem metodológica que coloca a imagem no centro da aprendizagem permite um inter-relacionamento entre as diferentes dimensões da arte.


RONAN CARDOZO COUTO
Formado em Artes Plásticas (1989/FAOP) e graduado em História (1990/UFOP). Mestre em Educação/Educação e Linguagens Não-Verbais (2000/FAE/UFMG) e doutorando em Artes/Artes Plásticas (2006-2010/EBA/UFMG). Coordenador (2003-2006), professor e orientador (2000-2006) no curso de Pós-Graduação Artes Plásticas e Contemporaneidade e professor (2005/2006) no Curso de Pós-Graduação Ensino e Pesquisa no Campo da Arte e da Cultura, ambos da Escola Guignard/UEMG. Leciona História da Arte (1996-2006), Crítica de Arte (1996-2005) e Metodologia de Pesquisa (2000-2006) na mesma Escola. Coordenador do Centro de Pesquisa da Escola Guignard/UEMG. Pesquisador e orientador de Bolsa de Iniciação Científica da PROPEX-UEMG/FAPEMIG. Foi membro do Conselho Curador da Galeria do Tribunal de Justiça (2000-2004) e membro do Conselho Curador do IEPHA (biênios 2000-2001/2002-2003). Editor (2003-2006) da Revista Fólio (ISSN1806-0153). Foi professor de História da Arte na FAOP (1990-1997), educador no Museu da Inconfidência (1993-1996) e impressor de gravura (1987-1989), Ouro Preto, MG.

Depoimento:
Profa. Fabíola Tasca
Grupo de Estudo e Pesquisa em Arte Contemporânea da Escola Guignard
Coordenadoras: Profa. Fabíola Tasca e Profa. Luzia Gontijo Rodrigues
Será feita uma breve apresentação da criação e do desenvolvimento do Grupo, criado em abril de 2006 a partir dos projetos de pesquisa em arte contemporânea das coordenadoras, além de uma explanação sobre o cronograma de estudos e discussões proposto para o ano de 2007, cujo eixo temático é Arte política: arte como intervenção.

Posted by João Domingues at 4:02 PM

Inscrições: Curso de Especialização em Crítica de arte e curadoria na UniBrasil, Curitiba

Curso de Especialização em Crítica de arte e curadoria

Inscrições até 30 de abril de 2007

UniBrasil
Rua Konrad Adenauer 442, Tarumã, Curitiba - PR
41-3361-4200
Horário: Segunda a sexta, 19-23h; sábados, 8h30-12h30
Período: setembro de 2006 à janeiro de 2008
Coordenador: Newton Goto
Vagas: 50
Inscrição: R$50
Preço: 15 parcelas (1+14) de R$ 390
Pagamento à vista: R$ 5.100

Corpo docente:
Nadja Lamas - Drª em Artes Visuais - UFRGS; Profª Dept. de Artes. Visuais - Univille
Ricardo Basbaum - Dr. em Ciência da Inform. e Document. - USP; Prof Instituto de Artes, UERJ
Fabrício Vaz Nunes - Ms em História da Arte - UNICAMP; Prof. da EMBAP
Glória Ferreira - Drª em História da Arte - Univ. de Paris I; Profª Escola de Belas Artes, UFRJ
Heloisa Buarque de Hollanda - PhD em Sociologia da Cultura - Columbia University; Profª Pós Grad. Comunicação, UFRJ
Newton Goto - Ms em Linguagens Visuais - UFRJ; Prof. Pós Grad. UniBrasil
Maria José Justino - Drª em Estética e Ciência das Artes, Univ. de Paris VIII; Profª EMBAP
Paulo Reis - Dr. em História - UFPR; Prof Dept. de Artes - UFPR
Margarita Schultz - Drª em Filosofia, Univ. de Tucumán; Profª Facultad de Artes Univ. de Chile


Público alvo
Graduados em arte, comunicação, filosofia, psicologia, sociologia, história, letras; artistas, museólogos, empreendedores culturais autônomos e profissionais de gestão cultural de empresas e instituições públicas e/ou privadas (museus, galerias, espaços e institutos culturais, secretarias de cultura, etc).

Objetivo
Proporcionar formação ampla e aprofundada em artes visuais, a partir de abordagem histórica, filosófica, crítica e curatorial. Esse aprimoramento visa agentes culturais do campo da produção autônoma ou com vínculos institucionais, tanto do ambiente público quanto do privado (museus, galerias, espaços e institutos culturais, secretarias de cultura, etc). O programa enfatiza a produção artística de tradição ocidental, contextualizada em seus ambientes culturais, sistemas de circulação social, e diferentes discursos teóricos, priorizando ainda as discussões referentes ao período Moderno e Contemporâneo. Busca-se, simultaneamente, situar a arte brasileira dentro do panorama internacional e incrementar assim o diálogo reflexivo. Além do estímulo à produção teórica, objetiva-se também fomentar o exercício prático em crítica de arte e curadoria, incentivando a publicação de trabalhos, a participação em seminários, e a realização de mostras decorrentes das pesquisas empreendidas durante o curso.

Posted by João Domingues at 2:11 PM

março 27, 2007

Cursos POP – Pólo de Pensamento Contemporâneo, Rio de Janeiro

Cursos POP - Pólo de Pensamento Contemporâneo
Arte pública: ações em rede; Arte e participação (além da esfera estética: uma teoria da arte contemporânea); A poética de Oscar Niemeyer: arquitetura, arte, cultura; Você é a mídia: o desafio da cultura colaborativa

Inscrições abertas

POP - Pólo de Pensamento Contemporâneo
Rua Conde Afonso Celso 103, Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ
21-2286-3299 / 3682 ou contato@polodepensamento.com.br
www.polodepensamento.com.br
Preço: R$ 60 por aula de 2 horas

Arte pública: ações em rede
Alexandre Vogler
Horário: quintas, 19h30-21h30
Duração: 19 abril a 10 maio; 4 aulas

O curso discorre sobre práticas de arte pública na última década. Introdução e discussão de trabalhos que utilizam, como suporte, o conjunto dos meios de comunicação e informação. Investigar estratégias de disseminação da informação/comunicação e publicidade como forma de agenciar a produção artística em rede. Análise da formação de coletivos de arte, organização de agências de arte, espaços criados por artistas e a prática curatorial a cabo dos artistas na última década. Objeto de estudo: Intervenção urbana, associações e coletivos de artistas, ativistas de mídia, rádio livre, web arte, media centers e apropriação da imprensa.

19 abril
A noção de rede e o artista como ser social. Introdução à nova estrutura de organização da produção de arte no contexto público. O trabalho de arte coletivo e o trabalho de arte no coletivo.

26 abril
A consciência do espaço público como espaço midiático. Cooptação e subversão dos meios de comunicação de massa na arte contemporânea - estratégias de inserção do trabalho de arte no tecido urbano.

3 maio
A prática artística como ação política. A aproximação arte-ativismo. O conceito de Mídia Tática.

10 maio
Instituição e indiferença. Cinismo e profissionalização do underground. Arte Pública e Museu: nem contra nem a favor, muito pelo contrário. Documentação, registro e resquício.

Alexandre Vogler é artista plástico, Mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes - UFRJ. É professor do Instituto de Artes da UERJ. Organizou o Projeto Atrocidades Maravilhosas de Intervenção Urbana/ RJ, iniciado em 2000, e participou da coordenação dos projetos Zona Franca (Fundição Progresso, 2001) e Alfândega (Armazém 5, 2002/03). Trabalhou como artista residente na Cidade do Porto/ Portugal nos anos 2000/01. Realiza desde 1999 trabalhos em contexto público e intervenções urbanas. Realizou em 2005/06 a exposição individual \"O Condomínio\" na galeria A Gentil Carioca.


Arte e participação (além da esfera estética: uma teoria da arte contemporânea)
Alex Varella
Horário: segundas, 19h30-21h30
Duração: 14 maio a 4 junho; 4 aulas

Enquanto a arte moderna tem por pano de fundo o fenômeno que o filósofo Hegel denominou \"cisão\", isto é, o fracionamento da experiência societária nos distintos âmbitos de que se constitui a vida, frente aos quais cobra autonomia, a arte \"participativa\" de nossos dias solicita ser experienciada e compreendida como \"forma de vida\" e conhecimento, aqui considerada em suas inter-relações com as Ciências Sociais, a Psicologia, o Urbanismo e a Filosofia.

14 maio
Arte e relações sociais. Esferas finitas de significação. Constituição e dissolução da esfera estética. A autonomia da Arte e a prosa do mundo.

21 maio
Arte e Epistemologia. As Ciências Humanas e o sentido da formação, a reflexividade e o significado da experiência e do particular na Arte e nos estudos culturais.

28 maio
A Filosofia como arte e o artista como propositor. O caminho da desmaterialização e o conceito de conceito. Estética, Psicologia e Educação.

4 junho
Urbanismo e Arte. Arquitetura e relações sociais. Da qualificação artística à cidade sem qualidades. Mobilidade, residentes e habitantes temporários. A questão da participação nas esferas estética e urbana.

Alex Varella é poeta, professor de Filosofia e pesquisador do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (NUFEP), da Universidade Federal Fluminense. Publicou artigos sobre questões estéticas e urbanas e fez estudos de pós-graduação na Escola de Arquitetura de Barcelona.

A poética de Oscar Niemeyer: arquitetura, arte, cultura
Roberto Conduru
Horário: segundas, 19h30-21h30
Duração: 4 junho a 25 junho; 4 aulas

Reflexão sobre a trajetória profissional e o trabalho de Oscar Niemeyer - obra e personalidade paradigmáticas no Brasil, singulares mundialmente -, analisando o caminho delineado por seus projetos, edifícios e ações culturais, observando seus diálogos e confrontos com outras proposições arquitetônicas e artísticas.

4 junho
A trajetória do arquiteto, desde a formação e o início da atuação profissional até a condição contemporânea de personalidade cultural de alcance internacional.

11 junho
Do Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro) ao conjunto da Pampulha (Belo Horizonte). Análise das obras nos anos de 1930 e 40, em comparação com outras propostas arquitetônicas e artísticas.

18 junho
Brasília - antecedentes, projeto, construção, repercussão nacional e ressonância internacional. Análise das obras nas décadas de 1950 a 70.

25 junho
O período pós-Brasília: trânsito entre Brasil e mundo, entre arquitetura e cultura.
Análise das obras nas décadas de 1980 a 2000 e seu diálogo com outras arquiteturas.

Roberto Conduru é mestre em História Social da Cultura (PUC-Rio) e doutor em História (UFF). É professor de História e Teoria da Arte na UERJ. É pesquisador do CNPq. É autor, entre outros, de Willys de Castro (2005) e Vital Brazil (2000), co-autor de Brazil's Modern Architecture / Arquitetura Moderna Brasileira (2004) e A Missão Francesa (2003), co-organizador de Um Modo de Ser Moderno - Lucio Costa e a Crítica Contemporânea (2004) e Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (2003).


Você é a mídia: o desafio da cultura colaborativa
Ronaldo Lemos
Horário: terças, 19h30-21h30
Duração: 8 maio a 29 maio; 4 aulas

As novas formas de interação cultural e produção colaborativa, no centro (YouTube, Wikipedia, Joost, Overmundo, MySpace) e nas periferias globais (cinema nigeriano, dubstep, lan-houses, tecnobrega, animês). Entendendo a chamada \"web 2.0\" e especulando sobre a \"web 3.0\". Os direitos autorais como campo de batalha da nova mídia. O papel do Creative Commons e do Software Livre. A música e outras artes na era digital (da sky-art ao funk carioca).

8 maio
Fundamentos da cultura colaborativa: o Software Livre; Creative Commons.

15 maio
As novas mídias: o impacto do YouTube e o futuro do audiovisual na Internet (Joost ou \"Venice Project\"). Overmundo como plataforma colaborativa para a cultura do Brasil.

22 maio
Periferias globais e a cultura digital: o modo pelo qual a tecnologia digital é apropriada pelas periferias globais: tecnobrega, mixtapes, lan-houses, animês.

29 maio
Além da Cultura colaborativa: o que será a web 3.0? A tecnologia levada às últimas conseqüências: net arte, arte ilegal, sky-art, bio-art e o ativismo global da cultura livre.

Ronaldo Lemos é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV-RJ. É presidente do iCommons e diretor do Creative Commons no Brasil. Mestre em direito pela universidade de Harvard e doutor em direito pela USP. Coordena os projetos Cultura Livre (www.culturalivre.org.br), A2k (www.a2kbrasil.org.br), Open Business (openbusiness.cc), abrangendo Brasil, Argentina, Nigéria, África do Sul, Inglaterra, México e Colômbia. Fundador do site Overmundo (www.overmundo.com.br). Colunista da revista Trip e da revista Linus na Itália. Autor do livro Direito, Tecnologia e Cultura.

Posted by João Domingues at 12:10 PM

Curso Produção em arte contemporânea, com Leda Catunda no Collegio das Artes, São Paulo

Produção em arte contemporânea
Professora: Leda Catunda

Inscrições abertas

Collegio das Artes
Rua Francisco Leitão 265, Pinheiros, São Paulo - SP
Inscrições: 11-3064-4740 ou cursos@collegiodasartes.art.br
www.collegiodasartes.art.br
Horário: terças-feiras, 19h30-22h30
Período: 3 de abril a 26 de junho de 2007
Matrícula: R$ 100
Preço: 3 parcelas de R$ 286
Vagas: 15

Pretende-se abordar no curso questões pertinentes à produção em arte contemporânea. Para tanto, serão propostas leituras e discussões de textos específicos, escolhidos dentro de uma bibliografia recém publicada em português. Paralelamente, serão debatidas as produções dos participantes, através dos próprios trabalhos ou de registro fotográfico dos mesmos. Serão propostos ainda exercícios práticos visando aquecer a discussão sobre parâmetros, limites e o alcance poético na produção contemporânea.

Posted by João Domingues at 10:46 AM

março 22, 2007

Residência artística MAMAM no PÁTIO: Workshop com Débora Bolsoni no MAMAM, Recife

Residência artística MAMAM no PÁTIO
Workshop com Débora Bolsoni

Inscrições até 27 de março de 2007

Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães - MAMAM
Pátio de São Pedro casa 11, Recife - PE
81-3232-2844/3423-2095 ou patio@mamam.art.br
www.mamam.art.br
Workshop com Débora Bolsoni: 28 e 29 de março e 3 e 4 de abril de 2007, 10-12h
Vagas: 20


O MAMAM no PÁTIO, no desempenho de suas atribuições enquanto fomentador de pesquisas e reflexões críticas em artes visuais e seus desenvolvimentos contemporâneos, convida artistas, professores e estudantes a participarem do workshop ministrado pela artista residente Débora Bolsoni. O workshop abordará questões relativas ao seu percurso de trabalho e a produção de trabalhos para sítio específico (site specific). Os inscritos no workshop participarão da realização de um vídeo. O workshop acontecerá durante os dias 28 e 29 de março e 03 e 04 de abril, das 10 às 12 horas.

Assim, mais uma vez o MAMAM no PÁTIO reafirma seu papel de incentivador da formação e produção cultural em nossa cidade.

Workshop com Débora Bolsoni

O workshop tem o objetivo de discutir, de forma reflexiva, aspectos da produção artística relativas à poética e ao processo de criação em artes visuais. A artista apresentará seu portfólio, bem como dará oportunidade aos participantes de apresentarem seus trabalhos e portfólios de maneira a gerar novas reflexões a cerca dos mesmos. Haverá também a gravação de um vídeo com a participação dos inscritos.

Posted by João Domingues at 11:19 AM

março 21, 2007

Curso Arte Contemporânea - Espaço Livre de Debate na PUC, São Paulo

Arte Contemporânea - Espaço Livre de Debate
Professores: Prof. Amálio Pinheiro, Profa. Dra. Cecília Almeida Salles, Profa. Dra. Christine Greiner, Profa. Elaine Caramella, Profa. Dra. Helena Katz

Inscrições abertas

Local de Matrícula:
Unidade COGEAE João Ramalho
Rua João Ramalho 182, Perdizes, São Paulo - SP
11-3670.3300
Segunda a sexta, 9-20h30; sábados, 8-12h30

Local de Realização:
PUC-SP - Unidade Cogeae Francisco Matarazzo
Avenida Francisco Matarazzo 682, Barra Funda, São Paulo - SP (próximo à estação Barra Funda do metrô)
Carga Horária: 30 horas-aula
Início: 4 de abril de 2007
Horário: Quartas 19-22h
Preço: R$ 452
Coordenação: Profa. Dra. Cecília Almeida Salles
Promoção: PUC-SP - Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica

Documentos para Matrícula:
Cópia do diploma de graduação (alunos graduados), cópia do histórico escolar (alunos graduandos), cópia do CPF e cópia do comprovante de endereço.

Para que a matrícula seja efetivada, é importante que o aluno traga todos os documentos solicitados.

A arte é um reflexo da História da humanidade. A arte contemporânea, considerada como aquela produzida após a 2ª Guerra Mundial, leva esse conceito ao extremo, já que é fortemente influenciada pelas experiências cotidianas. O resultado é uma profusão de obras que utilizam os mais variados materiais, suportes, linguagens e tecnologias.

O curso "Arte Contemporânea - Espaço Livre de Debate", oferecido pela PUC-SP, pretende promover uma discussão ampla sobre as implicações e a extensão do tipo de produção artística que pode ser classificado como arte contemporânea. A ampliação desse fenômeno exige novos meios de aproximação e de abordagem que mapeiem o território e mostrem como esses objetos artísticos se compõem e são construídos, em um diálogo com o presente e a História.

Durante o curso, o aluno poderá participar de debates sobre o conceito de contemporâneo, mapear o território dos usos e práticas contemporâneas e investigar modos de leitura e interpretação que preencham todos os graus de especificidade e complexidade dos objetos e temas contemporâneos.

Além de aulas expositivas, haverá discussão e análise de obras de diferentes manifestações criativas, incluindo trabalhos em vídeo e DVD. Dessa forma, o interessado poderá refletir sobre o contemporâneo na sua relação com os processos tecnológicos e estudar a plasticidade dos acordos entre corpo e ambiente, sobretudo os processos de criação, com a investigação de quais deles a arte contemporânea coloca em cena.

Dirigido a:
Estudantes de arte, professores da área, artistas e interessados em refletir, discutir e pesquisar sobre arte.

Conteúdo Programático:
# Cultura e contemporaneidade
# Hibridismo: critérios e pertinência
# Memória e processos tecnológicos
# Redes de criação contemporânea
# Relações entre obras e processos
# Autoria como processo criativo
# O corpo como fundamento dos processos de criação

Posted by João Domingues at 11:49 AM

Curso Arte de Colher - uma introdução à arte contemporânea, com Milton Machado no Maurice Valansi, Rio de Janeiro

Arte de Colher - uma introdução à arte contemporânea, com Milton Machado no Maurice Valansi

Inscrições abertas

Espaço Cultural Maurice Valansi
Rua Martins Ferreira 48, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
21-2527-4044
Inscrições: 21-2286 2043 ou nenarache@terra.com.br
Curso em cinco sessões, em forma de palestras e projeções audio-visuais.
Horário: segundas, 19h30-21h30
Início: 2 de abril de 2007
Preço: R$230


O Espaço Cultural Maurice Valansi tem reunido semanalmente pessoas em torno de temas bem variados: musica clássica, jazz, cabala. Chegou a vez das Artes Plásticas.

Nos dias 2, 9, 16 e 23 de abril o Espaço abre suas portas para mais um ciclo de palestras sobre arte contemporânea sob a batuta de Milton Machado.

No programa, temas instigantes:
- o que é o "belo"?
- o que é a "arte"? o caminho traçado desde as certezas modernistas à perplexidade contemporânea;
- o que é uma "instalação" , uma "performance"?
- existiria atualmente uma crise da representação?
- do quadro na parede ao mictorio invertido e assinado por Marcel Duchamp....
- das montanhas de Cézanne ao Cristo Redentor iluminado de vermelho:
- existe um conceito ou um preconceito?
- Alguns artistas e movimentos citados e analisados entre outros: Manet, Courbet, Matisse, Marcel Duchamp, Brancusi, Cézanne, Picasso, Braque, Malevich, Dadaísmo, Mondrian, Construtivismo russo, Kandinsky, Klee Richard Serra, Pollock e Action Painting, De Kooning, Rothko, Barnett Newman e suas marcas particulares, Minimalismo: Judd, LeWitt, Andre, Flavin e seus "objetos específicos", Arte Conceitual (da Vinci: "la pittura è cosa mentale"), Pós-modernismo.

Milton Machado é artista plástico, professor de História e Teoria da Arte da EBA-UFRJ, PhD em Artes Visuais pela Universidade de Londres.


Aula 1.
Modernismo: uma longa história de rejeições: Manet e Courbet recusados nos salons; Matisse estranhado pelos colecionadores; Duchamp criticado pelos cubistas; os formalistas rejeitados pelos construtivistas; os minimalistas desprezados pelos formalistas; Brancusi barrado na alfândega norte-americana; Richard Serra acusado pela municipalidade de Nova York, entre outras histórias de recusas. Tradição e traição: as rupturas como condição essencial da contemporaneidade. Caso particular de estranhamento - As Férias do Investigador. Certa manhã, ao sentar-se para o chá, Madame encontra um estranho cartão dentro de seu açucareiro. Alarmada, chama imediatamente o Investigador, que vaticina: - Minha cara Madame, trata-se de um crime. Mas, afinal, quem é a vítima?

Aula 2.
Em pintura: a crise da representação e a representação da crise. Autonomia do gesto, da cor, da pincelada: Manet e suas manchas cromáticas. Impressionismo: Monet e a pintura da luz. Cézanne e a reconstrução do espaço pictórico por meio de pequenas sensações. O quadro como objeto e como presentação concreta do real. As vanguardas históricas: o Cubismo de Picasso e Braque; Malevich, Tatlin, Rodchenko e o Construtivismo Russo: a busca de um grau zero da pintura e da escultura; Dadaismo: arte e anti-arte. Pode-se atravessar o oceano num pequeno barco a remos? A propósito: Mondrian atravessa o Atlântico e aprende a dançar o boogie-woogie.

Aula 3.
Dadaísmo. Marcel Duchamp e o readymade. Pode um quadro de Rembrandt ser usado como tábua de passar roupa? Verdade que a Mona Lisa usava bigode e cavanhaque? A pergunta: "o que é belo" dá lugar à pergunta: "o que é arte?" - perguntas que continuam, ambas, sem respostas. Arte como um jogo de xadrez: o xeque-mate erótico de Rrose Selavy. A virgem é desnudada por seus celibatários, mesmo. A longa tradição e a permanência do readymade. Magritte troca algumas palavras com Duchamp, para deleite de Foucault e nervosismo de Saussure. Por que então Joseph Beuys reclamou tanto do silêncio de Duchamp?

Aula 4.
Em pintura: verdade que teremos 1000 anos de arte abstrata? Kandinsky e Klee. Expressionismo Abstrato e a Escola de Nova York. Pollock e Action Painting. De Kooning, Rothko, Barnett Newman e suas marcas particulares. Minimalismo: Judd, LeWitt, Andre, Flavin e seus "objetos específicos". Uma arte que não é nem pintura nem escultura? Land-art, intervenções concretas, aterros, terraplanagens: a paisagem como arte. Pop-art, conceptual art, performance art. Por que os movimentos não são mais denominados pelo sufixo ismo, e sim pelo sufixo art(e)? Verdade que pretendiam comprar a aura de Andy Warhol?

Aula 5.
A pintura diante do readymade. O readymade diante da pintura. Yves Klein assina o céu e pinta o cosmos de azul ultramar. Manzoni faz merda mas coloca o mundo no pedestal. Kounellis faz da galeria um curral. O bode de Rauschenberg e a bandeira de Jasper Johns. Beuys viaja para os Estados Unidos só para se encontrar com um coiote. Arte Conceitual (da Vinci: "la pittura è cosa mentale"). Pós-modernismo; (arte) e sua exterioridade. Qualquer lugar pode ser um lugar de arte. Fast-forward (não confundir com fast-food): um breve mas amplo panorama da arte contemporânea, dos anos 60 até os nossos dias. Podem 500 homens deslocar por 15 centímetros uma duna de areia peruana empunhando vassouras?

Posted by João Domingues at 11:31 AM

Curso Arte e Cultura no Brasil - anos críticos: 1958-1972, com Felipe Scovino, Frederico Coelho e Paulo Sergio Duarte no Candido Mendes - Ipanema, Rio de Janeiro

Arte e Cultura no Brasil - anos críticos: 1958-1972
Professores: Felipe Scovino, Frederico Coelho e Paulo Sergio Duarte

Inscrições abertas

Universidade Candido Mendes
Rua Joana Angélica 63 Andar P Sala AC05, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ
21- 2523-4141
Duração: oito aulas
Horário: terças, 19h30-21h30
Início: 10 de abril de 2007
Preço: R$ 240; em duas parcelas de R$ 120 (a primeira na inscrição, a segunda até 15 de maio)

Análise crítica, por meio de fontes primárias, dos fatos mais relevantes no campo cultural e artístico brasileiro entre a segunda metade da década de 1950 e o início da década de 1970. Serão analisados a crise do moderno no Brasil, os movimentos de vanguarda nas Artes Visuais, o Cinema Novo e o Cinema Marginal, o movimento da contracultura em seus diferentes campos, o Tropicalismo e o legado desta tradição na contemporaneidade.
O curso também contará com a exibição de filmes e documentação visual.

1ª Aula - Manifestos das vanguardas dos anos 50 (Concreto, Musica Nova, Neo-Concretos e Ruptura)/ Revitalização da imprensa (Correio da Manhã, Suplemento Dominical, Última Hora) / Revitalização da UFBA: irradiações da vanguarda no Brasil/ Passagem do figurativismo para a abstração/ Grupo Frente.

2ª Aula - Criação do MAM e os seus ateliês/ Bienal de São Paulo/ Bossa Nova / Retomada do cinema nacional com Nelson Pereira dos Santos / Os ensaios críticos de Paulo Emilio Sales Gomes e Alex Vianny / Nelson Rodrigues no Teatro.

3ª Aula - Revista Civilização Brasileira / O surgimento do CPC / A canção engajada (sambas de protesto) / Teatro Opinião e de Arena: o teatro engajado / Cinema Novo (Cinco Vezes Favela, debates sobre o cinema novo versus CPC) / Surge Glauber Rocha e Deus e o Diabo na Terra do Sol / A representação do "povo" nas artes brasileiras (neorealismo, leituras da arte internacional no Brasil)

4ª Aula - Nova crítica de arte (Gullar/Pedrosa) / Tendências de uma Arte participativa (opart e os concretos paulistas/ arte cinética/ Clark / Oiticica / Pape) / Bichos e Parangolés

5ª Aula - Festivais da canção / Surge a MPB / O tropicalismo musical / O pensamento tropicalista (Rogério Duarte, José Celso Martinez, José Agripino de Paula, Torquato, HO et ali) / Teatro da agressão (os casos de Plinio Marcos e Nelson Rodrigues) / Primeiras fissuras no Cinema Novo: surgem os marginais.

6ª Aula - A Arte em transformação: Opinião 65/ Nova Objetividade Brasileira, 1967 (manifesto) / Salão da Bússola / Nova figuração e a nova crítica: Frederico Morais, Ronaldo Brito, Paulo Sérgio Duarte / Grupo Rex e a herança dadaísta nas Artes Visuais Brasileiras/ O caso do "porco empalhado" de Nelson Leirner/ A imprensa e o design: Pasquim e imprensa alternativa / Fundação da Embrafilme e a crise no grupo do cinema novo.

7ª Aula - Início dos anos 70: fechamento completo do regime / Os novos suportes e os filmes de artista / A interdisciplinaridade de áreas nas artes: Oiticica, Antonio Manuel, Antonio Dias e Lygia Pape/ O conceito de arte-vida: Barrio e Cildo Meireles como estudos de caso/ A cultura Marginal: música, poesia, literatura, imprensa / Torquato e a geléia geral no UH / Exílios.

8ª Aula - Considerações finais sobre o painel crítico nos anos 70


Professores:
Felipe Scovino é doutorando em Crítica e História da Arte pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Curador da Associação Cultural "O Mundo de Lygia Clark" e professor do Instituto de Artes da UERJ. Mestre em História da Arte (EBA/UFRJ) e bacharel em História (IFCS/UFRJ). Já publicou resenhas nos jornais O GLOBO, Jornal do Brasil, na revista Arte & Ensaios da UFRJ e no catálogo Lygia Clark: da obra ao acontecimento (Musée des Beaux-Arts, Nantes, 2005 & Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2006). Sua área de pesquisa é arte contemporânea brasileira.

Frederico Coelho trabalha desde 2001 como pesquisador do Núcleo de Estudos Musicais, vinculado ao Centro de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Candido Mendes - NUM/CESAP-UCAM. Mestre em História Social pelo IFCS/UFRJ, atualmente faz o Doutorado em Literatura Brasileira na PUC-RJ. Já publicou artigos em revistas como Estudos Históricos, Sibila, Errática, Acervo, Margens e Grumo. Publicou em 2006 com Santuza Naves e Tatiana Bacal o livro A MPB em Discussão, pela editora UFMG.

Paulo Sergio Duarte é crítico de arte, professor-pesquisador do Centro de Estudos Sociais Aplicados - CESAP - da Universidade Candido Mendes e diretor do Centro Cultural Candido Mendes. É autor de livros e ensaios sobre arte moderna e contemporânea, entre eles: A Trilha da Trama e outros textos sobre arte [Rio de Janeiro: Funarte, 2004]; Carlos Vergara [Porto Alegre: Santander Cultural, 2003]; Waltercio Caldas [São Paulo: Cosac & Naify, 2001] e Anos 60 - Transformações da Arte no Brasil [Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1998].


BIBLIOGRAFIA:

BARRIO, Artur. Manifesto. In: BARRIO, Artur. Barrio. Rio de Janeiro: Funarte, 1978, p. 5.

BRITO, Ronaldo. As ideologias construtivas no ambiente cultural brasileiro. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 303-310.

BRITO, Ronaldo. Análise do circuito. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 261-268.

CAMPOS, Augusto. "A Explosão de Alegria Alegria". In: Estado de São Paulo, 25 de novembro de 1967.

CORDEIRO, Waldemar; CHAROUX, Lothar et alli. Manifesto ruptura. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 69.

CORDEIRO, Waldemar. O objeto. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 74-75.

_______. Ruptura. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 100-102.

COSTA, Armando; PONTES, Paulo; VIANNA FILHO, Oduvaldo; BOAL, Augusto. Opinião. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 57-59.

DE LEMOS, Tite. A guinada de José Celso. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 45-50.

DIAS, Antonio et alli. Declaração de princípios básicos da vanguarda. In: FElRREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 149-150.

DUARTE, Paulo Sérgio. Modernos fora dos eixos. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 128-134.

ESCOSTEGUY, Pedro Geraldo. No limiar de uma nova estética. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 137-138.

GOMES, Paulo Emílio Salles. A criação de uma consciência cinematográfica nacional. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 71-84.

GULLAR, Ferreira et alli. Manifesto neoconcreto. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 80-84.

GULLAR, Ferreira. Teoria do Não-objeto. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 85-94.

JABOR, Arnaldo. "Debaixo da Terra". O Pasquim, n. 131, 4-10 de janeiro de 1972, pp.12-14.

LEITE, Sebastião Uchoa. "Cultura popular: Esboço de uma resenha crítica" in: Revista Civilização Brasileira. Ano I - N. 4, setembro de 1965

MANIFESTO MÚSICA NOVA. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 33-35.

MARTINS, Carlos Estevam. Anteprojeto do Manifesto do CPC. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 67-79.

MEIRELES, Cildo. Inserções em circuitos ideológicos. In: MEIRELES, Cildo. Cildo Meireles. Rio de Janeiro: Funarte, 1981, p. 24.

MILLIET, Sérgio. Entre o abstrato e o figurativo. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 45-46.

MORAIS, Frederico. Contra a arte afluente: o corpo é o motor da obra. In: BASBAUM, Ricardo. Arte contemporânea brasileira: texturas, dicções, ficções e estratégias. Rio de Janeiro: Rios ambiciosos, 2001, p. 169-178.

MOTTA, Nelson. "Cruzada Tropicalista", in: Última Hora, 5 de fevereiro de 1968. (Carlos Calado - Tropicália)

NETO, Torquato. "Torquatália III", 1968. in: Os Últimos Dias de Pauperia. Rio de Janeiro; Max Limonada, 1982.

OITICICA, Hélio. Cor, tempo e estrutura. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 268-272.

_______. Situação da vanguarda no Brasil. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 31.

_______. Situação da vanguarda no Brasil (propostas 66). In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 147-148.

_______. "O Sentido de Vanguarda do grupo baiano". In: Correio da Manhã, 1968, Rio de Janeiro.

"Que caminho seguir na música popular brasileira". Mesa Redonda publicada na Revista Civilização Brasileira n°7, edição de maio de 1966.

OPINIÃO, Grupo. O teatro, que bicho deve dar? In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 37-39.

PEDROSA, Mário. Paulistas e cariocas. In: AMARAL, Aracy. Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962. Rio de Janeiro, MAM; São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1977, p. 136-138.

_______. Arte ambiental, arte pós-moderna, Hélio Oiticica. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 143-145.

_______. Do porco empalhado ou os critérios da crítica. In: FERREIRA, Glória. Crítica de arte no Brasil: temáticas contemporâneas. Rio de Janeiro: Funarte, 2006, p. 207-210.

REX TIME. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 80-93.

ROCHA, Glauber. "Estética da Fome". In: Revista Civilização Brasileira, n°3, Julho de 1965.

_______. ROCHA, Glauber. "Tropicalismo, Antropologia, Mito, Ideograma" (1969). In: Revolução do Cinema Novo. Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.

SGANZERLA, Rogério. O bandido da luz vermelha. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 1. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 18-19.

VIANY, Alex. O velho e o novo. In: ARANTES, Otilia; FAVARETTO, Celso; JÚNIOR, Matinas Suzuki. Arte em revista. Ano 1. Número 2. São Paulo: Centro de Estudos de Arte Contemporânea, 1979, p. 56-69.

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março 19, 2007

Inscrições: Simpósio Terceira Margem: educação para a arte / arte para a educação na UFRS, Porto Alegre

Simpósio Terceira Margem: educação para a arte / arte para a educação

Inscrições até 6 de abril de 2007

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Salão de Atos
Avenida Paulo Gama 110, Porto Alegre - RS
Inscrições on-line: www.fundacaobienal.art.br. Na seção de Notícias, o interessado pode encontrar as instruções para efetuar a inscrição
Informações: 51-3228-4074 ou simposio@bienalmercosul.art.br
Realização: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul
Simpósio Terceira Margem: educação para a arte / arte para a educação: 11 e 12 de abril de 2007


Bienal do Mercosul realiza simpósio para discutir arte e educação

A partir do dia 16 de março, a Fundação Bienal do Mercosul começa a receber inscrições para o Simpósio Terceira Margem: educação para a arte / arte para a educação. O Simpósio, que acontece nos dias 11 e 12 de abril em Porto Alegre, é aberto a professores, arte-educadores, artistas, estudantes e interessados. As vagas são limitadas. Durante o evento, artistas e educadores brasileiros vão discutir projetos e ações que contemplam rupturas de paradigmas e que negociam novas fronteiras entre a arte e a educação. As iniciativas da comunidade, as iniciativas privadas, depoimentos de artistas envolvidos em questões educativas e de educadores envolvidos em práticas artísticas são alguns dos diversos pontos abordados durante o evento. Todos os temas têm em comum a busca por uma nova maneira de pensar a educação para a arte e a arte como forma de educar.

As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas até o dia 06 de abril, através do site www.fundacaobienal.art.br. Na seção de Notícias, o interessado pode encontrar as instruções para efetuar a inscrição. Informações também podem ser obtidas pelo fone 51 3228 4074 ou através do e-mail simposio@bienalmercosul.art.br.

O evento, que também é gratuito, vai ser realizado no Salão de Atos da UFRGS e faz parte do projeto pedagógico da 6ª Bienal do Mercosul, que acontece de 1º de setembro a 18 de novembro deste ano na capital gaúcha. O Simpósio é inspirado no tema A Terceira Margem do Rio, uma imagem tomada do célebre conto de Guimarães Rosa e adotada na 6ª Bienal do Mercosul. Segundo o curador-geral da mostra, Gabriel Perez-Barreiro, a terceira margem é uma metáfora que simboliza uma mudança de perspectivas. Enfatiza a possibilidade de criação de uma terceira forma de pensar, rompendo com as dualidades que definem e delimitam a realidade - nacionalismo e globalização, direito e esquerdo, bem e mal, figuração e abstração. Nas questões políticas, quase todos os países do Mercosul estão envolvidos em algum tipo de experiência de 'terceira via' entre o socialismo e a economia de mercado. Na 6a Bienal do Mercosul, a ênfase será sobre os artistas que criaram seu próprio espaço dentro de um sistema estabelecido. A imagem da terceira margem também aponta para um dos princípios metodológicos desta curadoria: o diálogo entre dois sujeitos com vivências diferentes que gera uma terceira realidade.

O projeto pedagógico é considerado fundamental no projeto curatorial da 6ª Bienal do Mercosul. O responsável pelas ações pedagógicas da Bienal é o curador Luis Camnitzer, uma das figuras mais relevantes e reconhecidas no campo da arte e da educação. Camnitzer propõe uma inovadora reconfiguração do programa educativo, desde suas metas até sua implementação. Para o curador, o espectador deve ser visto como ser criativo e não como mero receptor passivo de informação.
Serviço

Simpósio Terceira Margem: educação para a arte / arte para a educação - Programação:

11 de abril, quarta-feira, 18h
Abertura:
Gabriel Perez-Barreiro - Curador Geral da 6ª. Bienal do Mercosul; Luis Camnitzer - Curador Pedagógico da 6ª. Bienal do Mercosul.; Juan Mosquera - Doutor em Ciências da Educação, PUC/RS. Coordenador do Programa de Pós Graduação em Educação, PUC/RS. Professor visitante da Universidade Algarve.

12 de abril, quinta-feira, 9h
Mesa 1 - Educação para a Arte
Palestrantes: Ivone Richter - Arte-Educadora. Doutora em Educação, UNICAMP/SP. Professora do Departamento de Artes Visuais, UFSM/RS; Rosa Iavelberg - Arte-Educadora. Doutora em Artes e Professora da Faculdade de Educação, USP. Diretora do Centro Universitário Maria Antonia; Sandra Regina Ramalho e Oliveira - Arte-Educadora. Doutora em Comunicação e Semiótica, PUC/SP. Professora do Centro de Artes, UDESC/SC. Presidente da ANPAP; Paola Zordan - Mediadora - Doutora em Educação, UFRGS/RS. Professora da Faculdade de Educação, UFRGS/RS.

13h
Mesa 2 - ?Público para a arte: Arte para o público?
Palestrantes: Amanda Tojal - Arte-Educadora e Museóloga. Doutoranda em Ciência da Informação, USP. Coordenadora do Programa Educativo Públicos Especiais da Pinacoteca do Estado de São Paulo; Luis Guilherme Vergara - Doutor em Arte, Universidade de Nova York. Professor no Departamento de Arte e coordenador do Curso de Produção Cultural, UFF/RJ. Diretor geral do MAC Niterói; Instituto Arte na Escola (SP) - Mirca Bonano - Arte-Educadora. Coordenadora do Prêmio Arte na Escola Cidadã; Ana Maria Dalla Zen - Mediadora - Doutora em Ciências da Comunicação, USP. Professora da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação e do Curso de Especialização em Museologia, UFRGS/RS.

15h40
Mesa 3 - Educ(ação) Comunitária
Ação Comunitária Brasil (RJ) - Fabio Fonseca - Mestrando em História e Crítica de Arte, UFRJ/RJ. Integrante da equipe do Desenvolvimento Institucional do Ação Comunitária do Brasil.
"O Pescador de Histórias" - Fundação Bradesco / Unidade Osasco (SP) - Heloisa Pires - Doutora em Antropologia, USP. Consultora pedagógica. Joseanne Asegawa - Professora de Ensino Fundamental e Educação Infantil. Escola da Fundação Bradesco - Unidade Osasco (SP)
CENPEC - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (SP) - Maria do Carmo Brant de Carvalho - Doutora em Serviço Social, PUC/SP. Coordenadora Geral do CENPEC.
Caleb Faria Alves - Mediador - Doutor em Sociologia, USP. Professor do Departamento de Antropologia, UFRGS/RS.

19h
Mesa 4 - Arte para a Educação
Palestrantes: Mônica Nador - Artista plástica. Fundadora do Projeto JAMAC - Jardim Miriam Arte Clube/SP; Elisa Bracher - Artista plástica. Fundadora da ACAIA/SP; Artista convidado da 6ª. Bienal do Mercosul; Gabriel Pérez-Barreiro - Mediador - Curador Geral da 6ª. Bienal do Mercosul.

Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul

Criada em 1996, a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul é uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, dedicada à preparação e à realização das mostras e eventos que constituem as Bienais do Mercosul. A 6ª edição da Bienal acontece em Porto Alegre/RS de 1º de setembro a 18 de novembro de 2007.

O Simpósio Terceira Margem: educação para a arte / arte para a educação tem o apoio da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O Projeto Pedagógico da Bienal do Mercosul é patrocinado pela Refap, com apoio da RBS. A Bienal do Mercosul tem como patrocinadores master as empresas Gerdau e Petrobrás, patrocínio de segmento da Rede Plaza de Hotéis e apoio da ICBNA, Randon e Lojas Renner.

A Habitasul patrocina o Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal do Mercosul. Além disso, a 6ª Bienal do Mercosul conta com o apoio institucional da UNESCO, da Prefeitura de Porto Alegre e do Programa "Todos pela Educação".

O projeto é financiado através do Ministério da Cultura - Lei Rouanet e Secretaria de Estado da Cultura - LIC.

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março 13, 2007

Inscrições Curso de Vídeo-Arte com orientação de Alice Miceli no Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro

Curso de Vídeo-Arte, orientação de Alice Miceli

Inscrições abertas

Ateliê da Imagem
Av.Pasteur 453, Urca, Rio de Janeiro - RJ
21-2244-5660 / 2541-6930 ou info@ateliedaimagem.com.br
www.ateliedaimagem.com.br
Horário: segundas e quartas, 19-22h
Início: 26 de março de 2007
Preço: R$ 240 cada módulo

Curso com 2 módulos de 5 aulas cada um. Sem pré-requisitos. O curso se destina a todos interessados pelo tema e pelo processo criativo. Módulo 1 tem 5 aulas de 3 horas, o Módulo 2 tem 5 aulas de 3 horas

Apresentação de temas e formas de abordagem de problemas artísticos nas obras em vídeo de artistas contemporâneos. Discussões acerca da obra e do processo criativo. O foco será, sobretudo, na exibição da produção contemporânea - sendo a primeira aula reservada para a exibição de obras-referência.

Exibição de obras de Chris Marker, Carol Reed, Salla Tykka, Aurora Reinhard, Chris Cunningham, Bill Viola, Sam Taylor-Wood, Michel Gondry, Rineke Dijkstra, entre outros.

Módulo 1:
vídeo-arte contemporânea
Apresentação de temas e formas de abordagem de problemas artísticos nas obras em vídeo, e eventualmente em outras mídias, de artistas contemporâneos. Discussões acerca da obra e do processo criativo. O foco será, sobretudo, na exibição da produção contemporânea.

O curso não será extensivo sobre "vídeo-arte" em termos históricos e de contexto. Pretende atentar mais para as formas de produção, para o processo criativo de obras contemporâneas que se servem do vídeo e/ou de outras formas de imagem em movimento para, eventualmente e a partir do que é visto, tocar em questões de história, filosofia e etc. A partir das obras para a teoria, e não o contrário.

Exibição de obras de Chris Marker, Robert Enrico, Alain Resnais, Carol Reed, Salla Tykka, Aurora Reinhard, Chris Cunningham, Sandra Kogut, Bill Viola, Sam Taylor-Wood, Michel Gondry, Rineke Dijkstra, entre outros.
A ultima aula deste módulo será destinada à introdução da dinâmica das atividades do módulo seguinte: desenvolvimento e acompanhamento de projetos de vídeo-arte a partir do mesmo tema.

Aula 1 - desenquadramentos
1. Apresentação do curso e da proposta

2. Realidade-Ficção
Cinema e documentário. Fronteiras entre realidade e ficção.

Aula 2 - cinema, documentário & vídeo-arte
1. Semelhanças, diferenças

Aula 3 - narrativo / conceitual
1. Construção de sentido horizontal x vertical.
Sentidos narrativos x sentidos conceituais

2. Representações de gênero
Vídeos recentes que abordam temas semelhantes (questões de gênero) de formas muito diversas

Aula 4 - Presença: uma questão de intensidade
1.o Belo
Aumento de atenção disponível.

2. Morte
Tempo estendido.

3. Presença
... e também : apresentação do tema a ser trabalhado pelos alunos durante o segundo módulo.

Aula 5
Brain-storming acerca do tema. Discussão e geração de alternativas a partir das primeiras idéias apresentadas.
+ filmes e vídeos que se relacionem com o tema escolhido


* OBS: programação de vídeos sujeita a alteração. Aconselhável que se fale inglês.

Alice Miceli nasceu em 1980 no Rio de Janeiro onde vive e trabalha. Formou-se em 2001 pela Ecole Superieure d'Etudes Cinematographiques, com bolsa do governo francês, e finalizou este ano o Curso de Especialização em Historia da Arte e Arquitetura do Brasil, na PUC-RJ. Alice freqüenta desde 2003 o grupo de discussão acerca de processo criativo, dirigido por Charles Watson em seu ateliê. Em 2005, Alice esteve em residência no Cable Factory na Finlândia, através do programa UNESCO-Aschberg Bursaries for Artists/HIAP e participou do workshop Third Asia-Europe Foundation Art Camp, na Indonésia.

Participações em exposições coletivas incluem: "On Disappearence", Dortmund, 2005; Videoraum: IKFF 2005 / 21 - Internationalen Kurzfilmfestival, Hamburgo, 2005; "III Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo", 2005; "Posição 2004", Rio de Janeiro, 2004; "Hiper > Relações eletro//digitais", Porto Alegre, 2004. Seus vídeos têm sido exibidos em diversos festivais como "15 Videobrasil", São Paulo, 2005; NY International Independent Film and Video Festival. Nova York, 2005; Videoformes Festival 2005, Clermont-Ferrand, 2005; transmediale.05 international media art festival, Berlim, 2005. Alice teve obras indicadas ao Prêmio Sergio Motta de Arte em Tecnologia em 2003 e 2004. Em 2005, seu projeto "Chernobyl" foi vencedor do Premio na categoria "bolsa de fomento à produção". Em 2006, Alice participa do Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural e irá expor no centro de produção de arte contemporânea Z33 em Hasselt, na Bélgica.

Posted by João Domingues at 12:12 PM

março 12, 2007

Curso Dynamic Encounters Vídeos no EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

Dynamic Encounters Vídeos

6 de março a 29 de maio de 2007

Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ
Informações: 21-2553-3748 / 9224
Inscrições: 21-2538-1091 / 1879
Horário: terças, 19h30
Sessões de vídeo com tradução simultânea e grupos de discussão

Encontros em vídeo com pessoas notáveis da arte e da ciência.

O curso tem como base a exibição de vídeos sobre a obra, vida e processo criativo de artistas e cientistas de notável contribuição para o pensamento humano. Estes filmes mostram a surpreendente semelhança entre os processos de conceitualização utilizados por criadores em diferentes disciplinas.

A mostra abrange o período a partir do início do século XX até nossos dias, enfatizando a contemporaneidade e a extensa diversidade de atitudes que a caracteriza. Para isto, contamos com uma coleção de mais de quatrocentos vídeos, em que personagens diversos, ligados à história da arte e da ciência, são entrevistados abordando temas como: pintura, escultura, instalação, animação, performance, além de física quântica, cosmologia, inteligência artificial e sistemas não lineares.

Alguns desses personagens são: Lucian Freud, Araki, Richard Serra, Dan Graham, Sam Taylor Wood, Sean Scully, Cristian Boltanski, Mona Hatoum, Rebecca Horn, Robert Irwin, Pablo Picasso, Jackson Pollock, Marina Abramovitch, Alexander Calder, Elizabeth Murray, James Turrel, Kiki Smith, Louise Bourgeois, Matisse, Barnett Newman, e, na área de ciência, Richard Feynman, Paul Davies, Roger Penrose, David Bohm, Ilya Prigogine, Fritjoff Capra, entre outros.

Os vídeos serão exibidos com tradução simultânea e, após cada sessão, haverá discussão sobre o tema abordado.

Dynamic Encounters Vídeos - Programação:

6 de março
Art 21: Arte no século 21. Uma coletânea de entrevistas filmadas de alguns dos mais importantes artistas da contemporaneidade. No primeiro encontro, veremos Gabriel Orozco (técnicas variadas), Janine Ontoni (técnicas variadas), Kiki Smith (técnicas variadas), Tim Hawkinson (técnicas variadas), Ann Hamilton (técnicas variadas), Martin Puryear (escultura).

13 de março
Art 21: uma coletânea de entrevistas filmadas de alguns dos mais importantes artistas da contemporaneidade, com Richard Serra, Bruce Nauman (técnicas variadas), Walton Ford (pintura), Vija Celmins (pintura/desenho), James Turrel (luz), Sally Mann (fotografia)

20 de março
Art 21: uma coletânea de entrevistas filmadas de alguns dos mais importantes artistas da contemporaneidade, com Mathew Barney (técnicas variadas), Louise Bourgeois (técnicas variadas), Susan Rothenberg (pintura), Hiroshi Sugimoto (fotografia), Roni Horn (fotografia / desenho). Mike Kelly (performance, instalação, video).

27 de março
Art 21: uma coletânea de entrevistas filmadas de alguns dos mais importantes artistas da contemporaneidade, com Richard Tuttle (pintura / técnicas variadas), Matthew Ritchie (desenho), Jessica Stockholder (instalação/escultura), Ellen Gallagher (pintura / multimeios), Cai Guo-Qiang (desenho / performance).

3 de abril
Arakimentario: Documentário sobre o excêntrico e polêmico fotógrafo Japonês, Araki. (cenas fortes)
Cindy Sherman: Documentário sobre a vida e obra da artista fotógrafa e suas personagens.

10 de abril
Lucian Freud: Íntimo e comovente retrato do artista do ponto-de-vista dos seus amigos, modelos, filhas, ex-amantes e outros artistas. (pintura)
Eric Fischl: O pintor fala sobre sua carreira, obras e inspiração. (pintura)

17 de abril
Destricted: sete artistas de projeção internacional são convidados a produzirem filmes representando suas idéias sobre sexo. São eles: Larry Clark, Caspar Noé, Sam Taylor Wood, Matthew Barney, Richard Prince, Marco Brambilla, Marina Abramovitch. (cenas fortes)

24 de abril
Laurie Anderson: o artista fala sobre sua vida e obra performática.
Gerhard Richter: Possivelmente um dos mais influentes artistas, e certamente o mais valorizado no mercado atual, fala sobre sua pintura, sua técnica, e as origens da sua arte (pintura).

1 de maio
Richard Feynman: No Ordinary Genius 1 & 2: perfil de um dos maiores pensadores criativos do século. (física)
Richard Feynman: The World From Another Point of View: Feynman fala sobre sua maneira de pensar o mundo. (física)

8 de maio
Robert Irwin: The Beauty Of Questions. Comovente depoimento do artista sobre sua trajetória e processo de crescimento.
Contacts: A Revolução em Fotografia Contemporânea (1º parte)
uma coletânea de entrevistas filmadas de alguns dos mais importantes artistas fotógrafos da contemporaneidade. Entrevistas com Sofie Calle, Nan Golding, Andreas Gursky, Thomas Ruff, Jeff Wall, oferecendo um insight do seus processos de trabalho.

15 de maio
Bill Viola: "The Eye of the Heart" O primeiro retrato filmado de um dos mais importantes artistas da videoarte. O filme mostra extratos de algumas das suas obras mais significativas e vários depoimentos do artista sobre seu processo de trabalho, suas influências, e a importância de eventos do seu passado sobre sua obra.

22 de maio
Howard Hodgkin: entrevista recente com o artista que fala alternadamente com paixão e ambivalência sobre sua obra.
Chuck Close: entrevista recente com o artista que fala sobre sua vida eobra. Depoimentos de Phillip Glass, Alex Katz, entre outros.

29 de maio
Donald Judd on Abstract Expressionism: Donald Judd faz uma análise impactante e precisa sobre trabalhos de Jackson Pollock, Barnett Newman, Clyfford Still, e Mark Rothko.
Donald Judd: Marfa Texas Artista e crítico, esta era a dualidade de Donald Judd (1928-1994). Um homem de rigor intelectual que também era um artista conceitual multidisciplinar. Desenvolveu sua obra em direção a um novo minimalismo. Em 1971, Judd se muda de Nova York para o presidio County, no Texas, a 20 milhas da fronteira com o México. É em Marfa / Texas, que Felver entrevista Judd, discutindo os insights filosóficos em seu processo, seus materiais e a tentativa das instituições em definir "o que é arte".

Posted by João Domingues at 12:59 PM

março 9, 2007

Curso Arte – Filosofia, com Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale no EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

Curso Arte - Filosofia, com Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale

Inscrições abertas

Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ
21-2538-1879 / 21-2538-1091 ou eav@eavparquelage.org.br
www.eavparquelage.org.br
Horário: quartas, 19h30-22h30
Preço: R$ 195

Ministrado pelos professores Anna Bella e Fernando Cocchiarale, cujas aulas serão comumente alternadas, o Curso se propõe a mapear a produção artística e as disciplinas teóricas surgidas para explicá-la, a partir do século XVIII (Estética, História da Arte, Crítica de Arte).

Até a Renascença a arte era um ofício como tantos outros da esfera artesanal. Desde essa época, primeiramente nas práticas dos próprios artistas (especialmente os pintores), até o Iluminismo do século XVIII, marcado pelo surgimento das primeiras teorias da arte, a arte passou por transformações radicais que a separaram do artesanato (e, conseqüentemente, da vida) tornando seus resultados (obras) em objetos restritos à contemplação: a chamada autonomia da arte, cujo clímax é marcado pelas diversas modalidades assumidas pela abstrata geométrica e informal, e a crise, pelo surgimento, a partir da POP, da produção contemporânea.

Desse ponto de vista o curso proposto abordará esse processo de autonomia tal como se deu através das conquistas plástico formais dos artistas, sobre tudo a partir do modernismo, e como foi pensado e sistematizado pelas diversas disciplinas e pelos discursos teóricos suscitados por tal autonomia. Dentre os autores que serão tratados ao longo do curso citamos: Kant, Walter Benjamim, Arthur Danto e Larry Shinner, entre outros. Quanto às conquistas plástico formais propriamente ditas, serão abordados pela artista Anna Bella Geiger os seguintes tópicos:

No Abstracionismo geométrico formal: Sobre o clímax da autonomia da forma na arte, os vários significados da não representação.
Na POP Arte, a relação entre Mídia e Arte e suas conseqüências.
Na Arte Contemporânea, a relação entre Arte e Vida.
-Indagações sobre o que significa "novos suportes /suportes tradicionais".
-Termos como metáfora do material. X verdade do material.
-O corpo entre o público e o privado.
-Arquipélagos sociais e ideológicos do novo mundo globalizado.
-A desumanização do mundo e suas implicações de ordem ética e estética.
-Fundamentalismos na arte e suas conseqüências,
No final do curso haverá a avaliação das obras dos alunos inscritos no semestre.

Posted by João Domingues at 2:51 PM

março 5, 2007

Trânsitos do Pensamento - Programação de cursos na Fundação Eva Klabin, Rio de Janeiro

Trânsitos do Pensamento - Programação de cursos na Fundação Eva Klabin

Inscrições abertas

Fundação Eva Klabin
Av Epitácio Pessoa 2480, Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
21-2523-3471 ou cultura@evaklabin.org.br
www.evaklabin.org.br

Trânsitos do Pensamento - Programação:

A Cultura e a Sociedade do Renascimento e do Barroco através da Coleção Eva Klabin
Luciano Migliaccio

A proposta do curso é fazer a leitura das obras de arte como documento da cultura artística e dos ideais da sociedade do Renascimento na Europa. É um convite a um passeio pelas obras mais importantes da Fundação Eva Klabin com o intuito de aproximar-se da vida das cortes e das cidades da Europa e, em particular da Itália, dos séculos XV, XVI, XVII, que foi o cenário de formação da cultura moderna.

Luciano Migliaccio é professor de História da Arte do Departamento de História da Arquitetura e Estética da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. É Doutor em História da Arte Medieval e Moderna pela Università degli studi di Pisa. Colaborou na curadoria das exposições: Sete Séculos de Arte Italiana em Coleções Brasileiras (MASP, 1995) e Michelangelo entre Florença e Roma (MASP, 1996), entre outras. Foi curador do núcleo do Século XIX na Mostra do Redescobrimento - Brasil 500 anos (Bienal de São Paulo, 2000).
No dia 22 de março faremos o lançamento do livro A Coleção Eva Klabin de autoria do prof. Lucciano Migliaccio.

Duração: 20 e 21 de março, 19h
Preço: R$ 190, ou duas parcelas de R$95 (incluso um exemplar do livro a Coleção Eva Klabin)


Do daguerreótipo à era digital - uma história da imagem e da tecnologia da fotografia
Joaquim Marçal

O curso propõe apresentar, através de uma série de seis palestras ilustradas, uma breve história da imagem fotográfica, enfatizando as suas relações com a evolução tecnológica da fotografia e as suas interações com a ciência, a imprensa e a arte.

Joaquim Marçal Ferreira de Andrade é professor adjunto de fotografia do Departamento de Artes & Design da PUC-Rio, ex diretor do Centro de Referência e Difusão da Biblioteca Nacional e ex chefe da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional. Mestre em Design (PUC-Rio) e doutorando em História Social (IFCS/UFRJ). Autor do importantíssimo A História da fotorreportagem no Brasil. Foi curador das exposições De volta à luz (coleção particular de dom Pedro II - 2003) e Retratos estrangeiros (CCBB-RJ, 2005) entre outras.

Duração: 12 de março a 16 de abril de 2007
Horário: segundas, 19h
Preço: R$ 330 ou duas parcelas de R$165


O cotidiano brasileiro e o olhar europeu nos séculos XVI, XVII, XVIII
Julio Bandeira

De 1500 a 1808, uma vez consolidado o domínio português, o Brasil permaneceu relativamente isolado do mundo europeu não português, sofrendo influências de outras partes do império luso como Goa e Macau, além obviamente da África, a ponto de Gilberto Freire declarar os nossos costumes como pertencendo a uma sociedade oriental. Apesar de sua representação iconográfica neste período ter se restringido, no mais das vezes, ao religioso, são muitos os elementos que confirmam a asserção de Freire. O objetivo deste curso é perscrutar, através da imagem, o comportamento dos habitantes daquela que foi a maior colônia de então e os hábitos asiáticos de sua elite até a abertura dos portos no início do séc. XIX. Para ilustrar este mundo luso-brasileiro, formado sob a influência dos extremos asiáticos do império português, dependemos das visões de artistas e viajantes franceses, holandeses e ingleses que abriram "janelas" no espaço fechado da terra brasilis. Devido a uma grande lacuna na arte profana portuguesa nesses três séculos, foram paradoxalmente os estrangeiros que muitas vezes ilustraram um cotidiano encerrado neste mundo colonial.

Julio Bandeira é Ph.D. em História e Teoria da Arte pela Universidade de Essex, Inglaterra, e Mestre em História do Brasil pelo IFCS/UFRJ. É, desde 1990, curador dos Museus Castro Maya/IPHAN/Minc, sendo autor e co-autor de diversos livros, entre eles O Marquês (romance), A Missão Francesa, O Rio de Janeiro na rota dos Mares do Sul, A viagem de Thomas Ender ao Brasil, O Brasil na rota da navegação francesa, Jean-Baptiste Debret, Caderno de Viagem e Canibais no Paraíso, a França Antártica e o imaginário europeu quinhentista.

Duração: 14 de março a 4 de abril de 2007
Horário: quartas, 17h
Preço: R$ 220 ou duas parcelas de R$110


Introdução à arte contemporânea
Fernando Cocchiarale

O curso procurará traçar um panorama resumido das condições que informaram a invenção da arte a partir da Renascença e sua consolidação no século XVIII (Iluminismo). A construção da chamada autonomia da arte no modernismo e, finalmente, as transformações ocorridas após a Segunda Grande Guerra que marcam a transição entre o moderno e o contemporâneo.

Fernando Cocchiarale é crítico de arte, curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e professor do Departamento de Filosofia e do Curso de Especialização em História da Arte e Arquitetura do Brasil da PUC-RJ. Autor, com Anna Bella Geiger, do livro Abstracionismo Geométrico e Informal e de centenas de artigos e textos sobre arte e artistas brasileiros publicados no Brasil e no exterior.

Duração: 27 de março a 17 de abril de 2007
Horário: terças, 19h
Preço: R$ 220 ou duas parcelas de R$110

Posted by João Domingues at 2:35 PM