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janeiro 17, 2021

Programação de janeiro no MAM de Verão, Rio de Janeiro

Durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2021, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) oferecerá programação gratuita para todos os públicos, contemplando famílias, adolescentes, crianças e bebês. É o projeto MAM de Verão, que inclui oficinas, ateliês, performances, cursos, jornada de estudos, visitas mediadas, ciclo de leitura cinematográfica e o início das atividades da Cinemateca ao ar livre. As ações vão acontecer nos espaços do museu, nas áreas circundantes do Parque do Flamengo e também em ambiente digital, engajando o público com dinâmicas diversas de criação. (Ler apresentação completa.)

PROGRAMAÇÃO DE JANEIRO

A programação de janeiro inclui oficinas on-line de criação às quartas-feiras, oficinas presenciais para crianças e adolescentes às quintas, oficinas do projeto Saberes da Mangueira às sextas, e diferentes propostas de criação e apropriação da área externa do museu, sempre aos sábados, como parte do Zona Aberta, um projeto regular do MAM Rio.

Em todas as sextas-feiras de janeiro, na interface com a exposição Hélio Oiticica: a dança na minha experiência, mestres e artistas da Mangueira vão ministrar oficinas nas quais compartilharão os diferentes saberes que constituem a tradicional escola de samba carioca. A rainha de bateria Evelyn Bastos oferecerá uma oficina de samba no pé. Já o mestre de bateria Wesley Assumpção vai coordenar uma oficina de percussão. E o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Squel Jorgea e Matheus Olivério, também fará parte da programação de verão.

Oficinas Saberes da Mangueira

Curadoria: Leandro Vieira
Sextas-feiras: 8, 15, 22 e 29 de janeiro, das 14h às 16h
Local: terraço do 2º andar
Faixa etária: a partir de 16 anos
Vagas: 14 participantes
Inscrições prévias através do site do MAM Rio

A série de oficinas valoriza a divulgação de saberes coletivos próprios do universo musical carioca e das matrizes identitárias das escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro. A partir de janeiro, uma série de encontros ministrados por integrantes da Estação Primeira de Mangueira dialogará com elementos básicos que giram em torno do Samba enquanto matriz de um processo histórico e cultural, e da dança como experiência ancestral. O ritmo e o corpo são as pautas centrais das experiências oferecidas nas oficinas no MAM Rio.

As oficinas de janeiro

Dias 8 e 29/01, sextas-feiras
Oficina de dança coletiva com Evelyn Bastos, rainha de Bateria da Estação Primeira de Mangueira
Nascida e criada no Morro da Mangueira, Evelyn Bastos ministrará as aulas de samba no pé, tendo como ponto de partida sua experiência pessoal acumulada através de anos dedicados à prática. Dona de um método de ensino pessoal, a rainha de bateria da Estação Primeira dividirá seus saberes por meio da condução corporal dos inscritos na oficina.
Vagas disponíveis: 14 participantes.

“Toda oportunidade que temos de propagar a dança do samba precisa ser muito bem aproveitada. De modo que possamos levar a compreensão que vai muito além de movimentos corporais, a dança do samba é a nossa ligação com a ancestralidade”, afirma a rainha de bateria Evelyn Bastos.

Dia 15/01, sexta-feira
Oficina de percussão coletiva com Wesley, mestre de Bateria da Estação Primeira de Mangueira
A partir dos instrumentos próprios do universo percussivo das escolas de samba, o mestre de Bateria da Mangueira, Wesley, dividirá seus conhecimentos musicais com os participantes inscritos possibilitando aprendizado e dividindo conhecimento, através de métodos musicais específicos. Trata-se de uma aula coletiva em que os fundamentos rítmicos dos instrumentos – suas origens e aplicações rítmicas – conduzirão uma viagem musical ao “coração” dos grêmios: a bateria.
Vagas disponíveis: 14 participantes divididos pelos seguintes instrumentos: surdo, caixa, repique, tamborim e chocalho.

Dia 22/01, sexta-feira
Oficina de dança coletiva com o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Estação Primeira de Mangueira
Squel Jorgea e Matheus Olivério descendem de uma linhagem ancestral de sambistas. A neta e o filho do lendário diretor de harmonia, compositor e intérprete Xangô da Mangueira conduzem oficialmente o pavilhão da escola na avenida de desfiles. Representantes de uma dinastia de casais que guardam as tradições do bailado da dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira, a dupla ministrará a oficina que, além de introduzir aspectos históricos e sociais da dança, dividirão saberes técnicos associados à prática do bailado.
Vagas disponíveis: 7 duplas, independentemente do gênero dos participantes

“Nossa arte, tão genuína, não se aprende em academia ou faculdade. É preciso estar inserido no universo de uma agremiação e crescer no solo sagrado de uma escola de samba para ter dimensão da sua importância. Para muita gente, a porta-bandeira é apenas aquela que roda. As pessoas desconhecem todo o processo que há por trás dessa técnica, que até o início de 2020 não era reconhecida pelo Sindicato da Dança. É um orgulho muito grande ocupar o MAM, que é tão importante para a história da cidade, e levar esse saber a outras pessoas”, comemora a porta-bandeira da Estação Primeira Squel Jorgea.

“É uma alegria imensa para um artista negro, mangueirense e mestre-sala ocupar um lugar tão importante para a vida artística brasileira como é o MAM Rio. É algo que emociona e nos enche de orgulho, é um sentimento que transborda. Representar a Mangueira e a classe dos mestres-salas e porta-bandeiras, defender o samba e transmitir essa arte dentro do museu é uma vitória do povo do samba e da nação mangueirense. Bato palma para este movimento que entrará pra minha história”, celebra Matheus Olivério, mestre-sala da Verde e Rosa.

Confira abaixo a programação completa de janeiro

Oficinas de Criação | programação on-line

>> Quartas-feiras: Para fazer em casa (on-line)
Artistas e educadores propõem atividades a serem realizadas em casa. As oficinas ficam disponíveis no canal www.vimeo.com/mamrio e são divulgadas nas redes do MAM Rio. Essa atividade é patrocinada pela iniciativa Petrobras Cultural para Crianças, que busca levar o conceito de transformação para o público de Primeira Infância.
A partir de quarta-feira, dia 13/01
Oficina de micro-espaços, com Ana Paula Oliveira
Em um recipiente de vidro, a oficina propõe uma composição de um micro-espaço com elementos como pedras, terras, mudinhas verdes e um objeto pequenino para dar a noção de escala.
A partir de quarta-feira, dia 20/01
O equilíbrio das formas, com Pequeno Lab
A oficina propõe a construção de um móbile caseiro, investigando as forças e equilíbrios de materiais como linha, arame e papel.
A partir de quarta-feira, dia 27/01
Escultura de sabão, com Prili
Você já pensou que quando lavamos as mãos é quase como se estivéssemos esculpindo o sabonete? Mas o que é possível criar com uma barra de sabão? Uma casa, um dinossauro, um inseto, talvez? Para criar sua escultura de sabão, você vai precisar apenas de três itens: um pouco de água, uma barra de sabão e uma colher.

Oficinas de Férias

>> Quintas-feiras: Oficinas de Férias
Dias 14, 21 e 28 de janeiro, das 14h às 16h
Oficinas presenciais para crianças e adolescentes, para experimentar diferentes formas de relação com a arte e a cultura.
Local: Bloco Expositivo
Número de vagas: 8 crianças acompanhadas por um responsável cada
Ingressos: https://mam.rio/ingressos

Palavras-chave: oficina de crítica de arte, com Lais Daflon
Faixa etária: 12 a 16 anos
Esta oficina tem o objetivo de apresentar aos adolescentes a crítica de arte e incentivá-los a criarem seus discursos sobre obras do acervo do museu presentes na exposição Realce. A partir da observação e comentários, os participantes irão criar um mapa visual de palavras-chave sobre a obra, o artista e a exposição. Esse mapa será usado para formar discursos sobre a obra e sua relação com outras obras presentes na exposição. Ao final, teremos como resultado textos curtos com os diferentes olhares dos participantes a partir de uma atitude crítica.

Zona Aberta

>> Sábados: Zona Aberta
Dias 9 e 30 de janeiro
Ateliê móvel que propõe atividades e práticas artístico-pedagógicas nos jardins e demais áreas externas do MAM Rio. Visa a integração e participação de grupos e pessoas que frequentam o Aterro do Flamengo, a partir de diferentes formas de vivenciar, conviver e se apropriar do museu. O projeto Zona Aberta é patrocinado pela Adam Capital e Deloitte.

Sábado, dia 9/01, das 14h às 16h
Criar um livro de instruções, com Antonio Amador
Faixa etária: todas as idades
Local: Pilotis do MAM
Um conjunto de instruções são apresentadas. Como lavar as mãos? Como subir uma escada? Como pular 30 centímetros? Como fazer uma instrução? Os diversos públicos são convidados a elaborar e realizar instruções para compor um livro construído coletivamente.

Sábado, dia 30/01, das 14h às 16h
O breaking ensina… Daniel de Oliveira encontra Maurício Ibz
Faixa etária: todas as idades
Local: Pilotis do MAM
Essa oficina apresenta aos públicos os primeiros passos na prática do breaking. Através da consciência corporal e o trabalho do movimento com a respiração, seremos levados pelo ritmo e pela música às noções básicas da modalidade.

Acessibilidade em Diálogo

No intuito de tornar o MAM Rio um ambiente acessível e inclusivo do ponto de vista atitudinal, comunicacional e de conteúdo, realizaremos debates, rodas de conversas, saraus, performances, dentre outras ações, visando valorizar a pessoa com deficiência como parte da construção do conhecimento e da experiência no museu. A iniciativa Acessibilidade em Diálogo conta com o patrocínio da Wilson Sons.

Sábado, dia 16/01, das 15h às 17h
Hélio Oiticica: a dança na minha experiência, com Johnny “Surdinho” Souza e Moira Braga
Faixa etária: a partir de 10 anos
Local: Bloco Expositivo
Dois dançarinos que exploram diferentes sensorialidades no fazer da dança dialogam diante da obra de Hélio Oiticica. Jhonny "Surdinho" Souza é instrutor e coreógrafo da FitDance, artista DEF e personagem do projeto "Surdos Que Ouvem". Moira Braga é atriz, dançarina e escritora cega.

Acervo em Foco

Sábado, dia 23/01, 14h
Acervo em Foco - Bólide B 33 caixa 18 “Homenagem a Cara de Cavalo” de Hélio Oiticica, por Shion Lucas
Faixa etária: a partir de 18 anos
Local: Bloco Expositivo - Exposição Realce
Nº de vagas: 12 (distribuição de pulseira 30 minutos antes da ação)
O acervo em foco é uma roda de conversa em torno das obras que integram o acervo do MAM, suas singularidades, contextos de produção e relevância na coleção deste museu. No mês de janeiro dialogaremos sobre a obra Bólide B 33 caixa 18 “Homenagem a Cara de Cavalo” de Hélio Oiticica, do artista Hélio Oiticica, que integra a exposição “Hélio Oiticica: A dança na minha experiência”.

Cinemateca ao Ar Livre

Programação gratuita, com contribuição sugerida
Capacidade: 50 pessoas
Ingressos: https://mam.rio/ingressos

A programação do projeto Cinemateca ao Ar Livre terá dois eixos principais: o diálogo com a exposição “Hélio Oiticica: a dança na minha experiência” e a abertura do projeto Veredas do Patrimônio Cinematográfico, que tem patrocínio da Concremat e H.I.G. Capital e apoio da Guelt Investimentos.

A sessão especial da mostra Em torno de Hélio Oiticica apresentará a pré-estreia brasileira do longa-metragem espanhol Cartas a Paul Morrissey, de Armand Rovira e Saida Benza, dedicado ao grande parceiro cinematográfico de Andy Warhol, na Factory. A mostra procura desenvolver uma genealogia de aproximação e de formação quanto à relação de Hélio com as imagens em movimento.

Na primeira sessão do projeto Veredas, que ressalta a diversidade e riqueza do patrimônio audiovisual brasileiro e internacional, será apresentada uma compilação inédita no Brasil e recentemente restaurada: A Brilhante Biograph: Primeiras Imagens em Movimento da Europa (1897-1902). Esses filmes foram rodados com a exclusiva câmera de grande formato Mutograph 68 mm, a 30 quadros por segundo, que gerou imagens de extraordinária resolução. A sessão será complementada pelo o filme Santos Dumont: Pré-Cineasta?, do diretor e pesquisador Carlos Adriano, maior nome do cinema experimental brasileiro contemporâneo. Gravado em Londres com imagens do aeronauta Santos Dumont, o filme foi realizado a partir da reconstituição de um mutoscópio em versão a cartão de 1901. As exibições serão realizadas nos jardins do MAM. O projeto Veredas conta com o patrocínio master da Concremat e HIG Capital e com o patrocínio da Guelt Investimentos.

Sexta-feira, dia 29/01
19h: Em torno de Hélio Oiticica. Pré-estreia Brasileira. Cartas a Paul Morrissey (Letters to Paul Morrisey) de Armand Rovira e Saida Benzal. Espanha, 2018. Com Xavi Saéz e Almar G. Sato. 78’. Exibição em mov (MP4). Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos

Sábado, dia 30/01
19h: Veredas do Patrimônio Cinematográfico. A Brilhante Biograph: Primeiras Imagens em Movimento da Europa (1897-1902) (The Brilliant Biograph: Earliest Moving Images of Europe (1897-1902)). 52’. Sessão com acompanhamento musical criado por Daan van den Hurk. + O making of de The Brilliant Biograph (The making of The Brilliant Biograph: Earliest Moving Images of Europe (1897-1902)). Holanda, 2020. Documentário. 8’. Exibição em DCP. Legendas em Português. + Santos Dumont: Pré-Cineasta? de Carlos Adriano. Brasil, 2010. Documentário de reapropriação. 63'. Exibição em mov (h264). Classificação indicativa livre.

Cinemateca On-line
www.vimeo.com/channels/cinematecadomam
Acesso gratuito

A mostra Mulheres de Luz Própria reúne a produção de três mulheres de uma mesma família com ampla atuação no campo cinematográfico: as atrizes Helena Ignez e Djin Sganzerla, e a produtora, montadora e pesquisadora Sinai Sganzerla. Mãe e filhas tornaram-se diretoras de grande força, ora tensionando passados e heranças coloniais, modernistas e neo-liberais, ora pondo em relevo novos caminhos coletivos, xamânicos e feministas. Cada uma delas à sua maneira e em diferentes chaves temáticas e de gênero, dialoga de forma livre e sólida com as linhas de força do cinema brasileiro contemporâneo, interagindo umas nos filmes das outras, e compondo um dos mais instigantes painéis de continuidade e renovação da arte brasileira. Partindo do diálogo com a obra do companheiro e pai Rogério Sganzerla, Helena, Sinai e agora Djin incursionam com desenvoltura das origens da (in)civilização brasileira à globalização, sob a forma de documentários de arquivo, experimentos dramáticos e corpóreos, e celebração do cinema e da arte. A mostra dá continuidade à divulgação do cinema brasileiro contemporâneo que a Cinemateca tem promovido em sua plataforma on-line.

Roda de conversa

Dia 20/Jan (via Youtube e Facebook do MAM Rio)
Mulheres de luz própria, conversa com as realizadoras Helena Ignez, Sinai Sganzerla e Djin Sganzerla. Mediação: Ruy Gardnier.

Programa de visitas MAM Rio

Percursos no MAM

Quintas e sextas-feiras, às 10h e 11h30
Bloco de Exposições
Número de vagas: até 8 pessoas por percurso
Ingressos: https://mam.rio/ingressos

Percursos no MAM é uma visita especial para grupos fechados, que abre a possibilidade de encontros no museu de forma segura e atrativa durante a pandemia. As pessoas podem montar um grupo de seu relacionamento, que terá acesso exclusivo às exposições do museu, antes do horário da abertura para o público. Mediante agendamento prévio e ingresso de valor diferenciado, o grupo terá direito a reserva no estacionamento e acompanhamento de educadores, que irão propor circuitos de visitação a partir de um percurso previamente escolhido. São apenas duas sessões diárias, às quintas e sextas-feiras, para grupos de até 8 pessoas, considerando todos os protocolos de segurança sanitária adotados pelo museu.

O grupo pode escolher uma entre as três opções de percurso:

Paisagens imaginantes - Como vemos e sentimos os lugares por onde passamos? A proposta da visita é fazer um percurso da paisagem que vemos na área externa do museu até as paisagens reais ou imaginadas, externas ou internas, presentes nas diversas exposições em cartaz.

Hélio Oiticica e o MAM - Como pensar a obra de Hélio Oiticica a partir da relação com o museu? O percurso pela exposição Hélio Oiticica: a dança na minha experiência atravessa a obra de Hélio e sugere costuras entre as histórias do artista e do MAM, espaço que abrigou movimentos artísticos como o Grupo Frente em 1955, também composto por Hélio. No ano anterior, Hélio e seu irmão César Oiticica, adolescentes, haviam sido alunos de Ivan Serpa no Curso Livre de Pintura do MAM, quando a sede atual do museu ainda não existia.

Irmãos Campana - 35 Revoluções - Uma visita pela exposição que reúne projetos inéditos e instalações concebidos especialmente para o espaço do MAM, e uma ampla seleção de peças de design e algumas esculturas desenvolvidas ao longo das últimas décadas pelos designers Fernando e Humberto Campana.

Visitas Petrobras

Domingos, dias 3, 10, 17, 24 e 21 de Janeiro
10h30, 13h30 e 15h
Local: Bloco de Exposição
Faixa etária: todas as idades
Ingressos: https://mam.rio/ingressos

Aos domingos, o MAM Rio oferece visitas realizadas por educadores que propõem ao público o compartilhamento e trocas de olhares, leituras e significados em torno das produções, práticas e trajetórias artísticas das exposições. É necessário pré-agendar pelo site. Capacidade: 8 pessoas por horário.

10h30: Hélio Oiticica - A visita sugere um diálogo sobre a produção e trajetória de Hélio Oiticica através das exposições Cosmococa - Programa in Progress e Hélio Oiticica: a dança na minha experiência.

13h30: Uma volta pelas exposições - A visita propõe uma visão panorâmica da programação com uma volta pelas exposições em cartaz instigando relações de contrastes e aproximações a partir da reflexão: o que pode ser um museu?

15h: Acervo MAM - Visita à exposição Realce que apresenta o acervo do MAM Rio sob um novo olhar curatorial, desta vez, com a reabertura das vidraças que trazem novamente luz natural ao espaço do museu.

Biografias | Oficinas Saberes da Mangueira

Evelyn Bastos
Nascida e criada no Morro da Mangueira, Evelyn Bastos ministrará as aulas de samba no pé, tendo como ponto de partida sua experiência pessoal acumulada através de anos dedicados à prática. Dona de um método de ensino pessoal, a rainha de bateria da Estação Primeira dividirá seus saberes por meio da condução corporal dos inscritos na oficina.

Leandro Vieira
Artista plástico formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ, o carioca Leandro Vieira atua na cena carnavalesca desde 2015. À frente dos projetos artísticos da Estação Primeira de Mangueira, conquistou dois campeonatos. Nos últimos anos, tem desenvolvido propostas conceituais que ultrapassam os contornos dos desfiles para a avenida. Em 2017, sua produção artística debruçada sobre a religiosidade popular foi documentada pelo IPHAN e levada ao Paço Imperial do Rio de Janeiro em exposição individual. Em seu mais recente desfile – Mangueira, 2020 – enfrentou a resistência conservadora ao apresentar a biografia de Cristo com nuances políticas e sociais contemporâneas.

Matheus Olivério
Primeiro mestre-sala da Estação Primeira, Matheus Olivério é filho do lendário partideiro e diretor de harmonia Xangô da Mangueira. Desde os 8 anos foi envolvido com as tradições comunitárias da escola, tendo sido passista do grêmio por anos que atravessaram sua infância e adolescência. Por uma década, foi o segundo mestre-sala da Agremiação até que, em 2017, recebeu o convite para assumir o posto de primeiro mestre-sala da instituição ao lado da sobrinha, Squel Jorgea.

Mestre Wesley
Músico e percussionista, nascido e criado no Morro da Mangueira, Wesley Assumpção, iniciou ainda criança o contato com as tradições musicais de uma bateria de escola de samba. Primeiro mestre de bateria da história da Mangueira do Amanhã - a escola de samba mirim do famoso grêmio - o músico, como gosta de dizer, é cria da comunidade. Iniciou sua trajetória na bateria profissional da escola em 1987, ainda como ritmista, tendo a oportunidade de conviver com os grandes mestres e com os saberes comunitários próprios de seu território. Em 2019, assumiu oficialmente o cargo de mestre de bateria da Verde e Rosa, função que ainda ocupa colecionando notas máximas.

Squel Jorgea
Carioca do Estácio, berço das escolas de samba, Squel Jorgea mergulhou ainda na infância no universo do Carnaval carioca, ouvindo as histórias e memórias que giravam em torno de seu avô e dos antigos desfiles da Estação Primeira. Neta do Xangô que carregava a Mangueira como sobrenome, aos 9 anos Squel ingressa no GRES Acadêmicos do Grande Rio para, a partir daí, fazer do samba uma brincadeira de criança e um ofício para a vida adulta. Por onze anos (2002/2012), defendeu o pavilhão da tricolor de Duque de Caxias. Em 2013, uma breve passagem pelo GRES Mocidade Independente de Padre Miguel antecede o ano em que assume o cargo de primeira porta-bandeira da Estação Primeira de Mangueira.

Arifan
Nascido no Rio de Janeiro, iniciou-se no meio musical em projetos sociais oferecidos pela associação de moradores da Cidade de Deus. Ao longo de sua carreira na música, acompanhou nomes consagrados como Luiz Melodia, Alcione, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Leila Pinheiro, Geraldo Azevedo, Dona Yvonne Lara, Leny Andrade, Marcelo D2 entre outros. Atuou como diretor musical do programa Aglomerado da TVE-Brasil e da série Cinema de Enredo, que estreia na Prime Box Brasil. Ari integra os principais projetos musicais da cena carioca, entre eles, o grupo Awurê, o projeto Criolice, Terreiro de Crioulo e o Soul Mais Samba.

Flávia Oliveira
Carioca, formou-se em Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF). São mais de duas décadas de experiência em jornalismo diário na cobertura de economia, indicadores sociais, empreendedorismo, desigualdades de gênero e raça, segurança pública. É comentarista na GloboNews e colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. Podcaster no “Angu de Grilo” ao lado da filha, a também jornalista, Isabela Reis. Integra a comissão de matriz africana do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e é membro dos conselhos consultivos da Anistia Internacional Brasil, da ONG Uma Gota no Oceano, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), do Observatório de Favelas, da Agência Lupa, do Projeto Liberdade, do Instituto Sou da Paz e do Instituto Ibirapitanga.

Luiz Antonio Simas
Escritor, professor, historiador, educador e compositor. É autor e coautor de vinte livros e de mais de uma centena de ensaios e artigos publicados sobre carnavais, folguedos populares, macumbas, futebol e culturas de rua. Ganhou o Prêmio Jabuti de Livro de Não Ficção do ano de 2016, pelo Dicionário da História Social do Samba, escrito em parceria com Nei Lopes. Foi finalista do Prêmio Jabuti de 2018 e 2020, na categoria crônica.

Millena Wainer
Millena participa de rodas e disputas de samba cantando, e luta pelo lugar da mulher como intérprete no ambiente carnavalesco. Tem passagens pelo Carnaval do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo. Atualmente, integra os departamentos musicais das escolas de samba Unidos de Vila Maria (São Paulo) e Mocidade Independente de Padre Miguel (Rio de Janeiro). Formada em Comunicação Social, é idealizadora do documentário: “A voz das mulheres do Samba”, onde aprofunda importante discussão sobre o machismo que se perpetua na sociedade brasileira tendo o universo do samba como pesquisa.

Posted by Patricia Canetti at 12:20 PM