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abril 12, 2011

Luz e sombras marcam retrospectiva de Regina Silveira por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo

Luz e sombras marcam retrospectiva de Regina Silveira

Matéria de Fabio Cypriano originalmente publicada no caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo em 12 de abril de 2011.


Mostra "Mil e Um Dias e Outros Enigmas" reúne 29 trabalhos da artista gaúcha na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre

O edifício translúcido e claro projetado pelo arquiteto português Álvaro Siza, sede da FIB (Fundação Iberê Camargo), em Porto Alegre (RS), está escurecido e cheio de sombras, obra da artista gaúcha Regina Silveira, que ganha sua maior retrospectiva na terra natal.

Em três anos de existência da nova sede, é a intervenção mais radical no projeto do arquiteto português, já começando da fachada do edifício.

Lá, Silveira instalou a palavra "luz" em letras espelhadas que alcançam os quatro andares da sede, transpondo a paisagem da capital gaúcha para o prédio.

"Essa obra tem a ver com minhas memórias, com a minha relação com o local", disse Silveira à Folha. O título da intervenção, "Atractor", foi dado justamente por sua capacidade de capturar o entorno da fundação, com vista para o rio Guaíba.

"Mil e Um Dias e Outros Enigmas" é o título geral da mostra, que ocupa três pisos da FIB. No último há ainda uma seleção de obras de Iberê Camargo (1914-1994), de quem Silveira foi aluna, em 1961, e amiga.
"Ele era muito bravo, muito rigoroso", recorda-se. Como referência à relação com o pintor e seu início de carreira com os pincéis, a artista apresenta no átrio duas obras que se baseiam em cavaletes, o suporte tradicional para se pintar.

Com curadoria do colombiano José Roca, responsável pela Bienal do Mercosul, prevista para ser aberta em setembro, também em Porto Alegre, "Mil e Um Dias e Outros Enigmas" apresenta 29 obras, realizadas por Silveira a partir de 1983.

Esses trabalhos, em sua relação com a arquitetura do edifício, buscam traçar uma genealogia de Silveira com o pintor Giorgio de Chirico (1888-1978), de quem Camargo foi aluno em 1948 e 1949.

"Meu grande desafio aqui foi como ocupar esse edifício, que tem poucas paredes. Eu precisava conseguir uma escala para dominar o prédio", conta Silveira.

Uma das estratégias da artista foi apagar as luzes do edifício, ressaltando especialmente alguns trabalhos de grandes dimensões, como "Paradoxo do Santo", exposto no Guggenheim de Nova York, em 2001.
Com isso, Silveira conseguiu transformar a mostra em uma instalação.

Posted by Alice Dalgalarrondo at 1:18 PM | Comentários(2)
Comments


+ uma X P A R A B é n s !!!! vc é D+

Posted by: sandra schechtman at abril 18, 2011 6:27 PM


ganhamos mais um presente!
obrigado Regina
Beth Vespoli

Posted by: Beth vespoli at abril 19, 2011 6:47 PM
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