Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


junho 2015
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30        
Pesquise no blog:
Arquivos:
As últimas:
 

outubro 31, 2013

Inaê Coutinho na Virgilio, São Paulo

Em duas exposições individuais os artistas Inaê Coutinho e Danilo Oliveira apresentam fotos, vídeo e pinturas na Galeria Virgílio; em um espaço, os registros da fotógrafa podem ser confundidos com pinturas. No outro, pinceladas de um artista que reconstrói imagens cotidianas e estreia a sua primeira individual

Com mais de duas décadas de carreira, Inaê Coutinho tem relevância e trabalhos reconhecidos por especialistas do mercado. Nas palavras de Agnaldo Farias, curador da 29ª Bienal de São Paulo e do Instituto Tomie Ohtake:

"Ao longo dos anos, Inaê Coutinho tem pesquisado e explorado o campo, virtualmente inesgotável, da relação entre luz e cor. Suas imagens notabilizam-se, em primeiro lugar, pelo recorte, em muitos casos vagamente extracêntrico (no sentido etimológico de “fora de centro”). Dessa forma, a fotógrafa consegue
tornar surpreendentes e enigmáticos cenas e cenários que, vistos de outra forma, poderiam parecer familiares, ou até estereotipados e, portanto, banais. O enquadramento ousado e a notável qualidade das imagens permitem, também, aproximar a sua produção da pintura, notadamente da grande tradição dos monocromos."

E é na busca da relação entre esses elementos que Inaê costuma registrar o interior de casas caiçaras e caipiras brasileiras. “São ambientes escuros que privilegiam o conforto térmico, mas nossa luz tropical invade as pequenas janelas, portas e qualquer outra pequena fresta”. Na exposição ela também mostra um stop-motion feito na cidade de São Paulo, em condições de luz semelhantes e revela as transformações ocorridas no interior do prédio do SESC Pinheiros.

As fotografias e o vídeo da artista Inaê Coutinho, expostos na Galeria Virgílio, são em parte conhecidos e em parte inéditos do público paulistano. Integram a pesquisa da fotógrafa em poéticas visuais, cuja obra vem se desenvolvendo de maneira consistente há pelo menos 18 anos. A parte conhecida de “Relatos de Luz, Tempo e Cor” foi exposta em 2008, na Galeria do Espaço Porto Seguro de Fotografia, em uma parceria com o Instituto Tomie Ohtake. A outra parte foi apresentada na França, em 2011, por ocasião da premiação do Atelier Gapihan – a mais tradicional molduraria voltada à fotografia da cidade de Paris – e em Québec, no Canadá no mesmo ano.

Inaê Coutinho começou a fotografar há 25 anos, ainda na adolescência, e o seu interesse pela fotografia foi permeado e retroalimentado pelo seu interesse expresso no desenho e na pintura. “A pesquisa me fez ver com maior clareza essas relações e o fio condutor da minha poética, que se resume nessa busca da luz, do tempo e da cor”, comenta a fotógrafa.

“A fotografia analógica e a ampliação manual têm um encanto do qual não consegui me privar até agora. A materialidade da luz atravessando as superfícies – marcando a prata – e a pesquisa no laboratório fotográfico para se chegar ao resultado final são tão prazerosos quanto motivadores do meu trabalho, são quase integralmente o meu assunto”, afirma Inaê.

De acordo com a fotógrafa, os interiores de casas caiçaras e caipiras do Brasil são ambientes ideais para esta busca. “São ambientes escuros onde a luz entra morosa, bloqueada por pequenas janelas e portas... e dependendo da posição da câmera oferecem surpresas que não são identificadas à olho nu, como raios que cortam as imagens descobertos nos negativos processados”, finaliza a artista.

Essa experiência temporal de realização, tanto na captação das imagens (que neste caso tem em média tem 30 segundos) quanto na ampliação acabaram moldando o modo como a fotógrafa pensa as imagens, embora ela esteja começando a pensar nelas de outra forma, também, ao produzir digitalmente. É o caso do vídeo, um stop-motion feito na cidade de São Paulo com condições de luz semelhantes.

Sobre o vídeo Lumiar

Inaê Coutinho vem pesquisando as alterações de ambientes internos pela entrada da luz. Sua produção fotográfica – de cor saturada, e enquadramento diferenciado – tem se concentrado nas características visuais de ambientes não urbanos, em geral casas de arquitetura vernacular pelo interior do país. Neste caso um vídeo de 7” registra as transformações ocorridas no interior do prédio do SESC Pinheiros, situado no Largo de Pinheiros em São Paulo ao amanhecer, investigando os caminhos percorridos pela luz ao raiar de algumas manhãs.

*texto da artista para a coletiva no Sesc Pinheiros por ocasião do Projeto Integração|action: échange Québec|São Paulo, em São Paulo, de abril a maio de 2011. Captação de imagem e som: Inaê Coutinho. Edição de imagem e som: Amauri Moreira.

Sobre a artista

É artista visual, trabalha com fotografia, vídeo e colagem. Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.

Expõe seu trabalho pessoal desde 1993, tendo ganhado a Bourse-Cadrage Atelier Gapihan (Paris/2011). É representada, em São Paulo, pela Galeria Virgílio e, na Europa, por Agnès Voltz. Entre suas exposições destacam-se as individuais “Luz Interior” (Maison du Brèsil, Paris, 2012), “Casas de Inaê” (Espace Gapihan, Paris, 2011), “Da Luz” (VU PHOTO Centre de Diffusion et Production de la Photographie (Québec, Canadá); “Da Luz” (Espaço Porto Seguro de Fotografia/2008), “Da Luz na Escuridão” (Centro Universitário Maria Antônia/2005), “Memória nas Coisas” (Centro Cultural São Paulo/2000), “Autoretrato com Amiga (Funarte RJ/1994) e as coletivas Integração|action (SESC Pinheiros/2011) e "Ponto de Equilíbrio" (Instituto Tomie Ohtake/2010). Atua como pesquisadora e professora-doutora em Poéticas Visuais pela ECA-USP, tendo concluído em 2012 seu estágio doutoral na Sorbonne Nouvelle Paris 3, sob orientação de Philippe Dubois, com suporte da CAPES-PDEE. É graduada em Educação Artística pelo Instituto de Artes da UNICAMP. Tem larga experiência no ensino de artes, fotografia e vídeo para cursos livres e ensino formal (Ensino Fundamental II, Médio, Superior), bem como na formação de professores. Foi agraciada com o Prêmio Internacional de Inovação e Criatividade pela Safe Kids WorldWide em 2005. Atua na área desde 1992 e já contribuiu com diversas instituições. Presta consultoria pedagógica para o Terceiro Setor. Atualmente leciona no Instituto Tomie Ohtake, na UNIP, no Projeto Pontos Mis do Museu da Imagem e do Som e colabora com o Projeto Cidade Invertida.

Posted by Patricia Canetti at 2:58 PM

Danilo Oliveira na Virgilio, São Paulo

Em duas exposições individuais os artistas Inaê Coutinho e Danilo Oliveira apresentam fotos, vídeo e pinturas na Galeria Virgílio; em um espaço, os registros da fotógrafa podem ser confundidos com pinturas. No outro, pinceladas de um artista que reconstrói imagens cotidianas e estreia a sua primeira individual

Danilo Oliveira - Toda Tela é uma Sala de Espera, Galeria Virgilio, São Paulo, SP - 09/10/2013 a 02/11/2013

Artista da nova geração, Danilo Oliveira começou a dar os primeiros passos no segmento das artes em 2002, como um dos fundadores do coletivo de experimentação artística Base-V. Dez anos depois, ao lado de seu grupo, ele participou de mostras em galerias paulistanas, como a Choque Cultural e a ROJO, e também em espaços de Bogotá e Buenos Aires.

Para sua primeira exposição individual na Galeria Virgílio, Daniel criou obras com uma nova identidade. As técnicas de serigrafia, monotipia e gravação foram 100% substituídas pela pintura. Não à toa, a mostra foi batizada de “Toda Tela é Uma Sala de Espera” (nome também de um dos 25 trabalhos que estarão na mostra).

Antes de criar as obras que poderão se vistas na sua primeira exposição individual “Toda Tela é Uma Sala de Espera”, Danilo Oliveira passa por um embate que fica nítido e ganha linguagem própria por meio de pinceladas informais, soltas, densas e cheias movimento.

Mais acostumado a trabalhar com as técnicas de gravação, reconstruir imagens banais e artificiais do cotidiano, como salas de espera, piscinas de plástico e rodovias, em óleo sobre grandes telas é um novo desafio para o artista.

Ele pinta e repinta sem apagar as marcas. Assim, seus quadros acabam revelando uma espécie de rastro do tempo e também registram diversos planos ao mesmo tempo. O resultado vem em formas que intercalam o abstracionismo com figurativismo em alusões que nunca se completam e são coloridas em tons que vão dos vibrantes ao mais soturnos.

Para estrear sua primeira individual e a cadência dessa sua nova fase, o vernissage do artista terá apresentação da banda de jazz Otis Trio.

Posted by Patricia Canetti at 2:24 PM

outubro 29, 2013

Cine Lage com André Parente na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

EAV Parque Lage convida André Parente para o próximo Cine Lage

Cine Lage: É Giro, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ - 01/11/2013

Assista ao programa Desafio Favoritos de André Parente - Tudo Gira, veiculado no Canal Contemporâneo em 2010

No dia 1° de novembro (sexta), às 20h, tem Cine Lage, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage – espaço da Secretaria de Estado de Cultura. André Parente, artista e teórico do cinema e das novas mídias, selecionou a programação que também será comentada.

A mostra conta com onze curtas e foi pensada a partir de elementos como o cinema de arquivo e a música. Há um predomínio da música ao longo dos trabalhos. “Apenas um dos vídeos apresenta fala. Mas a fala é secundária. Há, entretanto, outras obras onde o trabalho de apropriação e ressignificação das imagens de arquivo domina. Uma das questões principais aqui são os movimentos de suspensão da ação e das narrativas. Estas últimas se constituem e se destituem ao mesmo tempo. A música desperta em nós uma série distinta de universos de sensações e situações”, afirma Parente.

O Cine Lage é uma programação mensal de exibição de filmes e vídeos com o objetivo de promover o debate e a reflexão sobre essa produção. “Com o programa, a EAV busca contribuir para a divulgação de obras que não são exibidas no circuito comercial. A cada apresentação, um artista ou curador é convidado a selecionar e a comentar filmes e vídeos que são exibidos em um telão, no pátio da piscina”, afirma Claudia Saldanha, Diretora da EAV Parque Lage. A entrada é gratuita.

PROGRAMAÇÃO

Poeira ao Vento (Dirceu Maués, 3’30’, 2007)’
O vídeo "...feito poeira ao vento..." foi realizado a partir da animação de uma sequência de 991 fotografias captadas em uma única ação (com quatro horas de duração) com câmeras artesanais pinhole (utilizando caixinhas de fósforo). Mostra, em 3,5 minutos, a transmutação do espaço/movimento da feira em um giro de 360 graus.

O Mundo de Janiele (Caetano Dias, 3’59’’, 2007)
Numa tarde de sol, uma menina brinca de bambolê sobre uma laje de um bairro da periferia. Enquanto isso, o mundo gira ao redor dela. A órbita desenhada pelo bambolê é reiterada pelo movimento circular traçado pela câmera.

Duas Ilhas (Analu Cunha, 2’30’, 2006)
Em um ponto central da Lagoa Rodrigo de Freitas, um casal apaixonado murmura a melodia da música Que maravilha, de Jorge Benjor. Sempre a girar, a câmera ao final enquadra um emblemático personagem da mitologia amorosa - e da carioca.

Wonder Woman (9’59’’, 2007)
Imagens retiradas da terceira temporada de Wonder Women, onde vemos a atriz Diana Prince girar e girar, para se transformar na mulher maravilha.

Ne me quitte pas (Nino Cais, 3’50’’, 2009)
Ao som da canção Ne Me Quitte pas e sem revelar completamente seu rosto, Nino Cais envolve cuidadosamente objetos do cotidiano em pedaços de tecido branco. São panelas, colheres, xícaras e vasos, entre outros, que são guardados nas roupas do artista, presos em sua camisa.

Circulado (4’17’’, 2007)
Trata-se de um vídeo realizado a partir de imagens de arquivo. Nessas imagens, personagens reais e míticos (Dervishe, Telonnius Monk, Edipo, Corisco e Franciscanos) aparecem em situações limite (transe, loucura, morte, destino), giram sem cessar.

A Descoberta do amor (Solon Ribeiro, 9’)
Solon Ribeiro fez uma série de videos, série intitulada o Golpe do Corte, com os mais de 40 mil fotogramas colecionados por seu avô, dono de uma sala de cinema.

O vento sopra onde quer, (André Parente, 10’, 2013)
Trata-se de instalação realizada a partir de imagens de mãos dos filmes de Robert Bresson, uma das marcas do estilo do cineasta francês. Nos filmes de Bresson, a possessão do mundo físico e espiritual está associada à ação das mãos. É pela mão que conhecemos o mundo, não apenas o espaço e os objetos que o ocupam, mas a vida e a morte, a violência e a entrega amorosa. A mão mostra que o homem não está preso ao fundo do céu ou da terra com o qual ele parece formar um só corpo. É a ação das mãos que nos leva a conhecer a nossa determinação espiritual, bem como a escolha que fizemos ou deixamos de fazer que determina a natureza do nosso destino.

Supermemória (Danilo Carvalho, 20’, 2010)
Um olhar poético sobre a cidade de Fortaleza a partir de registros caseiros feitos em super-8 nas décadas de 60, 70 e 80. Este filme é fruto de uma manifestação das pessoas no ato de doar suas memórias para uma poesia coletiva.

O quarto (Ticiano Monteiro, 8’, 2008)
Uma performance em vídeo que mostra uma situação onírica de um homem habitando um quarto situado no meio das águas de um rio.

The Orchestra (Fragmento, Zbigniew Rybczynski, 9’10’’)
Neste vídeo, trecho do longametragem The Orchestra, o realizador polonês utiliza a Sonata N. 2 (Marcha Fúnebre) de Chopin, tocada em um teclado infinito que mostra personagens de várias idades, sexos e classes. É uma obra sensual e complexa, que suscita uma variedade grande de universos de sensações e de situações.

SOBRE O CURADOR

André Parente é artista e teórico do cinema e das novas mídias. Em 1987, obtém o doutorado na Universidade de Paris 8 sob a orientação de Gilles Deleuze. Em 1991, funda o Núcleo de Tecnologia da Imagem (N-Imagem) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde é professor e pesquisador. Entre 1977 e 2013, realiza inúmeros vídeos, filmes e instalações nos quais predominam a dimensão experimental e a conceitual. Seus trabalhos foram apresentados no Brasil e no exterior (Alemanha, França, Espanha, Suécia, México, Canadá, Argentina, Colômbia, China entre muitos outros). É autor de vários livros: Imagem-máquina. A era das tecnologias do virtual (1993), Sobre o cinema do simulacro (1998), O virtual e o hipertextual (1999), Narrativa e modernidade (2000), Tramas da rede (2004), Cinéma et narrativité (L’Harmattan, 2005), Preparações e tarefas (2007), Cine- ma em trânsito (2012), Cinema/Deleuze (2013), Cinemáticos (2013)

Posted by Patricia Canetti at 10:57 AM

outubro 23, 2013

GetTogether 2E1: Cristina Suzuki no Ateliê Coletivo 2e1, São Paulo

GetTogether 2E1 - laboratório expositivo e compartilhamento de processos artísticos
Nesta sexta edição, Cristina Suzuki apresenta site specifc inédito no Ateliê Coletivo 2E1

Cristina Suzuki - Figura 1 e espelhada alternadas, deslocadas 3 e 6 cm na horizontal..., Ateliê Coletivo 2E1, São Paulo, SP - 28/10/2013 a 08/11/2013

Nesta sexta edição do GetTogether 2E1, dia 26 de outubro, a artista Cristina Suzuki apresentará um site specifc inédito “Figura 1 e espelhada alternadas, deslocadas 3 e 6 cm na horizontal, a mesma sequência virada 180º deslocada 6 cm na vertical e as duas sequências viradas 90º sobrepostas à linha” pensado especialmente para o Ateliê Coletivo 2E1. O projeto é uma instalação no chão e parede do piso térreo do ateliê, realizada com carimbo, que através de uma organização matématica, forma desenhos que remetem a padrões de estampa ou azulejaria. Segundo a artista “Esses 'procedimentos', antes executados em papel, adquiriram escala arquitetônica ao pensar na ocupação do Ateliê 2E1, onde o quadriculado do piso é desta vez a referência de contagem na construção da obra”.

Os GetTogether 2E1 são eventos expositivos que visam oportunizar a experimentação e o compartilhamento de processos criativos de novos artistas. Realizados no Coletivo 2E1, ateliê localizado entre os bairros da Água Branca e Barra Funda, na capital paulista, esses eventos englobam exposição, bate-papo com os artistas e confraternização das 16 às 22 horas, sempre aos sábados.

O projeto de Cristina Suzuki é também resultado do projeto Quintas 2E1 do qual a artista faz parte há pouco mais de um ano. O Quintas 2E1 é o programa de acompanhamento de projetos de artistas visuais orientados por Carolina Paz, Daniel Caballero e Douglas de Freitas. Inaugurado em junho de 2010, é o primeiro e fundamental projeto do ateliê.

Sobre o Ateliê Coletivo 2E1
Fundado e dirigido pela artista visual Carolina Paz, o 2E1 possui interesse no convívio e na geração de conhecimento relacionados às artes visuais contemporâneas.
 
Atualmente, o espaço recebe artistas, críticos e curadores de diferentes cidades do Brasil e do mundo em projetos, como o de residência artística “Nômade 2E1” e o de intercâmbio artístico internacional “Aos cuidados de…”.
 O Ateliê Coletivo 2E1 é um espaço de trabalho, ocupação, convivência e criação de conhecimento em artes visuais.

Posted by Patricia Canetti at 9:09 AM

outubro 22, 2013

Artista Convidado do Ateliê de Gravura: Shirley Paes Leme na Iberê Camargo, Porto Alegre

Shirley Paes Leme participa do Programa Artista Convidado Ateliê de Gravura

Artista reconhecida no cenário nacional e internacional recebe o público no dia 24, às 19h, para falar sobre sua trajetória e apresentar as gravuras em metal criadas na Fundação Iberê Camargo

Na próxima semana, a Fundação Iberê Camargo traz a Porto Alegre a artista Shirley Paes Leme para participar durante cinco dias do Programa Artista Convidado Ateliê de Gravura. Escultora, gravadora, desenhista e professora de pensamento rizomático, é reconhecida no Brasil e no exterior por suas exposições coletivas e individuais de desenhos, intervenções, performances e instalações. Seu trabalho, que muitas vezes une o antigo ao moderno e contemporâneo e tenta reter o volátil, o efêmero, já ganhou destaque nas bienais de Lausanne (na Suíça), da Polônia, de La Habana (em Cuba), do Mercosul (em Porto Alegre), e de São Paulo. Para conhecer melhor esta importante artista brasileira, que completa 40 anos de produção em 2014, a dica é reservar duas horas na agenda na quinta-feira (24 de outubro) para ouvir palestra e conhecer com exclusividade as gravuras em metal criadas por Shirley ao lado do artista Eduardo Haesbaert, coordenador do projeto e do Acervo da Fundação Iberê Camargo.

Em setembro, ensaios e críticas sobre o seu trabalho ganharam as páginas de um livro que leva o seu nome e foi organizado pelo diretor do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Tadeu Chiarelli. Ela encerra 2013 com uma mostra na galeria Art Basel, em Miami, no mês de dezembro. Entre suas mais recentes exposições individuais estão “Ambulantes: Estructura-Acción”, Intervenção Urbana, Cidade do México, (México, 2008); “Endless End (Fim sem Fim)”, Sesc, (São Paulo, 2008); “Desenho: Atitude”, Nara Roesler Galeria de Arte, (São Paulo, 2007); “Água Viva, Museu Vale”, (Vitoria, E.S, 2012); “Incerto limite”, Galeria Bolsa de Arte, (Porto Alegre, RS, 2013) e “Silencioso e incerto”, Galeria Matias Brotas, (Vitoria, ES, 2013).

Shirley Paes Leme é goiana e trabalha e vive em São Paulo. Inicia em 1975 sua formação artística no curso de Belas-Artes da UFMG, e é aluna de Amílcar de Castro. Entre 1981 e 1986 viaja para diversos países, estudando na Universidade do Arizona em 1983 no Instituto de Arte de San Francisco e University of California at Berkeley, em 1984. Em 1986, obtém o título doutora em Belas Artes na JFK University, Berkeley. Foi Bolsista Fubright de 1983 a 1986. Foi professora titular na Universidade Federal de Uberlândia até 2002. Atualmente é professora do curso de Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina em São Paulo. Executa gravuras, desenhos, objetos, performance, intervenções e instalações. Recebe vários prêmios nos principais Salões Brasileiros e Americanos.

Exposições individuais no Brasil e no exterior
Água Viva, Museu Vale, (Vitoria, E.S.)2012; Incerto limite, Galeria Bolsa de Arte,( Porto Alegre, R.G.S) 2012. InOut: a contiguous experience. Instalação, artista convidada Bienal Zero, UFMG, Belo Horizonte, MG, 2010; Obra. Rua Joaquim Antunes, 1069, São Paulo, SP, Brasil, 2009; Cem/sem zero. Intervenção urbana, Porto Alegre, RS, Brasil, 2009; Horas. Galeria do IAV, Goiânia, 2010; Desenho: atitude. Nara Roesler Galeria de Arte, São Paulo, Brasil, 2007; Pulsante. Arte em Dobro Galeria, Rio de Janeiro, Brasil, 2005; Peso – Leveza. Intervenção pública, Passa Quatro, MG, Brasil, 2004; Desenhos e vídeo na Galerie Jaspers em Munique, Alemanha, 2003; Desenhos. Galeria Bolsa de Arte, Porto Alegre, 2003; Desenhos e Objetos. Referência Galeria de Arte, Brasília, DF, 2002; Correr o Risco. Galeria Baró Sena, São Paulo, SP, Brasil, 2002; Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte, Brasil, 2000; Referência Galeria de Arte, São Paulo, Brasil, 2000; Memória. Galeria Kunsthaum, Berlim, Alemanha, 1999; Desenhos. Galeria Barsikow, Barsikow, Alemanha 1999; Objetos-Instalações. Pinacoteca da Universidade Federal de Viçosa, MG, 1999; Fim de Festa. Vídeo Instalação na Oficina Oswald de Andrade, São Paulo, 1999; Shirley Paes Leme. Valú Ória Galeria de Arte, São Paulo, Setembro de 1998; São. Galeria Xico Stockinger e Fogo Fel Galeria Sotéro Cosme, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1998; Pela Fresta. Galeria da Oficina Cultural, Uberlândia, Minas Gerais, 1998; Todo. Galeria Jaspers, Munique, Alemanha, 1997; Desenhos e objetos. Galeria Kultur VortOrt, Berlim, Alemanha, 1997;Dois Artistes Brasiliens. Galeria Debret, Paris, França, 1996; Flame. Galeria do Brasilian American Cultural Institute Washington, EUA, 1996.

Coletivas
I Internacional do Fim do Mundo em Ushuaia, Argentina, 2007; Black and White, Galeria Haim Chanin, New York, USA, 2006; Paralela - XXVII Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2005; I Bienal Internacional de Arte al Aire Libre, Caracas-Venezuela, 2005; A Choice Haim Chanin Fines Arts Gallery, New York, USA, 2005; Still Life – Natureza Morta, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, 2004; 8th International Shoebox Sculpture, Mac Nider Art Museum/Mason City, Iowa, USA, 2003; IV Bienal Barro de América, Galeria Marta Traba de Arte Latino Americana, SP, Brasil, 2001; Paralela - Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2004; Still life – Natureza Morta, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Brasil, 2004; II Bienal de Desenho Brasileiro Contemporâneo- Deslizamento e Distensões, Fundação Espaço Cultural da Paraíba, 2004; The 8th international Shoebox Sculpture exhibition, University of Hawaii Art Gallery, Honolulu, Hawaii, USA, 2003; Shoe Box, Kaohsiung Museum of Fine Arts, Kaohsiung, Taiwan, 2003; Contemporáneos Brasileños Centro de Arte Contemporâneo Wifredo Lam. Habana, Cuba. Nefelibatas, MAM, São Paulo, São Paulo, Brasil, 2002; Faxinal das Artes, Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, Brasil, 2002; Tangenciando Amilcar, Santander Cultural, Porto Alegre, Brasil, 2002; V Bienal da Polônia, 1995; Deux Artistes Brésiliens: Amílcar de Castro de Shirley Paes Leme, Paris, 1996; Die Anderen Modernen, Casa das Culturas do Mundo, Berlin, 1997; Novos Valores da Arte Latino-Americana, no Museu de Arte de Brasília; V Bienal de Lausanne,1993.

Posted by Patricia Canetti at 8:30 PM

outubro 21, 2013

Guilherme Dable na Coleção de Arte, Rio de Janeiro

Fragmentos unidos na tela: Artista plástico gaúcho Guilherme Dable inaugura individual de pintura na galeria Coleção de Arte

Guilherme Dable - Pinturas, Galeria Coleção de Arte, Rio de Janeiro, RJ - 25/10/2013 a 23/11/2013

Bill Viola e Bob Dylan. Beck e Bruce Nauman. Manoel de Barros e John Cage. E Cildo Meireles, Richard Serra, Saul Bass, Helio Oiticica, Mira Schendel, Jasper Johns, Waltercio Caldas... Esta mistura de músicos, poetas, designers e performers povoam o pensamento do artista plástico Guilherme Dable. Para depois se tornar arte, tendo como eixo central o desenho – e dali se espraiar para pintura, performance, vídeo, objetos, misturando fragmentos da arquitetura urbana à música e até à literatura – quando transforma trechos ou citações de livros em títulos para suas obras.

A partir de 24 de outubro, a galeria Coleção de Arte apresenta ao público carioca – para quem ainda não o conhece – o gaúcho Guilherme Dable, com uma exposição de pinturas recentes. “Com um ou dois desenhos, talvez...”, diz, ainda reticente, um dos expoentes da nova geração da arte contemporânea brasileira, que não consegue se distanciar muito da objetividade que este suporte lhe dá. “O desenho faz com que eu consiga resolver a pintura, parece que meus olhos ficam mais ágeis quando há um papel por perto”, afirma.

A mostra, com curadoria de Guilherme Bueno, traz telas realizadas este ano. Uma em grande formato – 2m x 3m –, quatro com até 1,80m x 1,30m e dois conjuntos de pequenas pinturas (a menor com 10cm x 10cm). “Todo meu trabalho parte de muitos e muitos cadernos, onde desenho observações da arquitetura das cidades, da paisagem e de fragmentos que vou coletando pelas ruas. Eu me alimento desses cadernos. Ao partir para a pintura, vou sobrepondo e subtraindo alguns pedaços e articulando os desenhos entre si nas telas”, explica. O desenho tanto faz parte de sua obra que, mesmo quando pinta, ele está ali, ao lado. “Eu não conseguia esperar pela secagem da tela. Então, há sempre um desenho acontecendo enquanto eu estou pintando, esperando para continuar”, confessa.

Dable é formado em artes visuais com mestrado em poéticas visuais. Tem trabalhos na Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM, e foi selecionado pelo Programa Rumos Artes Visuais, promovido pelo Itaú Cultural, no período 2011-2013. Desde 2006 integra o Atelier Subterrânea, em Porto Alegre, com mais cinco artistas plásticos – um espaço que começou como ateliê coletivo e que hoje faz parte da cena de arte contemporânea da capital gaúcha, promovendo exposições, debates, workshops e movimento em torno da arte. Um período com o professor Charles Watson, em sua famosa imersão no Rio de Janeiro, foi importante pela intensidade da experiência. “Ele mostra que tu podes empurrar teus limites para a frente e que consegue trabalhar muito mais do que imagina”, diz Dable, com o “tu” do sotaque gaúcho – e para quem o processo criativo, qualquer que seja o suporte, é, no fim das contas, a tentativa de o artista entender a si mesmo. “A arte, para mim, é uma vontade de ver como as coisas seriam de fossem da maneira como imaginei”, diz. A exposição da Coleção de Arte aponta alguns caminhos.

Sobre o artista

Guilherme Dable
Porto Alegre, 1976.
Vive e trabalha em Porto Alegre.

Exposições:
2009 - Circulando em Outras Dimensões, Casa Gravura Brasileira – São Paulo
2009 - Hiperciclo, Galeria do DMAE – Porto Alegre
2009 - Sala Inverso, Galeria Gestual - Porto Alegre
2008 - Passagens Secretas, Centro Cultural São Paulo – São Paulo
2008 - Pequenos Formatos, Atelier Subterrânea – Porto Alegre
2008 - Subterrânea: atelier, Espaço Cultural ESPM – Porto Alegre
2007 - Pequenos Desenhos, Atelier Subterrânea – Porto Alegre
2007 - Seu Vôo Atrasou? Relaxe e Goze, Intervenção no aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre
2007 - Apófises Articulares – trabalho em colaboração com Túlio Pinto, SESC – Porto Alegre
2007 - Livros e Diários de Artista – Bienal B, Atelier Subterrânea – Porto Alegre
2007 - Essa POA é Boa – Grupo Intersecções do Desenho, DC Navegantes – Porto Alegre
2007 - Projeto Percursos, Atelier Subterrânea – Porto Alegre
2006 - 17º Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre, Porto Alegre

Prêmios:
2011 - Selecionado pelo Programa Rumos Artes Visuais promovido pelo Itaú Cultural
2010 - Prêmio Aquisição do 19º Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre
2007 - Destaque na Bolsa Iberê Camargo

Posted by Patricia Canetti at 11:28 AM

outubro 17, 2013

Latitude leva número recorde de galerias brasileiras a feiras internacionais

São 11 galerias nas feiras londrinas e dez em Bogotá com o apoio do projeto de internacionalização do setor de Galerias de Arte

Galerias Jaqueline Martins e Berenice Arvani estreiam nas feiras de Londres

Haverá debate sobre mercados em crescimento durante a Frieze Masters no dia 18/10, sexta-feira

Participação brasileira: Frieze London & Frieze Masters, Frieze Art Fair, Londres, Reino Unido - 17/10/2013 a 20/10/2013

O projeto Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad (uma parceria entre a ABACT e a Apex-Brasil para a promoção internacional do setor), chega ao mês de outubro com um recorde no seu número de apoios. Somente no período que abarca os dias 17 e 28 de outubro, serão 21 participações de galerias brasileiras em feiras internacionais em dois continentes apoiadas pelo projeto. Algumas delas, como a galeria Jaqueline Martins e a galeria Berenice Arvani, estreiam em feiras de Londres, enquanto Sílvia Cintra + Box4 e Galeria Marília Razuk vão pela primeira vez para feira artBO em Bogotá.

Entre os dias 17 e 20 de outubro, a cidade de Londres recebe três feiras internacionais: a Frieze London, a Frieze Masters e a Moving Image. Participam delas, ao todo, 11 galerias brasileiras, maior número de galerias que o projeto Latitude já levou para Londres desde seu surgimento. São seis galerias brasileiras na Frieze London (A Gentil Carioca, Galeria Jaqueline Martins, Galeria Fortes Vilaça, Galeria Luisa Strina, Mendes Wood DM e Vermelho), quatro na Frieze Masters (Galeria Berenice Arvani, Luciana Brito Galeria, Galeria Millan e Galeria Nara Roesler) e uma na Moving Image (Galeria Pilar).
A participação brasileira na feira de arte colombiana também será de peso. Entre 25 a 28 de outubro, a feira artBO, em Bogotá, conta com a presença de dez galerias (A Gentil Carioca, Baró Galeria, Casa Triângulo, Galeria Eduardo Fernandes, Galeria Jaqueline Martins, Galeria Luisa Strina, Galeria Marilia Razuk, Galeria Millan, Silvia Cintra + Box 4 e Vermelho). São galerias de escalas diversas que receberam apoio do Latitude já no momento de preparação de envio dos projetos de candidatura.

Eventos paralelos
Além das participações das galerias em Londres, Latitude promove alguns eventos paralelos. Em parceria com a Tate Modern, acontece no dia 18/10, sexta-feira, no período da manhã, um tour pela exposição da artista Mira Schendel. A mostra ocupa 14 salas do museu e exibe cerca de 270 obras da artista, muitas delas do acervo familiar da artista e apresentadas ao público pela primeira vez. A visita acontece das 10h às 11h, e será guiado por Tanya Barson, curadora da instituição.

No mesmo dia, das 17h45 às 19h, acontece um debate sobre o mercado de arte focando Brasil e Oriente Médio, em parceria com a ArtInsight. A discussão será conduzida pelo diretor da consultoria ArtTactic, Anders Petterson, a pesquisadora Ana Letícia Fialho, coordenadora da pesquisa de inteligência setorial do Projeto Latitude e Alia Al Senussi, curadora, mecenas e consultora de arte. O evento será seguido de coquetel. Interessados podem confirmar presença por meio do e-mail.

Artistas
Entre os artistas que as galerias elegeram levar para as feiras internacionais, estão artistas jovens e consagrados. A Galeria Berenice Arvani apresenta Rubem Valentim, a Galeria Millan leva obras de Ana Maria Maiolino, a Luciana Brito Galeria apresenta trabalhos de Liliana Porter, a Galeria Nara Roesler leva obras do artista cinético Julio Le Parc. A galeria Fortes Vilaça exibe o trabalho de Iran do Espírito Santo e José Damasceno, além de composições fotográficas de Mauro Restiffe. A Gentil Carioca apresenta obras de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, como a série Cosmococa, Galeria Luisa Strina leva os trabalhos em madeira de Renata Lucas e Fernanda Gomes. A Vermelho exibe Dora Longo Bahia e Odires Mlászho, Galeria Jaqueline Martins irá recompor uma instalação dos anos 1970 do artista Genilson Soares.

À feira Moving Image, a Galeria Pilar leva a videoinstalação Espaço Interior, de Luiz Duva, que coloca o espectador frente a um ensaio narrativo-sensorial que mostra o pulsar de uma cidade videográfica imaginária.

Posted by Patricia Canetti at 2:56 PM

outubro 16, 2013

Pedro Varela na Zipper, São Paulo

Em exposição na Zipper Galeria, Pedro Varela apresenta paisagens tropicais e urbanas em suportes variados

São Paulo, outubro de 2013 – No dia 19 de outubro, às 14h, a Zipper Galeria inaugura exposição individual de Pedro Varela. Na mostra, o artista natural de Niterói, exibe trabalhos em suportes variados: pinturas, desenhos, instalações e esculturas. Essas obras apresentam animais, florestas tropicais e cidades, realistas em traços, porém impossíveis em contexto. Em cartaz até o dia 16 de novembro.

Nessa exposição, Pedro Varela dá continuidade ao vocabulário pictórico que vem explorando desde 2011, especialmente o universo exibido no MAM/RJ, na mostra “Tropical”. Construídos, sobretudo, em tons variados de azul, que por vezes se mesclam com outras cores, os trabalhos provocam a ambígua sensação de um mundo ora submerso, ora flutuando.

As pinturas e desenhos, de perspectiva irreal, truncada, com objetos amontoados e emaranhados, são realizados com um jogo de claro-escuro que simula técnicas de representação pré-modernas. A combinação desses elementos cria estranhamento e confunde o espectador, que, num olhar menos atento, acredita ser uma paisagem realista. Com um olhar mais cauteloso, contudo, nota-se a impossibilidade do universo retratado.

Essa é a segunda individual de Pedro Varela na Zipper Galeria. Diferente de “Ainda Viva”, sua primeira, esta exposição apresenta obras em diferentes suportes, buscando uma sinergia entre pintura, instalação, escultura e desenho, sendo o desenho o eixo central de expansão de seu pensamento artístico.

Também no dia 19 de outubro, a Zipper Galeria abre no espaço Zip’Up a exposição “Lacrimogêneo”, de Myriam Zini, com curadoria de Mario Gioia. Focada em sua extensa produção pictórica, espalhada por suportes variados – telas, jornais, madeiras e papéis, entre outros –, a mostra atesta a grande liberdade de criação da artista, que, tanto em grande escala como em formatos menores, explora com destacada gestualidade 'assuntos' pictóricos. Além disso, Zini extrai dos meios de comunicação de massa imagens de circulação maximizada que servirão de fundamento para sua figuração de forte trabalho cromático e material.

Pedro Varela
Nascido em Niterói, em 1971, vive e trabalha em Petrópolis. Virtuose do desenho, formou-se em gravura pela escola de Belas Artes da UFRJ, em 2005, e já expôs em diversas galerias do Rio de Janeiro, México e Chile. Entre as individuais mais recentes estão “Pedro Varela” (Xippas, 2013, Montevidéu, Uruguai), “Arcos Dorados de Pintura Latinoamericana” (ArteBA, 2013, Buenos Aires, Argentina), “Nouvelles Indes” (11 Bis Project Space, 2011, Paris, França), “Tropical” (MAM-RJ, 2012, Rio de Janeiro, Brasil), “Cidade Flutuante” (Paço das Artes, 2010, São Paulo, Brasil). Entre as coletivas, destaque para “Gigante por Su Propia Naturaleza” (Instituto Valenciano de Arte Moderno, 2012, Valência, Espanha), “Chez Toi, Exposition Éphémère n°1 Art Contemporain Brésilien” (SeeArt + Advisory, 2011, Paris, França), “Arte Contemporânea e Patrimônio” (Paço Imperial, 2008, Rio de Janeiro, Brasil).

Em 2013, para comemorar 160 anos de atividades, a icônica loja de departamentos Le Bon Marché Rive Gauche, em Paris, homenageou o Brasil. O projeto “Le Brésil Rive Gauche” contou com a participação do universo lúdico e psicodélico de Pedro Varela. O artista realizou uma intervenção nas vitrines da loja, com adesivos em vinil azul, amarelo, vermelho e verde – explorando as potencialidades da cor e do espaço.

Sobre a Zipper Galeria
Eleita a melhor galeria de arte de São Paulo na votação do Guia da Folha em 2011 e 2012, a Zipper Galeria, foi idealizada por Fabio Cimino que, em 1983, começou sua carreira no mercado de arte com Raquel Arnaud, com quem trabalhou por dez anos. Entre 1993 e 1996, trabalhou como consultor de arte e marchand, auxiliando na criação e no desenvolvimento de diversas coleções públicas e privadas. Em 1997, fundou a Galeria Brito Cimino. Desde então, tem desempenhado papel fundamental no lançamento e na consolidação de grandes nomes da arte contemporânea brasileira. No ano de 2010 inaugurou a Zipper Galeria, focada na prospecção, divulgação, promoção e colocação no mercado da obra de talentos emergentes brasileiros para que uma nova geração de artistas seja consolidada. Ao seu lado, hoje na gestão da Zipper Galeria, está o filho, Lucas Cimino.

Com projeto arquitetônico assinado por Marcelo Rosenbaum, o prédio da Zipper Galeria está localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo. A Zipper Galeria concentra um grupo de artistas promissores: Adriana Duque, Alessandra Duarte, Ana Holck, Bruno Kurru, Carolina Ponte, Camille Kachani, Daniel Escobar, Deborah Engel, Estela Sokol, Felipe Morozini, Geraldo Marcolini, Highraff, James Kudo, Jardineiro André Feliciano, João Castilho, Katia Maciel, Marcelo Amorim, Marcelo Tinoco, Nati Canto, Pedro Varela, RAG, Renata Egreja, Ricardo Rendón, Ricardo van Steen, Rodrigo Cunha, Rodrigo Oliveira, Rodrigo Zeferino e Valentino Fialdini.

Posted by Patricia Canetti at 11:16 AM

outubro 14, 2013

Daniel Tucci e Suzana Queiroga na Artur Fidalgo, Rio de Janeiro

A primavera no Fidalgo tem ilhas desconhecidas e um homem com o rosto vermelho

Artur Fidalgo apresenta Suzana Queiroga e Daniel Tucci no próximo dia 17 de outubro em uma viagem fantástica e emocionante no coração de Copacabana! Queiroga, que também entra em cartaz com a exposição "Olhos d'Água" no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) dia 5 e está e com "Vida Secreta", na vitrine da Travessa Ipanema, traz uma série inédita de pinturas, além de uma escultura e um vídeo. Sua narrativa, que paira no horizonte da melancolia, aborda com leveza a questão da transitoriedade. Tucci, que participou no mês passado da exposição "Em Obras", com curadoria de Franz Manata, ocupa o Armazém Fidalgo e uma parte da galeria com uma instalação impactante sobre identidade.

Suzana Queiroga em "Sobre Ilhas e Nuvens"

Suzana Queiroga, Artur Fidalgo Galeria, Rio de Janeiro, RJ - 18/10/2013 a 16/11/2013

Ela saiu em busca de ilhas desconhecidas e resolveu ter como guia as nuvens passageiras do céu. Uma missão que só poderia cair nas mãos de quem sabe sonhar. Explorou uma paleta de azuis profundos, violetados, cinzas azulados, chumbos esverdeados, rosas alaranjados. O tempo voa. Todos os tons que brilham dentro do infinito do céu, atravessam a pressão atmosférica e cortam a profundidade dos mares. O tempo escorre. Luz e vibração. Com sutileza e determinação, encontrou o que buscava.

Nesse caminho solitário de quem se aventura na busca pelo desconhecido, Queiroga pintou a transitoriedade e o sublime. Revelou ilhas e nuvens que satélite nenhum seria capaz de registrar. Se na exposição do MAC, seu inflável suspenso no teto do museu tem o peso trágico da morte do pai, na galeria, as nuvens tem a leveza de quem aprendeu a contemplar a impermanência das coisas. Além de trazer esses tesouros, Queiroga mostra uma impressão na parede, singela e sutil, que durará somente o período da exposição. Apresenta também, pela primeira vez, um vídeo onde o globo terrestre e seu globo ocular observam a passagem do tempo.

Daniel Tucci em "O que há de mais profundo no homem é a pele"

Daniel Tucci, Armazém Artur Fidalgo, Rio de Janeiro, RJ - 18/10/2013 a 16/11/2013

Partes, camadas, relações, o impensado. Tudo é manifesto na superfície, como escreveu o filósofo francês Valéry em frase que dá título à instalação: "Ce qu’il y a de plus profond en l’homme, c’est la peau". O tatuador e artista plástico Daniel Tucci apresenta uma instalação com mais de 500 autorretratos. Em um mergulho no conceito de identidade na pós-modernidade, Tucci se multiplica como a força de uma propaganda bolchevique. Não resgata uma ideia platônica de representação, nem benjaminiana da reprodução versus a aura do autêntico. Tucci revela o ser que se torna a partir da junção de camadas de diferenças, conflitos e dualidades.

No centro da vitrine do Armazém Fidalgo, coberta por centenas de azulejos com seu autorretrato em vermelho (a imagem é de um autorretrato sobreposto sobre um lenço de papel usado para limpar tatuagem), está uma escultura da cabeça do artista composta por mais de 70 camadas de acrílico forradas por esses lenços. Conforme o visitante de aproxima da vitrine e se posiciona no centro, ele percebe a formação do rosto do artista. Dentro da galeria, um autorretrato de 200x150cm, feito a partir da trama de papéis que ele usa para limpar tatuagens impõe sua presença. Ali também serão expostos um lenço com sua imagem em silkscreen e azulejos.

Posted by Patricia Canetti at 2:19 PM

outubro 12, 2013

Fotonovela - Sociedade/Classes/Fotografia no Itaú Cultural, São Paulo

Exposição que acompanha o III Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo lança um olhar diferenciado sobre a região;23 artistas e dois coletivos de 13 países, em um total de quase 300 obras, revelam as inquietudes dos fotógrafos ao retratar o cotidiano de uma sociedade que oscila entre a riqueza e a pobreza, e as transformações naturais e urbanas que a cerca

Fotonovela - Sociedade/Classes/Fotografia, Instituto Itaú Cultural, São Paulo, SP - 17/10/2013 a 22/12/2013

Há três anos, o brasileiro Iatã Cannabrava e o catalão Claudi Carreras se encontraram no Equador como jurados do concurso Pictures of the Year Latam. Perceberam que, apesar de todas as transformações sociais e urbanas ocorridas nas últimas décadas nos países da América Latina, o discurso das imagens continuava calcado no tripé pobreza-violência-exotismo. Decidiram procurar trabalhos de artistas dessa região com um olhar diferenciado e encontraram um novo registro: o da classe média. O resultado está em Fotonovela – Sociedade/Classes/Fotografia, exposição com curadoria de ambos e que abre no dia 17 de outubro (quinta-feira) ao público (16, para convidados) e permanece em cartaz até 22 de dezembro.

A mostra ocupa dois andares do espaço expositivo do Itaú Cultural com 285 obras, 15 vídeos e uma instalação site specific, de 25 artistas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e também dos Estados Unidos e Suíça. Uns retratam as relações entre empregadas domésticas e as famílias para as quais trabalham; outros se auto fotografam para refletir sobre a sociedade de consumo, a solidão, e o seu lugar no mundo. A extinção de animais e a destruição da natureza também são temas recorrentes. Assim como o cotidiano das famílias e o mundo das telenovelas e das ilusões.

“A nosso ver, a tradicional denúncia da pobreza e da violência não surte mais efeito, tornou-se banal para o observador”, reflete Cannabrava. “Hoje em dia, a fotografia pode ajudar a observar o mundo e a compreendê-lo de modo diferente”, conclui.Daí a palavra Fotonovela, que batiza a exposição. “Ela da uma pista para o espectador intuir que nosso foco não é unicamente o das classes desfavorecidas como tem sido por décadas”, explica ele.

“De algum modo, as imagens desta exposição mostram os contrastes de classe que vivemos dentro de nossas casas”, diz Claudi, hoje residente em São Paulo, sócio de Cannabrava e veterano fotógrafo observador dos movimentos da imagem na América Latina. “Temos a intenção de criar uma discussão em torno da arte contemporânea que também se coloca de forma política e social.” Além de nortear a linha curatorial da exposição, este é o tema do III Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo,que corre paralelamente à mostra de 16 a 20 de outubro.

A exposição
A Puertas Cerradas, trabalho da argentina Cooperativa Sub, representa bem esse debate. O coletivo formado por Gisela Volá, Nicolás Pousthomis, Gerónimo Molina, Martin Barzilai, Verónica Borsani, Gabriela Mitidieri e Olmo Calvo Rodriguez, apresenta fotos de uma família residente em San Jorge Village e a sua relação com Eva e Liliana, empregadas domésticas e quase membros da família. Nesta pequena localidade habitada por cerca de 300 núcleos familiares, boa parte dos empregados é imigrante.

Daniela Ortiz, peruana, faz uma variação sobre o mesmo tema em Habitaciones de Servicio [Quarto de Empregada]. Ela analisa casas de classe média de Lima, construídas entre 1930 e 2012. A comparação mostra desigualdades que compõem uma sociedade marcada pelo autoritarismo e pela segregação. Um documentário completa a obra acompanhando o primeiro dia de serviço de uma doméstica.No Brasil, o vídeo Domésticas (8 min), de André Penteado, também explora tensões e contradições em torno da figura dessas profissionais.

Peruana que cresceu nos Estados Unidos, Susana Raabsegue o rastro da linha curatorial buscando dissipar o olhar excêntrico sobre os nativos de seu país. As 16 imagens de sua autoria revelam um cotidiano diferente dos peruanos em suas praias, ruas e estradas. Em Clases (Classes), o argentino radicado no Paraguai Jorge Sáenz traz uma série de gestos humanos em torno das diferenças estruturais na sociedade. Elas foram realizadas nos últimos 10 anos, em situações que envolvem dinheiro e comida, contrapondo esses símbolos que provocam separação social.

Roberto Huarcaya, outro peruano, vai por essa via em Lima Partida, em que retrata uma praia separada por um via: de um lado é pública; do outro, privada.A mesma lógica se repete na panorâmica de um dos núcleos urbanos da cidade, separado por um muro.

Dia a dia
O cotidiano está estampado na instalação do chileno Nicolás Wormull,Chocolate on My Jeans (Chocolate no Meu Jeans). São 365 imagens, uma para cada dia do ano, sobre a sua rotina com os filhos como “pai do lar”, já que é sua mulher quem trabalha e ele cuida das crianças. A vida em família também está na lente da brasileira Helena de Castro. Em Luca, instalação com 60 fotos, ela apresenta uma espécie de álbum familiar com instantâneos tirados do filho que dá nome à obra.

A equatoriana Karen Miranda condensa as sensações da sua família numerosa residente em Nova York, em Other Stories. A família é, ainda, objeto de reflexão da colombiana Guadalupe Ruiz, residente na Suíça, em Nada Es Eterno. Ela fotografa em seu núcleo todas as famílias latino-americanas, em busca do que chama de “epifania doméstica”, para questionar estereótipos, tristezas, fracassos, alegrias.

A sociedade de consumo, a reflexão sobre a solidão e o lugar ocupado no mundo se refletem na obra do uruguaio José Pilone, Autorretrato con Ropa. Trata-se de uma série de 12 fotografias em que ele se fotografou diante do seu guarda-roupa, com espelho, em diferentes situações relacionadas ao ato de se vestir. Sofia Borges, brasileira já selecionada em uma edição do Rumos Itaú Cultural para as artes visuais, percorre inquietações semelhantes em Retratos e Auto-Retratos, no que ela busca imagens que respondam o que é o vazio. Miss Foto japón, do colombiano Juan Pablo Echeverri, é uma série em processo de autorretratos feitos desde 1994, nos quais os temas obsessão, identidade e alteridade se entrecruzam.

Natureza x urbanidade
A vida consumista está patente em Shopping, nas duas imagens feitas especialmente para esta mostra pela brasileira Claudia Jaguaribe, em que ela retrata a impessoalidade desses lugares que juntam – e ao mesmo tempo separam – as pessoas fora de seu real habitat. O também brasileiro Cássio Vasconcellos faz em A Praia, um alerta para a extinção da natureza.O lugar é Peba, uma ainda linda e deserta praia, próxima à foz do rio São Francisco. Em sua imagem ele a encheu de gente de Copacabana, Ipanema, Boa Viagem e outras, transformando e banalizando o lugar.

Do seu lado, o artista colombiano Alberto Baraya assina Herbario de Plantas Artificiales. Ele coletou, desde 2002, uma vasta coleção de plantas de diversas partes do mundo – artificiais e quase todas made in China. As fotos são acompanhadas de descrições sobre onde elas nascem originalmente, fazendo uma relação com os locais onde as imitações foram colhidas: cafés, hotéis, aeroportos, quartos, banheiros.

Degradação ambiental também está no olhar da mexicana Dulce Pinzón. Historias del Paraíso, uma série de imagens realizadas dentro do Museu de História Natural de Puebla, antes de sua demolição, criam uma atmosfera irônica, teatralizada, em cenas nas quais o humano convive pacífica e artificialmente com a natureza. Da panamenha Donna Conlon, o vídeo Zona de Confort (Zona de Conforto) faz uma reflexão sobre os limites, normas, regras, restrições e a impotência que geram.

Fernando Montiel Klint, do México, apresenta seu ensaio Les Doubernard onde documentou o apego aos objetos de uma família na tentativa de congelar a classe social à qual pertencia. Para esta exposição, ele prepara uma instalação inédita com suas imagens. Em Periferias Comerciais,o coletivo de fotógrafos Lima Foto Libre, do Peru, documenta a ascensão da classe mais baixa à média, que transformou os bairros afastados de Lima, a capital, em locais de comércio lucrativo, com shoppings, lojas, centros de entretenimentos, cinemas, lanchonetes fast-food.

A brasileira Renata Castelo Branco retrata uma periferia de São Paulo e o modo de viver de seus habitantes em Paraisópolis – uma Cidade Dentro da Outra. É resultado de um trabalho realizado de agosto de 2010 a abril de 2012, quando a artista visitou semanalmente o Grotinho, colhendo depoimentos e fotografando mais de 80 casas e seus moradores, construindo intimidade, conhecendo o cotidiano e compartilhando histórias.

TV e ilusões
Como não poderia deixar de ser, as telenovelas também provocam os fotógrafos latino-americanos. O venezuelano Conrado Pittariassina La telenovela como signo latino-americano. São vídeos em que ele analisa cenas de novelas dos países com maior tradição industrial desse gênero na América Latina – Brasil (Renascer, Globo, 1993), Colômbia, México e Venezuela –, e discute a sua relação direta com o cotidiano das pessoas.

O trabalho da mexicana Yvonne Venegas gira em torno da novela Rebelde, produzida pela Televisa, uma espécie de Globo de seu país. Por sete meses, ela registrou o set e acabou produzindo Inédito, livro com 83 imagens que revelam os bastidores da produção. A mesma emissora é objeto de registro do americano Stefan Ruiz em La Fábrica de Sueños: los Estudios Televisa Desde Adentro. Neste caso, é um recorte bem-humorado e afetivo dos bastidores.

Já o argentino Marcos López, lança um olhar irônico em Pop Latino:uma narrativa exagerada na qual entrecruza referências místicas, folclóricas, históricas e pop para falar sobre uma América Latina solidária no diálogo entre suas múltiplas facetas.

III Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo
De 16 a 20 de outubro, o tema que percorre a linha curatorial da exposição é debatido neste fórum que reúne cerca de 50 personalidades ligadas à fotografia em todo o mundo. Durante estes cinco dias serão realizados encontros em que jornalistas e outros profissionais ligados ao tema entrevistarão fotógrafos no palco da sala Itaú Cultural, gestores culturais se reunirão em mesas de debates - com tradução para a linguagem brasileira de sinais (Libras) - e serão realizados workshops de fotografia e leituras de portfólios. Para mais informações, acesse os sites www.forumfoto.org.br e www.itaucultural.org.br.

FOTÓGRAFOS

ALBERTO BARAYA (Colômbia)
Nascido em Bogotá, trabalha no campo da fotografia, do vídeo e da pintura. Formado pela Universidade Nacional da Colombia e com estudos em estética realizados nas Universidades Autônomas e Complutense de Madri, em 2006 Baraya, construiu na Bienal de São Paulo, uma seringueira de 18 metros para documentar em seus arquivos o percurso e a história da exploração da borracha.
Mais informações em www.expedicionnuevazelandia.blogspot.com.br

ANDRÉ PENTEADO (Brasil)
Seu trabalho é marcado por temas como o suicídio, a migração, a política e a sociedade. Suas obras já foram exibidas no Reino Unido e na Argentina. Em 2013, recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia de Pierre Verger com o projeto O Suicídio do Meu Pai.
Mais informações www.andrepenteado.com.br

CÁSSIO VASCONCELOS (Brasil)
Faz parte do seleto grupo do Blink – 100 Photographers, 10 Curators, 10 Writers, livro publicado pela Phaidon Press, na Inglaterra, com a clássica série Noturnos São Paulo. O livro com o mesmo título integra o levantamento Fotolivros Latino-Americanos (Cosac Naify, 2011), organizado por Horacio Fernández. Este ensaio recebeu os prêmios de Melhor Exposição de Fotografia do ano de 2002, da Associação Paulista de Críticos de Arte, e o Porto Seguro de Fotografia, em 2001. Vasconcellos já cobriu todas as regiões do país em fotografias aéreas − algumas delas estão no livro Aéreas (Editora Terra Virgem, 2012).

CLÁUDIA JAGUARIBE (Brasil)
Em seu trabalho, Cláudia Jaguaribe explora a reinvenção da paisagem, seja natural ou urbana. Em 2010, recebeu o prêmio Marc Ferrez de Fotografia (Funarte). Tem nove livros publicados. Suas obras compõem as coleções de acervos institucionais como Inhotim, em Minas Gerais, MAM/SP, Coleção Pirelli MASP, Maison Européenne de la Photographie, em Paris; Instituto Italo-Latino Americano, em Roma, e Itaú Cultural, em São Paulo.

CONRADO PITTARI (Venezuela)
Seu trabalho tem se dedicado a entender o processo da telenovela na América Latina, como fábrica de dramas que termina por criar uma espécie de história pessoal e, em consequência, de todo o continente. Formado em Belas Artes pela Universidade de Barcelona, tem participado ativamente de mostras e salões de artes de Caracas e Barcelona.

COOPERATIVA SUB (Argentina)
Apostando na autogestão, na horizontalidade nas tomadas de decisões e em uma coletividade sem homogeneidade, a Sub coloca a inquietação social na grande-angular. Integram a cooperativa cinco fotógrafos, uma designer gráfica e uma coordenadora: Gisela Volá, Nicolás Pousthomis, Gerónimo Molina, Martin Barzilai, Verónica Borsani, Gabriela Mitidieri e Olmo Calvo Rodriguez. Eles realizam projetos de investigação fotográfica muitas vezes em parceria com outros profissionais e sempre com foco na narrativa. Mais do que imagens, o grupo se preocupa em contar histórias.
Mais informações www.sub.coop

DANIELA ORTIZ (Peru)
Trabalha com temas ligados aos conceitos de classe, raça, nacionalidade e gênero. Em colaboração com Xose Quiroga edita o periódico antigonia.com.
Mais informações em www.daniela-ortiz.com

DONNA CONLON (Panamá)
Nasceu nos Estados Unidos, mas mora e trabalha na cidade do Panamá. É mestre em biologia e escultura. Participou da Bienal de Veneza em 2005. Entre suas exposições individuais estão incluídas Projeto Americanidade: Donna Conlon, no Museu de Arte Contemporânea, e Donna Conlon: Video Works 2002-2006, em Duncan Gallery of Art, Stetson University, na Flórida (2007). Tem obras em coleções como a do Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago de Compostela, Espanha, e a Daros Latinamerica Collection, em Zurique.
Mais informações em www.donnaconlon.com

DULCE PINZÓN (México)
Estudou comunicação na Universidade das Américas, em Puebla. Em 1995, foi viver em Nova York, onde estudou no International Center of Photography. Seu trabalho já foi publicado em inúmeras revistas, como a Rolling Stone.
Mais informações em www.dulcepinzon.com/index.htm

FERNANDO MONTIEL KLINT (México)
Vive na cidade do México. Seu trabalho Cemeterio de Elefantes foi reconhecido como um dos melhores livros de fotos de 2012 pelo site Feature Shoot, e recebeu os prêmios de Adquisición Gran Premio Omnilife 2001, alem de menções honrosas pelo International Photography Awards e na XII Bienal de Fotografía en México. Tem obras nas coleções Wittliff Southwestern and Mexicanphotography, Guangdong Museum of Art (China), Siofok 320(Hungria), Fototeca Nacional del INAH, Museo de Arte Contemporáneo en Chile, Nave kA (Espanha).
Mais informações em www.fernandomontielklint.com

GUADALUPE RUIZ (Colômbia/Suiça)
Vive atualmente na Suíça, onde foi estudar desenho gráfico em 1996 e onde tem recebido diversos prêmios, como o Kiefer Hablitzel, em 2004 e 2005. A Colômbia, no entanto, segue sendo o tema principal de suas investigações artísticas.
Mais informações em www.lupita.ch

HELENA DE CASTRO (Brasil)
Após anos dedicada às imagens destinadas a publicações de turismo e de culinária começou a desenvolver um trabalho que falasse mais de si. Nessa escolha, a fotógrafa encontrou em seu filho um parceiro. Nessa relação, ela vem construindo um álbum de imagens que trazem suas horas ao lado dele, em uma relação lúdica e afetiva que se lê em fotografias.

JORGE SAENZ (Argentina/Paraguai)
Nasceu na Argentina, mas sua família é paraguaia. Mora em Assunción del Paraguay desde 1989, onde trabalha como correspondente da Associated Press. Tem cinco ensaios fotográficos transformados em livros, alguns deles marcos na representação iconográfica da história latinoamericana, como Niños del Paraguay e Rompan Filas. Dedica-se a entender, por meio da fotografia, a sociedade na qual vive. É fundador de El Ojo Salvaje, coletivo de autores que realiza um festival internacional bianual de fotografias no Paraguai.

JOSÉ PILONE (Uruguai)
O fotógrafo José Pilone nasceu em Montevidéu, Uruguai. Licenciado em artes plásticas e visuais pela Escola Nacional de Belas Artes, atua também como docente, jurado e curador.
Mais informações em http://josepilone.com

JUAN PABLO ECHEVERRI (Colômbia)
Estudou artes visuais na Universidade Javeriana e já expos seu trabalho no Museu de Arte Moderna de Bogotá e na X Bienal de Havana.
Mais informações em www.juanpabloecheverri.com/index.html

KAREN MIRANDA (Equador)
Nasceu em Nova York, mas migrou com seus pais para o Equador quando tinha cerca de quatro anos. Mais tarde, decidiu voltar à cidade natal, onde aterrissou às 6h45, no dia 11 de setembro de 2001. Formada em 2005 na School of Visual Arts, em NY, trabalhou como fotojornalista no Equador. Colaborou com o MAM Guatemala; os Mandaeans, na Suécia e Iraque. Seu trabalho faz parte da coleção do Houston Fine Arts Museum, no Texas, e Association Pour L'Instant, na França.
Mais informações em www.karenmiranda.com

LIMA FOTOLIBRE (Peru)
Em suas imagens, o coletivo coloca em um outro patamar a classe social da qual seus
integrantes fazem parte. Nas fotografias, os ambientes das periferias urbanas de Lima não são
mais vistos de cima para baixo. Não há mais nem pena nem lástima.
Desde dezembro de 2006, o LimaFotoLibre realiza um registro visual dos bairros periféricos
onde seus integrantes convivem. Interessa à pesquisa do coletivo o caos da rotina da grande
capital, que também serve de laboratório visual para projetos de experimentações em
multimídia.

MARCOS LÓPEZ (Argentina)
Nasceu na província de Santa Fé, na Argentina, e vive desde 1982 em Buenos Aires. Estudou na
Escola Internacional de Cinema e TV, em Cuba. Com o seu documentário Gardel Eterno (1988),
ele se inicia na estética do pop latino. Suas fotografias fazem parte das coleções do Museu
Nacional de Arte Reina Sofia e da Fundação Daros Latinoamerica, na Suíça, entre outros.
Mais informações em www.marcoslopez.com

NICOLAS WORMULL (Chile)
Fotógrafo independente no Chile e pai do lar. “Em minha fotografia, exploro frequentemente o conceito de família, a nostalgia do passado, relacionamentos próximos, encontros com estranhos e o sentido de (falta de) pertença. Sempre fui muito influenciado por minha história pessoal e a minha família é um tema ao qual sempre retorno, assim como a necessidade de explorar a dualidade de ter crescido em dois mundos diferentes”, diz ele.
Mais informações em www.chocolateonmyjeans.blogspot.com.br

RENATA CASTELLO BRANCO (Brasil)
Fotografa profissionalmente há 35 anos e participou de exposições no Musée Français de la Photografie, em Paris, e no Museu de Belas Artes de Viena. Publicou os livros Heliópolis e Paraisópolis – uma Cidade Dentro da Outra.
Mais informações em www.renatacastellobranco.com.br

ROBERTO HUARCAYA (Peru)
Suas fotografias integram a coleção da Maison Européenne da Photographie, em Paris, do Fine Arts Museum, em Houston, do MOLAA Museum of Latin American Art, na Califórnia, do CoCA Center on Contemporary Art, em Seattle, entre outras instituições. Já teve 11 exposições dedicadas às suas obras. É editor da Sueño de la Razón, revista latino-americana de fotografia, codiretor da Limaphoto, feira de galerias de fotografia de Lima, e codiretor da Bienal de Fotografia de Lima. Participou das bienais de Havana, Lima e Veneza.

SOFIA BORGES (Brasil)
Foi selecionada pelo programa Rumos Itaú Cultural (2009−2010). Em 2011, foi convidada a integrar o Clube da Fotografia do MAM, em São Paulo. Foi a mais jovem artista a participar da 30ª Bienal de São Paulo. Em 2013, foi pela segunda vez indicada ao Paul Huf Award.
Mais informações em www.sofiaborges.carbonmade.com

STEFAN RUIZ (EUA)
Estudou pintura e escultura na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e na Accademia di Belle Arti, em Veneza, antes de se dedicar à fotografia. Seu trabalho foi publicado em revistas de todo o mundo, entre elas a New York Times Magazine.
Mais informações em www.stefanruiz.com

SUSANA RAAB (EUA)
Trabalha com fotografia em Washington DC. Já expôs no no Art Museum of the Americas, em Washington DC e no Museo de Arte Contemporáneo de Madri, e participou do Pingyao Photo Festival (China) e do Noorderlicht Fotofestival (Holanda). É ganhadora dos prêmios White House News Photographers (Fotógrafos de Notícias da Casa Branca) e o da Comissão DC sobre Artes e Humanidades.
Mais informações em www.susanaraab.com

YVONNE VENEGAS (Mexico)
Graduada pelo International Center of Photography, de Nova York, já expôs seus trabalhos coletiva e individualmente nos Estados Unidos, México, Espanha, França, Canadá, Polônia e Rússia. Em 2010, recebeu o prêmio Magnum Expression Award, oferecido pela agência Magnum Photos.
Mais informações em www.yvonnevenegas.com

CURADORES

CLAUDI CARRERAS
Curador, editor independente, e pesquisador de fotografia formado em Belas Artes pela Universidade de Barcelona, doutorando em Arte e Cultura de Mídias. Em 2007 publicou o libro Conversas com fotógrafos Mexicanos pela editora Gustavo Gili, de Barcelona. É autor da série Autorretrato de América Latina, publicada em 2006 e 2007 na revista do jornal La Vanguardia, de Barcelona.

Carreras foi curador de diversas exposições: Cuba Mía, Front3era, Transnacionale(es) e Estaciones. Recentemente assinou a curadoria de Laberinto de miradas: um percurso pela fotografia documental em Ibero América, da Agência Espanhola de Cooperação Internacional e Desenvolvimento - AECID, e Casa América Catalunha, que viajou para 18 países latinoamericanos e Espanha em 29 itinerâncias. Resiliência, exposição do Instituto Cervantes ganhadora do Prêmio do público El Mundo como melhor exposição da edição 2009 de PhotoEspaña, foi inaugurada em Madri, Chicago, Nova York, Nova Délhi, Roma, Istambul, Tetuán e Tanger.

Foi diretor do 1° Encontro de Coletivos Ibero-americanos realizado em São Paulo em 2008 e também é diretor do E·CO do Ministério de Cultura de Espanha; projeto expositivo que gerou o primeiro Encontro de Coletivos Fotográficos de Europa e América Latina, que, depois de itinerar por Espanha e Brasil em 2011, está viajando por várias cidades dos EUA, incluindo Washington, DC e Chicago.

Recentemente foi curador de exposições da 8ª edição do Paraty em Foco - Festival Internacional de Fotografia (Rio de Janeiro). É assessor e curador do Fórum Ibero-americano de Fotografia de São Paulo, que acontecerá em 2013. Também será curador para América Latina na próxima edição da bienal Photoquai (Musée du Quai Branly, Paris), em 2013, e curador/ editor do projeto LatinUs Photo Latino USA desenvolvido para Spain USA Foundation em colaboração com a National Portrait U.S. e Smithsonian Latino.

Desde o começo de 2012 reside em Brasil coordenando e dirigindo novos projetos do Estúdio Madalena, São Paulo.

IATÃ CANNABRAVA
Fotógrafo, curador e agitador cultural, atualmente desenvolve trabalhos documentais com a paisagem urbana das cidades, especificamente das periferias das grandes metrópoles, no seu ensaio Uma Outra Cidade. Participou de mais de 40 exposições, foi ganhador dos prêmios P/Bda Quadrienal de Fotografia de São Paulo em 1985, do concurso Marc Ferrez da FUNARTE, em 1987, e de dois prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1996 e 2006. Tem dois livros publicados: Casas Paulistas, 2000 e Uma Outra Cidade, 2009. Suas fotografias integram as coleções MASP-Pirelli, Galeria Fotoptica, Joaquim Paiva e MAM/São Paulo e estão publicadas em oito livros de autoria coletiva.

Como agitador cultural, foi presidente da União dos Fotógrafos de São Paulo de 1989 a 1994, criou e dirige junto a Claudi Carreras a empresa Estúdio Madalena, onde fez a curadoria e organizou mais de 30 exposições, ministrou mais de 80 workshops, além de projetos especiais, como: Revele o Tietê que Você Vê, em 1991; Foto São Paulo, em 2001; Povos de São Paulo - Uma Centena de Olhares sobre a Cidade Antropofágica, em 2004; Expedição Cívica, Ecológica e Fotográfica De Olho nos Mananciais, em 2008 e o Encontro de Coletivos Fotográficos Iberoamericanos de São Paulo, em 2008.

Atualmente é coordenador do Festival Internacional de Fotografia de Paraty - Paraty em Foco, que este ano chega a sua nona edição e é coordenador do Fórum-Latino Americano de Fotografia de São Paulo realizado pelo Itaú Cultural.

Posted by Patricia Canetti at 5:06 PM

outubro 9, 2013

Maurício Adinolfi em Projeto Ultramar na Ilha Diana, Santos

Maurício Adinolfi, Estação de embarque para ilha Diana, Santos, SP - 12/10/2013 a 12/10/2014

O Projeto ULTRAMAR - ILHA DIANA é a criação de uma grande Intervenção Pictórica projetada pelo artista Maurício Adinolfi reunindo a pintura de 45 casas dos moradores da comunidade de pescadores da Ilha Diana, localizada entre a área continental e o Porto de Santos.

A ação pictórica foi realizada em parceria com os moradores, resultando numa enorme pintura espacial comunitária, transformando o visual de toda a Vila. Adinolfi e sua assistente Lúcia Quintiliano trabalharam com uma equipe de pintores da Secretaria de Serviços Públicos de Santos durante todo o ano, discutindo e criando composições de acordo com as estruturas e organização das casas e equipamentos da ilha, pois além das moradias foram pintadas também, a Associação Comunitária, a Escola, Posto de saúde, a capela e a brinquedoteca.O trabalho acabou por incentivar as relações sociais, a percepção estética e a discussão política pois a ilha sofre com o aterramento do mangue que a circunda.

O Projeto foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura - Programa de Ação Cultural - 2012”, com apoio das Tintas Coral, através do projeto “Tudo de Cor para você”.

QUESTÕES
As condições particulares e familiares da Ilha Diana possibilitaram um trabalho de interação com os moradores, levantando a possibilidade de agir pensando na dinamização das condições culturais, integrando as atividades com o continente e inserindo os participantes/moradores no planejamento e execução das pinturas. Por meio dessa pesquisa plástica e da transformação urbana, foi desenvolvida uma relação social-estética construtiva e prática, pensando a arte não apenas como objeto, mas como um poder de transformação do ser, um pensamento estético sobre a vida.

CONTEXTO HISTÓRICO
A Ilha Diana localizada na Foz do Rio Diana, na Área Continental de Santos, tem um povoado caiçara. Grande parte dos habitantes são descendentes de cinco antigas famílias de pescadores, que se estabeleceram após a construção, na década de 40, da Base Aérea de Santos, que ocupou o lugar onde viviam. As famílias sobrevivem da pesca, embora alguns já procurem conciliar a pescaria com trabalho em comercio e serviços. A construção de um enorme porto ao lado da Ilha vem acarretando grandes transtornos ambientais e impossibilitando a pesca. A Ilha Diana é uma das últimas colônias de pescadores da Região Metropolitana da Baixada Santista. Hoje vivem nela pouco mais de 170 pessoas, distribuídas em 47 famílias.

ACESSO
É feito por barcos e cada um tem capacidade para levar 45 pessoas. A estação de embarque fica atrás da Alfândega de Santos, junto à Praça da República, no centro da cidade. A viagem leva cerca de 20 minutos.

Posted by Patricia Canetti at 8:46 AM

Julio Le Parc na Casa Daros, Rio de Janeiro

Le Parc Lumière – Obras cinéticas de Julio Le Parc

A segunda grande exposição da Casa Daros traz o universo mágico do artista argentino radicado há quase 60 anos em Paris, em que a luz é o principal elemento.

A Casa Daros apresenta a partir do dia 11 de outubro de 2013, para convidados, e do dia seguinte para o público, a exposição “Le Parc Lumière – Obras cinéticas de Julio Le Parc”, com cerca de 30 emblemáticas instalações luminosas do artista, pertencentes à Coleção Daros Latinamerica, de Zurique, Suíça, mais quatro maquetes que revelam os mecanismos criados por ele. A curadoria é de Hans-Michael Herzog, diretor artístico e curador da Coleção Daros Latinamerica, e Käthe Walser, curadora técnica da instituição, que, em um minucioso processo que teve a participação do artista, restaurou cada uma das obras expostas.

Nascido em 1928, em Mendoza, Argentina, e radicado em Paris desde 1958, Julio Le Parc é um dos nomes-chaves da arte contemporânea, um dos pioneiros da arte cinética. A exposição na Casa Daros enfoca um dos aspectos mais importantes da obra do artista: sua preocupação com as alterações da luz, acentua Hans-Michael Herzog no prefácio do catálogo, assinado em conjunto com a dona da Coleção, Ruth Schmidheiny.

A maior parte das peças da exposição foi criada nos anos 1960. Todas formam “uma grande sinfonia de luz em movimento”, diz o curador da Coleção.

Nos anos 1960, ao lado de seus colegas do Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV), com quem escreveu manifestos históricos, Le Parc “rompeu radicalmente com a convenção artística, ao rejeitar as imagens estáticas em favor de um dinamismo que coloca as obras de arte em fluxo constante, eliminando a possibilidade de pontos de vista fixos”, explica Hans-Michael Herzog. “O animado jogo de luz em suas obras transforma o espaço, ao dissolvê-lo e recriá-lo continuamente, tornando o espectador parte integral de uma obra de arte total”. “A substância material dos vários aparelhos e máquinas luminosas é transposta, de forma elegante e completa, para um plano imaterial”, diz. “Experimentar esses fugazes acontecimentos luminosos nos incentiva a refletir sobre a natureza instável da realidade e o curso irregular da própria vida, com todas as suas interrupções e mudanças”.

ARTE LIVRE E DEMOCRÁTICA
“O caráter profundamente humano de sua obra e sua dimensão política estão no rigoroso repúdio a afirmações absolutas. Esta é uma arte livre e democrática, cheia de respeito pela humanidade, antiautoritária e avessa ao culto da genialidade”, ressalta Hans-Michael Herzog.

Em conversa em espanhol, realizada pelo curador com o artista em 2005, em Paris, Julio Le Parc afirmou: “Eu me interesso por política, como qualquer pessoa. Logo, a análise que fiz, dentro do grupo (o GRAV) e por conta própria, sobre os mecanismos de criação do meio artístico, a valorização e a difusão da obra de arte, me demonstrou que eles respondiam a uma cultura política já dada. Então tentamos ver onde era possível exercer alguma influência. Começamos a refletir sobre a nossa situação e o ponto de partida era: ou se trabalha para uma elite, os críticos, os diretores de galerias e de museus, os colecionadores, ou se tenta fazer algo que possa estabelecer uma relação com as pessoas em geral, sem a necessidade de passar pelo que é imposto pelo circuito”. Ele acrescentou: “Se uma pessoa entra em uma exposição como a minha, é suficiente que ela saia com uma sensação de ter sido parte de uma experiência, seja pelo movimento, as luzes, seja porque tem de participar de algumas obras, como os jogos, as pesquisas, ou porque a presença diante de uma obra vai provocando mudanças”.

ALEGRIA E CARÁTER LÚDICO
A alegria e o caráter lúdico, aspectos marcantes da obra de Le Parc, são uma afirmação política, e tornam seu trabalho universal. Para ele, é importante “conectar as pessoas em uma relação direta com as coisas e, dentro disso, ver pessoas de recursos limitados, que se subordinam em sua vida social, em seu trabalho e sua família, visitando uma exposição e recuperando um pouco de energia, otimismo e, depois, dizendo: ‘Esta exposição me fez me sentir bem’, com sorte poderão agir de outra maneira em outra frente de sua vida com essa energia ganha. Se um espectador percebe que é levado em consideração pelas obras expostas, que lhe oferecem algo, talvez possa dizer depois: ‘Por que em outros lugares eu não recebo isto?’ Pode começar a imaginar se há pessoas que funcionam como ele, ou unir-se a grupos que tentam analisar a situação geral de uma sociedade, do comportamento do governo, dos partidos políticos”.

Para Hans-Michael Herzog, “no jardim de luz encantado de Le Parc, tornamo-nos crianças de novo, absortos em nossos jogos, esquecidos do resto do mundo”.

RECONSTRUÇÃO DETALHADA
Curadora técnica Coleção Daros Latinamerica, Käthe Walser, lembra que em 2004, quando a Daros Latinamerica começou a planejar uma exposição das obras cinético-luminosas de Julio Le Parc – realizada de junho a outubro de 2005, em Zurique – “ninguém tinha uma ideia real sobre o verdadeiro conteúdo dessa coleção de trabalhos dos anos 1960 e 1970”. “Uma primeira visita ao ateliê do artista não ofereceu uma ideia clara da aparência ou do funcionamento das obras, já que – com exceção de uma – elas estavam em pedaços, espalhadas por diversos lugares”. “A montagem da exposição significou muito mais que juntar várias partes: foi um projeto interdisciplinar coletivo, que envolveu não apenas conhecimento técnico, mas também experiência artística, combinando a abordagem artesanal de gerações passadas com os recursos das mídias atuais”, destaca Kätie Walser. Toda essa reconstrução foi detalhadamente documentada, como um registro para as futuras gerações.

CATÁLOGO
A exposição é acompanhada de um livro de 256 páginas, capa dura, formato de 27,5cm x 21cm, fartamente ilustrado, produzido pela Coleção Daros Latinamerica, em Zurique, Suíça, e organizado por Katrin Steffen e Hans-Michael Herzog. A publicação traz os textos e manifestos históricos de Julio Le Parc; texto sobre o Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV, Grupo de Pesquisa da Arte Visual), escrito por Alexander Alberro (historiador da arte, autor de diversos livros e professor do Barnard College, da Universidade de Columbia, Nova York); texto de Bettina Kaufmann, curadora suíça, e Käthe Walser sobre a obra “Lumière sur ressort”, de 1964; e o depoimento de Käthe Walser sobre o processo de restauro das instalações.

MERIDIANOS
No dia 12 de outubro de 2013, dia em que a exposição será aberta ao público, o artista Julio le Parc terá um encontro aberto ao público com o historiador de arte canadense radicado nos EUA Alexander Alberro (1957), autor dos livros “Conceptional Art and the Politics of Publicity” (MIT Press, Cambridge, EUA), “Art after conceptual art” (com Sabeth Buchmann, Generali Foundation, Colônia, Alemanha), “Contemporary Art, Publicity, and the Legacy of the Artistic Avant-Garde” (in Texte zur Kunst, 2009, Alemanha), “Institutional Critique: An Anthology of Artists' Writings” (com Blake Stimson, MIT Press, Cambridge, EUA), entre várias outras publicações. O encontro, dentro do Programa Meridianos da Casa Daros, será mediado por Hans-Michael Herzog, e realizado no auditório da instituição com entrada gratuita, mediante distribuição de senhas uma hora antes.

ESPAÇO DOCUMENTAÇÃO
Localizado no térreo, próximo ao auditório, o Espaço Documentação foi criado para estender a percepção do público sobre o que viveu na exposição, e conhecer o processo criativo do artista e as questões que o instigam. Durante “Le Parc Lumière”, estarão neste espaço quatro maquetes pertencentes ao acervo do artista, que revelam os mecanismos que dão vida às obras cinéticas. Vídeos mostrarão também o seu funcionamento. Em vitrines, estarão 12 óculos usados em exibições anteriores na importante instalação ˜Lunettes pour une vision autre“ (1965). Suspensos do teto, quatro espelhos pertencentes à obra “4 double miroirs” (1966) poderão ser manuseados pelo espectador, que verá sua imagem distorcida. Um monitor exibirá, em looping, com legendas em português o filme “Historieta” (“Petite histoire”, França, 2011), com 15’25 de duração, feito pelo filho do artista, Gabriel Le Parc, a partir dos desenhos e histórias em quadrinhos feitas por Julio Le Parc ao longo dos anos, e que foram reunidas na edição francesa “Historieta: Petite histoire en images interrogeant la face cachée de l’art, de l’artiste et de son contexte social” (Ed. Joca Seria, 1997). Várias publicações ligadas ao artista também estarão disponíveis neste espaço.

MATERIAL EDUCATIVO
O programa Arte é Educação da Casa Daros é um dos alicerces da filosofia da instituição, e, assim como ocorreu com a exposição “Cantos Cuentos Colombianos”, “Le Parc Lumière” será acompanhada de um conjunto de ações cuidadosamente pensadas para diversos públicos. Professores e educadores em geral serão convidados para o lançamento do Programa Arte é Educação focado no trabalho de Le Parc, previsto para o dia 18 de outubro próximo. Na ocasião, será apresentado, com distribuição gratuita, o material educativo dirigido aos educadores: uma caixa formato A5 contendo livretos e cartazes dobrados. Os livretos serão: uma biografia ilustrada do artista; a edição inédita em português de “Historieta”; os textos e manifestos históricos de Le Parc e do GRAV Proposição para um lugar de ativação” (GRAV, 1963), “Luz”, “Guerrilha cultural” e “Desmistificar a arte” (Julio Le Parc, 1968); uma enquete realizada pelo GRAV com o público em várias de suas exposições; um cartaz com a ilustração do segundo labirinto realizado pelo grupo na mostra “Nova Tendência” (1964); e um cartaz com a proposição “Um dia na rua”, feita pelo GRAV em 1966. Cinco folhetos irão detalhar dez obras expostas, cada uma delas explicada com um desenho do artista, uma foto dela estática, e outra já em movimento. Cartazes mostrarão os mecanismos criados por Le Parc, e também os espaços interativos propostos por ele, as “Salas de jogos”. Completam o material informativo cartelas com depoimentos e trechos de textos de Julio Le Parc. A caixa que contém o material informativo é um objeto lúdico em si, pois ao abri-la o professor verá uma superfície espelhada, em referência ao trabalho do artista.

JULIO LE PARC – PEQUENA BIOGRAFIA
1928 – Julio Le Parc nasce em Mendoza, na Argentina, em 23 de setembro, filho de um ferroviário. Na escola primária, demonstra interesse em desenhar retratos de pessoas ilustres e mapas. Aos 13 anos começa a fazer pequenos trabalhos, como distribuição de jornais.

1943 – Começa a estudar na Escola de Belas Artes, em Buenos Aires, à noite, pois trabalha durante o dia.

1947 – Abandona a Escola de Belas Artes e o trabalho, e rompe com a família. Envolve-se com anarquistas e marxistas e viaja para o interior da Argentina, fazendo trabalhos esporádicos para sobreviver. É nesse período que Le Parc tem suas primeiras experiências com o movimento de estudantes de Belas Artes. e se interessa por movimentos artísticos de vanguarda na Argentina, como Arte Concreto-Invención (Arte Concreta-Invenção) e Espacialismo, fundado por Lucio Fontana.

1955 – Volta à academia de artes e participa ativamente de movimentos estudantis. Nesse ano, os estudantes ocupam três escolas de Belas Artes, expulsam os diretores e propõem reformulações na sua política.

1958 – Ganha uma bolsa do Serviço Cultural Francês e parte para Paris, centro artístico da época. Outros artistas argentinos amigos, como Francisco Sobrino, seguem o mesmo destino.

1959 – O grupo argentino acompanha o que está sendo produzido pelos artistas contemporâneos e de vanguarda em Paris. Le Parc e Sobrino buscam resultados ópticos por meio de um trabalho sistemático. Neste ano o artista começa a fazer experiências com cor. Em contato com a produção dos artistas Georges Vantongerloo, Victor Vasarely, François Morellet, entre outros, são criadas as bases para o surgimento do Centre de Recherche d’Art Visuel de Pesquisa de Arte Visual (CRAV, Centro de Pesquisa de Arte Visual).

1960 – É fundado o CRAV por Francisco García Miranda, Francisco Sobrino, François Molnár, François Morellet, García Rossi, Hugo Demarco, Joël Stein, Julio Le Parc, Moyano e Servanese Yvaral. A criação do CRAV foi uma aposta em um espaço coletivo de pesquisa, composto por artistas com afinidades de pensamento, interessados em impulsionar seus trabalhos individuais. O CRAV defende: “A noção de artista único e inspirado é anacrônica”. A criação do CRAV e as reflexões promovidas no grupo geraram manifestos, textos, intervenções, obras coletivas, entre outras ações. No final dos anos 1960, o CRAV passa a ser denominado Grupo de Pesquisa de Arte Visual (GRAV). Neste ano, Le Parc inicia as suas experiências com móbiles. Os móbiles reuniam as noções de movimento, instabilidade e acaso, o que correspondia a sua tentativa de afastar-se de uma obra estável, única e definitiva. Os móbiles proporcionam uma interação com o espaço – a movimentação das peças pelo deslocamento do ar, os reflexos das imagens do entorno. Le Parc também desenvolve experiências com a luz. Um exemplo é a obra “Continuel-lumière” (“Contínuo-luz”).

1961 – O GRAV escreve seu primeiro manifesto, “Proposições sobre o movimento”. Em conversa com Hans-Michael Herzog, curador da Coleção Daros Latinamerica, em 2005, por ocasião da exibição de “Le Parc Lumière” em Zurique, Le Parc declara: “O movimento me dava a possibilidade de explorar mais coisas, porém naquele momento também não pretendíamos fazer arte cinética. Eram buscas. Em um momento me interessava o movimento, em outro, a parte óptica, e em outra etapa a participação do espectador. Depois fomos para a rua procurar um novo espectador, sempre tentando transformar, dentro de nossos limites, a relação das pessoas com a criação contemporânea.” Nesse período, Le Parc desenvolve pesquisas individuais sobre cor-luz.

1962 – Le Parc não só é um importante teórico do GRAV como escreve textos pessoais sobre suas experiências, trabalho e proposições. Em ensaios-chave de 1962 e 1963, o artista ressalta sua preocupação com a participação do espectador. O movimento internacional Nova Tendência começa a tomar forma. A ideia surge em encontros do GRAV com outros coletivos, como Grupo T, de Milão, Itália; o Grupo N, de Pádua, Itália; Equipo 57, formado em Paris, França; Grupo Zero, de Düsseldorf, na Alemanha, entre outros. O movimento se propunha a pensar o panorama da arte e novas formas de conceber a obra e se relacionar com ela.

1963 – No manifesto do GRAV “Proposição para um lugar de ativação”, são declaradas as intenções do grupo de ativar a relação obra-espectador: “A proposta que apresentamos aqui é uma tentativa cujo propósito final é libertar as pessoas de sua dependência – passividade – e de suas atividades de lazer geralmente individuais e envolvê-las em uma atividade que desperte suas qualidades positivas, em um clima de comunicação e interação.” O GRAV monta o primeiro labirinto, penetrável apresentado na exposição “L’Instabilité” (“A Instabilidade”), no Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, no contexto da Bienal de Paris, propondo a fusão entre obra, espaço e espectador.

1964 – O GRAV exibe o segundo labirinto na exposição “Nova Tendência”, no Louvre, em Paris, da qual participaram 52 artistas de 11 países. Le Parc chama a atenção para o fato de que não basta usar luz e movimento para ser parte do movimento Nova Tendência.

1965 – Pessoalmente, o artista desenvolve ideias para jogos e salas de jogos, espelhos em movimento, sapatos para caminhar de forma diferente, óculos para ver de outra maneira... Ideias que propunham a ativação do espectador. Com o GRAV, expõe o terceiro labirinto, desta vez em Nova York.

1966 – Le Parc realiza sua primeira exposição individual na galeria Howard Wise, em Nova York, e na galeria Denise René, em Paris, e ganha o grande prêmio internacional de pintura da Bienal de Veneza. “Passaram-se oito anos até eu fazer minha primeira exposição individual na galeria Denise René, em Paris, em 1966. Oito anos muito bem vividos, trabalhando com o grupo e individualmente. Não havia essa preocupação com o sucesso. Essa exposição foi feita porque tinham me dado o grande prêmio internacional na Bienal de Veneza; se não fosse isso, a galeria teria deixado passar sabe-se lá quantos anos mais. O reconhecimento desse prêmio para mim foi inesperado e ao mesmo tempo não me afetou muito. Um prêmio é o resultado de uma confrontação de um número limitado de pessoas, o júri, com um número limitado de artistas ou obras expostas.” (Conversa entre Hans-Michael Herzog e Julio Le Parc). Em 19 de abril, das 8h da manhã à meia-noite, realiza em Paris com o GRAV “Um dia na rua”, apesar das intervenções da polícia.

1968 – O artista publica o texto “Guerrilha cultural”. Revolução, insurreição popular: Maio de 1968. Por sua participação nas manifestações, Le Parc é expulso da França. Depois de cinco meses percorrendo outros países na Europa, é permitida sua volta à Paris. “Desde o início dos levantes, em maio, muitos artistas, inclusive Le Parc, haviam ocupado a Escola de Belas Artes, antiga instituição de arte parisiense, e a transformaram no que veio a ser conhecido como Ateliê Popular, em apoio aos estudantes e trabalhadores em greve geral. Cartazes foram reproduzidos anonimamente e colocados na ocupação diante de todos, que então votavam a favor ou contra. As novas e coletivas atividades no Ateliê resultaram na produção de um grande número de cartazes, que logo foram para as ruas e oficinas” (Alexander Alberro, no catálogo da exposição “Le Parc Lumière”).

Autodissolução do GRAV – “A atividade do grupo termina de modo impreciso em maio de 1968. Após os eventos de maio de 1968, a tática de desafiar a passividade do sujeito humano contemporâneo com engenhocas e dispositivos futuristas e inovadores veio a ser amplamente considerada como obra de uma vanguarda ingênua e tecnocrática. Além disso, como observou astutamente o crítico de arte Jean Clay, poucos anos depois, mesmo a estratégia de participação havia se voltado contra si própria pelas condições de produção e experiência implantadas pelo capitalismo de consumo avançado”. (Alexander Alberro, no catálogo da exposição “Le Parc Lumière”).

1969 – Faz o primeiro jogo-votação (juego encuesta) chamado “voltée los mitos”, inspirado nos jogos que encontramos nos parques de diversão de atirar bolas contra imagens. Primeiro, o participante é convidado a avaliar rapidamente as imagens e escolher a que quer atingir. Caso acerte o alvo, é recompensado com uma surpresa. Nesse ano também realiza trabalhos em que a luz em vibração e movimento envolve o espectador. Retoma suas experiências com cor de 1959, sistematiza-as e desenvolve-as.

1972 – O artista faz grande exposição retrospectiva no Kunsthalle de Düsseldorf, com salas de jogos e de participação do espectador, votações, jogos-votações, entre outras provocações. Le Parc renuncia a participar da exposição 72-72, chamada Exposição Pompidou, de forma individual ou como ex-membro do GRAV. E decide, no cara-ou-coroa, sua retrospectiva programada pelo Museu de Arte Moderna de Paris, recusando a mostra.

1978 – Le Parc participa de experiências coletivas, de mobilizações em prol do novo Centro Nacional de Arte Georges Pompidou e desenvolve a série “Modulações”, iniciada em 1974. Em 1978, em exposição retrospectiva em Madri, propõe votação para doar uma obra para a instituição que abriga a mostra. Sobre isso, ele conta, na conversa com Hans-Michel Herzog: “Em uma exposição grande que fiz em Madri, propus ao diretor a realização de uma pesquisa durante os primeiros dias da mostra, para que os visitantes escolhessem qual das obras eu deveria doar. Ele dizia: ‘Não, as pessoas não sabem nada.’ Eu insisti e lhe disse: ‘Veja bem, eu faço a pesquisa e depois você pode tratá-la como algo meramente informativo.’ Então eu fiz a pesquisa. As pessoas se transformam imediatamente. A maneira de olhar e diferente. Eu as via com a pesquisa, olhando, refletindo. Olhavam as obras, procuravam seus papéis, anotavam, discutiam com as pessoas que as acompanhavam, cada um dava sua opinião e, ao final, indicavam os números das obras de que haviam gostado. Muita gente escreveu comentários, em muitos casos superiores aos dos críticos de arte. Houve coisas formidáveis, sobre a exposição, sobre o que viam. Às vezes escreviam cinco páginas inteiras. Depois analisamos o resultado da pesquisa com o diretor. Saiu o quadro numero tal, ele não podia acreditar, e dizia: ‘É impossível, e impossível, é exatamente o quadro que eu quero que fique no museu’”. Ainda em 1978, a BBC de Londres realiza um filme sobre a trajetória de Le Parc. Assim, o artista se vê estimulado a organizar os diversos desenhos, a criar outros e fazer pequenos cenários, um roteiro etc. Esse material deu origem a um vídeo de 13 minutos feito por seu filho Gabriel, em 1989, e ao livro “Historieta”, lançado em 1996. “Considerando a idade que tenho, poderiam me sugerir ‘sossegar’ no meu canto, na toca do artista, à espera da glória, em vez de levantar velhas rixas. Infelizmente, os problemas que enfrentei desde adolescente, como aluno de Belas-Artes, continuam até hoje. Já é um alívio falar nesses problemas e buscar soluções, o que predispõe favoravelmente à criação, mostrando em que pé estão as coisas”, escreve o artista no prefácio de “Historieta”, uma crítica e proposta de reflexão sobre o mundo da arte.

1982 – Le Parc colabora com uma enorme exposição de artistas latino-americanos de Paris, no Grand Palais. Em 1980, participa do esforço de criar um espaço para promover e difundir a cultura latino-americana, também em Paris. Em anos anteriores, o artista participa de encontros e jornadas de arte e cultura latino-americanas, em Cuba e no México.

1984 – Participa, como jurado, da I Bienal de Havana.

1986 – O artista é convidado pelo Círculo de Belas-Artes de Madri a organizar o “Baile de Máscaras”. Com intenso trabalho coletivo, há a ocupação artística de todo o edifício e a organização da festa dá lugar a uma experiência que instiga a imaginação de todos os participantes. Convidado pela II Bienal de Havana, Le Parc realiza uma oficina com jovens criadores cubanos, que se transforma em uma intensa atividade de um dia completo de experiências coletivas, em uma praça da cidade, com a participação do público que se encontra no local.

1987 – O artista ganha prêmio de 20 mil dólares ao participar da I Bienal de Arte Americana em Cuenca, no Equador. Doa metade do valor ao povo nicaraguense e a outra para que seja repartida na próxima Bienal entre um jovem artista equatoriano e um jovem artista latino-americano.

1988 – Dedica-se à grande exposição retrospectiva “Le Parc & Le Parc”– com a participação artística de sua família –, que resume trinta anos de suas experiências. Realiza espetáculo pirotécnico sobre a música de Astor Piazzolla. Inicia nova série chamada “Alquimias”, desenvolvimento da série “Modulações”.

1989 – O artista realiza a exposição retrospectiva também no Uruguai, no Chile e em Mendoza, Argentina, onde nasceu. O artista expõe pela primeira vez a série “Alquimias”.

1993-2004 – Le Parc faz uma série de exposições em países da América do Sul, da Europa e nos Estados Unidos, em locais como o Museo de Arte Contemporáneo Latinoamericano, La Plata, Argentina; Centre Pompidou, Paris, França, Museum of Modern Art de Nova York (MoMA), EUA. Em 2000, participa da 2ª edição da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. No ano seguinte, o artista faz uma grande mostra na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, com as obras expostas na Bienal e uma inédita, feita especialmente para o museu. Na exposição, o público pôde conferir o trabalho do artista com luz, movimento, cor e relevos. Na preparação da exposição “Le Parc Lumière” (04.06 a 09.10.2005, no espaço de exibição de da Coleção Daros Latinamerica, em Zurique, que funcionou até 2010), as cerca de 40 obras cinéticas de luz foram cuidadosamente restauradas pela curadora técnica Käthe Walser, com o auxílio do próprio artista. Para isso, ela desenvolveu uma minuciosa pesquisa para identificar seus mecanismos, muitos deles já sem peças similares no comércio. Todo este trabalho foi documentado, para futura referência, e também serviu como base do programa de manutenção permanente da Coleção. A exposição itinerou para o México e a Colômbia.

2006-2012 – Exposições com o artista, individuais e coletivas, são realizadas ano após ano, em diferentes países. Em 2012, o artista participa da 11ª edição da Nuit Blanche (Noite Branca), em Paris, com uma intervenção com jogos de luzes no Obelisco da Praça da Concórdia.

2013 – Le Parc fez uma individual no Palais de Tokio, em Paris, de 25 de fevereiro a 13 de maio, com instalações monumentais, pinturas e esculturas dos anos 1950 até a atualidade. O artista também participou da exposição “Dínamo – Um século de luz e movimento na arte 1913-2013”, no Grand Palais, em Paris, de 10 de abril a 22 de julho, ao lado de artistas como Marcel Duchamp, Jean Tinguely, Carlos Cruz-Diez, Jesús Raphael Soto, Alexander Calder, Anish Kapoor, Victor Vasarely, entre outros. Na Casa Daros, no Rio, Brasil, a Coleção Daros Latinamerica apresenta de outubro a 23 de fevereiro de 2014 a exposição “Le Parc Lumière – obras cinéticas de Julio Le Parc”, um universo mágico e de grande interação com o público.

Site do artista: www.julioleparc.org/

Posted by Patricia Canetti at 6:37 AM

outubro 5, 2013

Marcus André na Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Marcus André - Chicama, Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, RJ - 11/10/2013 a 09/11/2013

A galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea abre a partir do dia 10 de Outubro de 2013, para convidados, exposição individual do artista carioca Marcus André.

Na mostra, sua primeira individual na galeria, o artista exibe 9 trabalhos inéditos da série Chicama. Definida pelo próprio como pintura em escala mural-ambiente, a série toma partido de dados arquitetônicos, componentes estruturais e experiências gráficas subjetivas, muitas vezes encontradas no local ou entorno de onde a obra é confeccionada e montada. O plano gráfico e seu caráter “muralístico”, o sentido horizontalizado de cor, espaço e sugestões a estruturas edificadas incompletas, procuram estabelecer um embate, uma atitude de construir e desconstruir simultaneamente.

Na criação de seus “conjuntos de planos, plataformas ou blocos de cores e massas, edificadas entre transparências e opacidades” (Afonso José Afonso, AjAx), Marcus emprega a técnica de pintura encáustica, processo pictórico utilizado desde os períodos mais remotos do emprego de materiais artísticos. Misturando pigmentos tradicionais de origem mineral à ceras de abelha, carnaúba e resina vegetal, entre outros componentes, o artista cria suas próprias tintas, que define como inigualáveis em permanência e aparência, aplicando-as a superficies como madeiras, laminados, telas de linho ou lona de algodão.

“Creio que um dos aspectos relevantes deste processo de trabalho seria a contaminação entre dois universos aparentemente antagônicos, de um lado um procedimento técnico artístico muito anterior ao fenômeno industrial, do outro a suposta e silenciosa pertinência da pintura no espaço virtual contemporâneo”.

A exposição fica em cartaz até o dia 9 de Novembro de 2013.

SOBRE O ARTISTA

Marcus André nasceu no Rio de Janeiro em 1961. Vive e trabalha entre Rio e Búzios. Frequentou cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage entre 1978 e 79 e em 1984 participou da exposição ‘Como Vai Você, Geração 80?’. Em 1985 cursou a Parson’s New School Of Social Research Printing, em Nova Iorque. De volta ao Brasil, recebe o prêmio no XIII Salão Nacional de Artes Plásticas e realiza individuais de pintura na Funarte Projeto Macunaíma/ Espaço Alternativo RJ, Projeto Centro Cultural São Paulo / Pavilhão da Bienal Ibirapuera e MASP SP. Representa o Brasil em Bienais no México, Cuba, Equador e Japão. Em 2007 é contemplado com bolsa da The Pollock-Krasner Foundation Inc. Grant.

Posted by Patricia Canetti at 6:22 AM

outubro 3, 2013

Sandra Cinto na Triângulo, São Paulo

Sandra Cinto apresenta obras inéditas na Casa Triângulo

Desde 2006 com Construção, que Sandra Cinto não realiza uma mostra individual na Casa Triângulo. Artista premiada e reconhecida internacionalmente, Sandra Cinto apresenta Pausa, com obras inéditas, a partir do dia 8 de outubro, terça-feira, ocupando todos os espaços da galeria. O texto de apresentação é do curador Moacir dos Anjos e a exposição permanece até 9 de novembro com entrada franca.

Atualmente a artista está realizando diversas mostras individuais: A Casa das Fontes, na Casa do Sertanista [até 30 de novembro], São Paulo; Encounter with Waters, no Olympic Sculpture Park Pavilion do Seattle Art Museum, no Seattle Art Museum [até 17 de fevereiro de 2014] e das mostras coletivas: 3am: wonder, paranoia and the restless night, com curadoria de Angela Kingston, no Bluecoat, em Liverpool [com abertura no último dia 28 de setembro] e Analogias, no Museu Brasileiro da FAAP, São Paulo [até 13 de outubro].

Para Moacir, “Ao criar essa cadência visual de aproximação e de afastamento dos traços que formam as pautas, a artista sugere truncar a capacidade da música de marcar os momentos que passam. Faz que o desenho – expressão muda – demande a suspensão impossível do tempo que, ao fim e ao cabo, sempre corre”, explica em seu texto.

Sandra Cinto [Santo André, 1968. Vive e trabalha em São Paulo]. Exposições individuais recentes: A Casa das Fontes, curadoria de Douglas de Freitas, Casa do Sertanista, São Paulo [2013]; Encontro das Águas, Olympic Sculpture Park Pavilion, Seattle Art Museum, Seattle; Intersections Art Projects, Vradenburg Cafe, The Phillips Collection, Washington [2012]; Solar, Espaço Cultural do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, São Paulo; After the Rain, Tanya Bonakdar Gallery, New York, USA [2011]; Imitação da Água, curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil [2010]. Exposições coletivas recentes: 3 am: Wonder, Paranoia and the Restless Night, curadoria de Angela Kingston, The Bluecoat, Liverpool; Analogias, curadoria de José Luis Hernández Alfonso, Museu de Arte Brasileira, Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo; Limites do Imaginário, Fundação Vera Chaves Barcellos, Porto Alegre; Circuitos Cruzados: o Centre Pompidou encontra o MAM, curadoria de Christine Van Assche e Paula Alzugaray, MAM-São Paulo; MAC 2013: Doações Recentes, MAC-USP, São Paulo [2013]; Decade: Contemporary Collection: 2002-2012, Albright Knox Art Gallery, New York; Percursos Contemporâneos, Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba; This is Brazil! 1990-2012, Sala de Exposições Palexco, A Coruña; Obra Viva/Esculturas Públicas no Parque Ecológico Municipal Estoril–Virgilio Simionatto, São Bernardo do Campo; 7SP – Sete Artistas de São Paulo, CAB Art Center, Bruxela [2012]; Doações Recentes, MAC-USP, Pavilhão Ciccillo Matarazzo, São Paulo; We are pleased to invited you, Galeria Carlos Carvalho Arte Contemporanea, Lisboa; Como o tempo passa quando a gente se diverte, Casa Triângulo, São Paulo; Boîte Invaliden, Invaliden1 Galerie, Berlim; Convivendo com Arte - Diálogos do Moderno ao Contemporâneo, Espaço Expositivo da Torre Santander, São Paulo; Vestígios Brasilidade, Santander Cultural Recife; Projeto Ideal, Centro Cultural São Paulo, São Paulo [2011]; Espectral - obras das coleções do CGAC, Centro Galego de Arte Contemporánea, Santiago de Compostela; Paralela 2010 - A Contemplação do Mundo, curadoria de Paulo Reis, Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo; Paisagem Incompleta, Centro Cultural Usiminas, Galeria Hideo Kobayashi, Ipatinga,/Palácio das Artes, Belo Horizonte; Proyecto Ideal, Museu de Arte Contemporânea da Universidade do Chile, Santiago; Dez anos do clube de colecionadores, curadoria de Eder Chiodetto, MAM-São Paulo; Edições, Casa Triângulo, São Paulo; Photofidalga, Modern Art Center Kulanshi, Astana, Kazakhstan; Pleasure Point - Celebrating 25 Years of Contemporary Collectors, Museum of Contemporary Art San Diego, [2010].

Posted by Patricia Canetti at 5:38 PM

Edwin Sanchez na Jaqueline Martins, São Paulo

Artista colombiano Edwin Sanchez recorre ao crime para debater condições humanas

Artista usa as ruas e o submundo crimoso de Bogotá como plataforma de pesquisa

Edwin Sanchez - Símbolo Pátrio, Galeria Jaqueline Martins, São Paulo, SP - 08/10/2013 a 09/11/2013

A Galeria Jaqueline Martins apresenta a partir de 7 de outubro de 2013, às 18h, a primeira individual do artista colombiano Edwin Sanchez em São Paulo. A mostra, que reúne trabalhos criados desde os anos 2000, busca reflexões sobre temas relacionados à violencia urbana e política, legalidade e condições humanas.

Atos violentos e políticas sociais são temas recorrentes na produção deste artista, que usa as ruas da capital colombiana, Bogotá, como plataforma de sua pesquisa. Edwin se interessa em pesquisar e resgistrar a realidade e tornar evidente a linha separatória de valores morais e éticos dentro da legalidade. Ao mesmo tempo que suas obras causam certo choque ou estranhamento, há uma delicadeza na contundência das condições humanas em que o artista busca apresentar. Os cenários do submundo colombiano e seu envolvimento com estes personagens chamam atenção para as condições de vulnerabilidade e fragilidade em que vivem estes indivíduos.

Em suportes variados, como vídeo, fotografia e ilustração, Edwin Sanchez traz trabalhos engajados, como no caso da obra inédita “Símbolo Pátrio”, na qual o artista registra em fotografias, desenhos e textos, todas as etapas na compra de uma arma no mercado negro de Bogotá. Na obra “Desapariciones”(2010), Edwin entrevista figuras chave de uma guerra civil. Os entrevistados respondem à pergunta “como desaparecer um corpo?”.

Edwin já mostrou seus trabalhos no Brasil em três ocasiões: no 17º Festival Videobrasil em 2011 e nas coletivas “Poéticas Relacionais”, na Galeria Jaqueline Martins, com curadoria de Fernando Oliva; e “Avante”, no Laboratório Curatorial da SP Arte, com curadoria de Renan Araújo, ambas em 2012. Desde agosto ele exibe uma série de trabalhos na 10ª Bienal de Curitiba.

Posted by Patricia Canetti at 2:36 PM

outubro 2, 2013

9ª Bienal do Mercosul: Encontros na Ilha na Mamute, Porto Alegre

9ª Bienal do Mercosul: Encontros na Ilha

9ª Bienal do Mercosul: Encontros na Ilha, Galeria Mamute, Porto Alegre, RS - 05/10/2013 a 20/10/2013

Considerada uma força gravitacional da 9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre, a ilha das Pedras Brancas – também conhecida como ilha do Presídio – foi uma prisão política durante a ditadura no Brasil. Seu edifício único, construído em 1956, esteve abandonado por muito tempo e, pouco a pouco, o clima desfez sua arquitetura e acesso.

Embora os Encontros na Ilha ancorem ali, ela não é um local para a arte site-specific. Ao invés disso, a ilha é espaço para embarcar em uma viagem através da extemporaneidade da invenção, revisitando momentos de rejeição de pensamentos radicais e impulsionando novas descobertas.

Encontros na Ilha é uma série de expedições mensais até a ilha do Presídio, de maio a novembro de 2013. Para cada uma dessas viagens de campo, um grupo convidado de cerca de dez artistas, intelectuais e educadores foi convidado a participar da discussão proposta no encontro. Cada um dos convidados contribui com dois textos: um antes da viagem, denominado Percepções, e outro depois da viagem e da discussão realizada, as Reflexões. Além desses textos, seis ensaios sobre ilhas e prisões foram comissionados como Inflexões do programa – seus autores são considerados os capitães dos encontros. Por fim, em cada encontro um artista contribui com suas Impressões visuais sobre ilhas em geral e sobre um encontro em particular.

São eles: Fernanda Gassen, RomyPocz, Leo Remor, Tiago Rivaldo, Danilo Christidis, Kátia Prates e Letícia Ramos. Todas as contribuições são publicadas progressivamente no website da 9ª Bienal.

Esta publicação online é a principal plataforma para compartilhar Encontros na Ilha. Durante a exposição da Bienal – de 13 de setembro a 10 de novembro de 2013 – a Fundação Vera Chaves Barcellos sedia um meta-programa de Encontros na Ilha para que o público em geral tome contato com a tripulação e com os assuntos debatidos na expedição realizada no dia anterior. Os interessados são incentivados a fazer o seu próprio piquenique, bem como trazer suas ideias, leituras e músicas sobre ilhas para ler ou cantar sozinho. Esses programas acontecem nos domingos seguintes a cada encontro.

Através da parceria com a Galeria Mamute, uma seleção das obras espacialmente criadas pelos artistas para a publicação virtual dos Encontros na Ilha será exibida em uma exposição que acontece entre os dias 04 a 20 de outubro.

Posted by Patricia Canetti at 12:15 PM