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abril 29, 2013

Arte Bra - Livia Flores na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

Radiografia da produção artística contemporânea

Lançamento na EAV Parque Lage, em 2 de maio de 2013, às 19h

A artista Livia Flores tem suas obras apresentadas no quinto lançamento da coleção ARTE BRA. A partir de 2007, foram publicados volumes sobre Raul Mourão, Marcos Chaves, Lucia Koch, Luiz Zerbini e Moacir dos Anjos, que inaugurou a coleção ARTE BRA crítica.

ARTE BRA é uma coleção de livros que documenta a obra de artistas contemporâneos brasileiros atuantes desde os anos 1980. Os volumes abordam com profundidade as obras selecionadas. São edições bilíngues, ricamente ilustradas, com texto crítico inédito, fortuna crítica, entrevista, cronologia e referências bibliográficas.

Com linguagem dinâmica e textos escritos por importantes pesquisadores, ARTE BRA disponibiliza um rico material de referência para profissionais, estudantes e leitores que desejam conhecer e se aprofundar nesse campo da produção contemporânea.

A coleção ARTE BRA é coordenada pelas historiadoras Luiza Mello e Marisa Mello, diretoras da Automatica, produtora e editora.

Um convite ao conhecimento e à reflexão sobre a diversidade da produção contemporânea em artes visuais no Brasil. Assim a historiadora da arte Luiza Mello define a coleção ARTE BRA, que apresenta neste momento um panorama da produção de uma importantes artista brasileira da atualidade: Livia Flores.

ARTE BRA documenta a atuação dos artistas desde o início de suas carreiras por meio de textos realizados por críticos renomados, como Agnaldo Farias, Adolfo Montejo Navas, Felipe Chaimovich, Ligia Canongia, Moacir dos Anjos e Paulo Herkenhoff.

Além da riqueza de informações, da criteriosa seleção de obras e de uma cronologia detalhada, as edições bilíngües (português-inglês) incluem entrevistas com os artistas e têm o propósito de enriquecer o debate cultural sobre arte contemporânea no Brasil e no exterior.

Apesar do tom abrangente de investigação das obras contemporâneas, ARTE BRA consegue equilibrar leveza e profundidade, com projeto gráfico arejado e textos consistentes. Os livros contêm textos críticos inéditos, fortuna crítica, entrevista, cronologia e referências bibliográficas.

A coleção, com publicações a preços acessíveis, disponibiliza um rico material de referência para profissionais, estudantes e leitores que desejam conhecer e se aprofundar em uma produção artística e intelectual de ponta existente hoje no cenário nacional e mundial.

ARTE BRA procura contribuir para que um número maior de pessoas tenha acesso a estes trabalhos, que não cessam de acrescentar novas experiências sensórias, estéticas e políticas para a arte brasileira. Por isso, estará também disponível para download no site: www.automatica.art.br.

Livia Flores nasceu no Rio de Janeiro, em 1959, e iniciou sua produção artística no início dos anos 1980. É graduada em Desenho Industrial (ESDI/UERJ) e estudou artes na Academia de Düsseldorf, na Alemanha, entre 1984 e 1993. É mestre em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ) e doutora em Linguagens Visuais (EBA/UFRJ). Atualmente, leciona na Escola de Comunicação e no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (UFRJ). Transita entre meios e linguagens diversos como o desenho, a escultura e a instalação, muitas vezes fazendo uso de filmes ou vídeos.

LIVIA FLORES
Coordenação editorial: Luiza Mello e Marisa S. Mello
Textos: Tania Rivera, 
Adolfo Montejo Navas, Glória Ferreria, Ricardo Basbaum, Fernando Gerheim.
Formato: 14x21cm, 216 p.
ISBN: 978-85-64919-05-1

Preço: R$ 35,00

Editora: Automatica Edições, 2012
Patrocínio: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, através do edital Pró - Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura.

Posted by Patricia Canetti at 4:44 PM

abril 26, 2013

Desenhos e aquarelas de Debora Santiago na Ybakatu, Curitiba

Debora Santiago, Ybakatu Espaço de Arte, Curitiba, PR - 29/04/2013 a 15/06/2013

A artista plástica Debora Santiago expõe uma série de desenhos e aquarelas na Ybakatu Espaço de Arte, em Curitiba, de 27 de abril a 29 de maio. Nome de destaque nas artes plásticas do Paraná desde os anos 90, Debora Santiago sempre teve o desenho como prática fundamental, embora sua obra também inclua outros vocabulários - escultura, instalação, vídeo-arte, performance. Um apanhado de quase todo este trabalho está no catálogo que será lançado juntamente com a exposição, com apresentação da crítica de arte Daniela Vicentini.

No texto, intitulado ‘Um Percurso por Águas’, Vicentinipercorre vários momentos da trajetória de Debora.“Logo que me debrucei sobre os trabalhos de Debora Santiago uma imagem contundente me ocorreu. A de que seria possível aproximar muitos deles, assim como a atmosfera que o conjunto de sua poética inspira, com qualidades da água. Águas de ribeirinho, de córrego, de riacho, de cachoeira, de chuva fina. Um murmúrio de rio”, descreveelana abertura de sua análise da obra da artista.

Além do texto de Daniela Vicentini, o catálogo também traz, entre outras, imagens de obras antigas que ainda não haviam sido registradas e de trabalhos que serão expostos pela primeira vez agora.

Debora Santiago mostra nesta exposição desenhos de porte intimista feitos nos últimos anos no Brasil e em Londres, onde residiu por um período. Também estarão em exibição o vídeo ‘Baião’ (2008) e o ‘Caderno Confete’ (2007). A abertura da exposição e lançamento do catálogo acontecem na galeria Ybakatu no sábado, 27 de abril, a partir das 11h.

Carreira

Entre as principais exposições realizadas por Debora Santiago estão mostras individuais na Galeria T20 (2008, Murcia - Espanha ); Galeria Ybakatu Espaço de Arte (1997, 2001, 2005, Curitiba) e SESC Esquina (2003, Curitiba), e as exposições coletivas ‘Cine Lage’, mostra de vídeos, curadoria de Regina Melim, Parque Lage (2010, Rio de Janeiro); ‘O Estado da Arte’ - com curadoria de Artur Freitas e Maria José Justino, no Museu Oscar Niemeyer, (2010, Curitiba); ‘Programa Rumos Visuais 2005-2006’ / Itaú Cultural, com curadoria de Aracy Amaral, Cristiana Tejo, Luisa Duarte e Marisa Mokarzel (2006, Itaú Cultural, São Paulo, Paço Imperial-RJ e Casa das 11 Janelas, Belém); ‘Arte Brasileno de Hoy’ (2002, exposição itinerante nas cidades de Pamplona, Salamanca e Santander, na Espanha); ‘Arte Joven de Brasil’, Galeria Rafael Ortiz (2001, Sevilha, Espanha), além de exposições no Brasil e Alemanha com o grupo de artistas do Projeto Linha Imaginária (2003, Art Frankfurt - Project Curator'sChoice ; 2001, Museu de Arte de Santa Catarina; 2000, Museu de Arte de Belém).

Posted by Patricia Canetti at 2:07 PM

Beatriz Carneiro - Cortes na Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Beatriz Carneiro - Cortes, Mercedes Viegas, Rio de Janeiro, RJ - 09/05/2013 a 01/06/2013

A galeria Mercedes Viegas abre na próxima 4ª feira, dia 8 de maio de 2013, a exposição individual da artista visual Beatriz Carneiro, cortes, com a curadoria de Marcelo Campos.

As obras de Beatriz Carneiro selecionadas por Marcelo Campos, para a exposição cortes na galeria Mercedes Viegas tratam de experimentações poéticas diante da fisicalidade dos objetos. Em imagens fotográficas, esculturas e gravuras, a artista ativa o impacto diante de cores, texturas, impressões, evidenciando o corpo e seus fluidos, o sangue, a contrição da matéria, a calcinação. Diante das formas, nos familiarizamos. São pães, bolos, cadeiras, tapetes. O cotidiano. Domesticidades. Porém, os cortes tornam as imagens violentas, são sacrifícios, destruições, estados de alteração da matéria que a arte e a vida controlam, imputam, elaboraram.

Na exposição serão apresentadas 11 fotografias de tamanhos variados, 6 monotipias e uma serie de objetos, três maiores e os oito menores, sobre sua mesa de trabalho, também presente na exposição.

Beatriz nasce no Rio de Janeiro. Forma-se em artes visuais na HEAD Haute Ecole d’Art et Design Geneve. A artista transita pela instalação, pintura, gravura, escultura, fotografia e vídeo.

Posted by Patricia Canetti at 12:59 PM

abril 24, 2013

Toby Christian - The Tread and The Rise na Baró, São Paulo

Toby Christian - The Tread and The Rise, Baró Galeria, São Paulo, SP - 30/04/2013 a 25/05/2013

O britânico Toby Christian mora e trabalha em Londres e tem sido apontado como um talento promissor na cena da arte contemporânea britânica. Para criar as 50 peças que serão expostas em The Tread and The Rise, viveu por um mês no bairro da Barra Funda em São Paulo, como artista residente da Baró Galeria. Durante este período, Christian produziu intensamente esculturas compostas com resíduos de diversos materiais escritos, muitos de sua própria autoria. “Quando escrevo, penso como escultor. Para mim, a escrita é uma forma de escultura expandida. Reciclando meus escritos, faço com que esses textos influenciem minha escultura e se tornem parte dela. É uma reconstituição”, descreve.

A experiência de produzir em outro país influenciou o processo. “Há uma narrativa pessoal que inevitavelmente nasce com os trabalhos. Eu cheguei no Brasil sem infelizmente falar português e isso me aproximou de novas formas de utilização da linguagem. Por exemplo, o modo como a língua desconhecida soa me faz pensar de maneira diferente sobre letras e estruturas de linguagem.”

Feitas com um grande volume de restos de papel (em parte trazidos de Londres pelo artista) as novas peças de Christian tem textura de concreto, e se assemelham a maquetes arquitetônicas. A partir da analogia com fragmentos de tipografia, sugerem um desmantelamento da noção de palavra - pedaços de letras em relevo promovem uma reorganização de significados, convidando a ler o ilegível. O resultado é de uma elegância surpreendente, e a escolha pela montagem como instalação única, cuja organização tem como base a planta da casa do artista em Londres, interrompe e guia a visualização das obras.

Painéis feitos com giz, cordões, água, óleo e tinta cercam esta grande instalação. Esses trabalhos se originam de uma série de quadros-negros usados pelo artista em seu estúdio para escrever notas e rascunhos. São apresentados na exposição como restos apagados de anotações passadas. Uma animação baseada no título The Tread and The Rise exibe um luminoso amarelo piscando, acendendo-se e apagando-se para deixar algumas letras acesas e oferecer, desta forma, interpretações alternativas da frase proposta.

Posted by Patricia Canetti at 12:32 PM

Túlio Pinto - Ground na Baró, São Paulo

Túlio Pinto - Ground, Baró Galeria, São Paulo, SP - 30/04/2013 a 25/05/2013

Ground, nona exposição individual de Túlio Pinto, convida a uma experiência de interrupção da gravidade. O escultor recorre ao diálogo entre materiais de naturezas distintas para construir instantes de um equilíbrio pouco provável. Densidade e peso deparam-se com leveza e fragilidade em encontros quase abruptos, gerando instantes de inusitada harmonia.

Em seis novas peças, materiais como aço, vidro, areia e granito são combinados de maneiras diversas, nas quais se manifesta uma crescente tensão. A equação proporciona um mergulho em uma zona de iminência, na qual fragmentos de um conflito evidente entre forças são congelados. “São confrontos acessados a partir da experiência pessoal de quem os observa”, diz o artista.

O vidro, presente em quase todas as novas peças, empresta às mesmas um aguçado componente de leveza. “A transparência permite que tudo pareça mais leve do que é”, descreve Túlio, que emprega o vidro para criar "bases invisíveis" nos novos trabalhos, removendo deles uma dimensão e ampliando desta forma a percepção dos sentidos.

As peças de vidro soprado empregados na série Cumplicidade # 2 foram produzidas em uma tradicional fábrica de São Paulo pouco antes de a mesma fechar suas portas definitivamente. “É curioso que essas peças tenham sido a última atividade que aconteceu em um lugar com mais de cem anos de história e assim passem a carregar consigo não somente a poética do trabalho, mas também toda história de um lugar", observa.

Em cartaz até maio na Baró Galeria, Ground é uma metáfora de relações, cuidadosamente construída por Túlio Pinto. Ainda neste ano, o artista realiza em maio o projeto CEP - Corpo, Espaço e Percurso ( Rede Nacional Funarte) no estado do Rio Grande do Norte, e em julho expõe no Santander Cultural de Porto Alegre, com curadoria de Clarissa Diniz. Durante os meses de agosto, setembro e outubro deste ano realiza ainda residência no EAC (Espacio de Arte Contemporáneo) em Montevideo.

Posted by Patricia Canetti at 11:31 AM

abril 23, 2013

Nômade 2e1: Gabriela Noujaim no ateliê Coletivo 2e1, São Paulo

A artista residente da segunda edição do projeto é a carioca Gabriela Noujaim que, no período de 1 de abril a 24 de maio de 2013, dará continuidade a sua pesquisa sobre a obra As Fiandeiras, de Velazquez, com o objetivo de desenvolver instalação e gravuras. Ela será acompanhada pelos críticos e curadores Douglas de Freitas e Mario Gioia.

Durante a residência, o trio conversará com o público no dia 26 de abril sobre o primeiro mês de pesquisa e o projeto de execução/apresentação dos trabalhos em andamento. A exposição com os resultados da residência abrirá em 24 de maio, precedida de um segundo bate-papo com a artista.

Sobre o projeto

O projeto Nômade 2e1 consiste em residências artísticas de dois meses em nosso ateliê. As residências englobam a produção de exposições e bate-papos com o público sobre o processo de criação. Durante este período, o artista participante é acompanhado por dois profissionais (artistas, críticos, curadores), criando assim um espaço de intercâmbio e fortalecendo a produção de conhecimento.

Sobre o ateliê Coletivo 2e1

Nascido em 2010, nos encontros de grupo de estudos, então orientados por Carolina Paz em seu ateliê, o Coletivo 2e1 era uma ideia, um desejo. Sua vocação, desde o princípio, é a do convívio e a geração de conhecimento relacionados às artes visuais contemporâneas.

Em 2012, já em um espaço maior, foram realizados eventos expositivos chamados GetTogether onde vários artistas puderam experimentar suas ideias e compartilhar seus processos criativos.
Hoje, o espaço recebe artistas, críticos e curadores de diferentes cidades do Brasil e do mundo.

O Ateliê Coletivo 2e1 é um espaço de trabalho, ocupação, convivência e criação de conhecimento em artes visuais. Além da produção artística promove encontros, exposições e cursos.

Posted by Patricia Canetti at 12:16 PM

Felipe Barbosa nas Cavalariças e seleção de Ilda Santiago para o Cine Lage na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

Felipe Barbosa - Todo movimento é sempre circular, Escola de Artes Visuais do Parque Lage - Galeria Cavalariças , Rio de Janeiro, RJ - 27/04/2013 a 14/07/2013

Dia 26 de abril, sexta-feira, a partir das 19h, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage – vinculada à Secretaria de Estado de Cultura – abre a sua programação 2013 de exposições, nas Cavalariças, e exibe o primeiro Cine Lage do ano. A exposição Todo deslocamento é sempre circular, do artista Felipe Barbosa, apresenta trabalhos que partem de pequenos objetos resgatados do cotidiano e ressignificados.

Para desvelar novas abstrações, Felipe Barbosa, artista ‘colecionador e cartógrafo’, segundo a historiadora e crítica Marisa Flórido, aborda noções de movimento e repouso. A nova série apresentada na exposição parte de materiais como pneus, ferro soldado, pilhas recolhidas, entre outros.

Inaugurando a programação do Cine Lage, às 20h, haverá exibição de vídeos selecionados pela curadora convidada Ilda Santiago, diretora executiva do Festival do Rio. O Cine Lage é um programa de exibição de filmes e vídeos experimentais que a EAV faz a cada mês com o objetivo de promover o debate e a reflexão sobre essa produção. Com o programa, a EAV busca contribuir para a divulgação de obras exibidas ocasionalmente em exposições e festivais de cinema e que não entram em circuito comercial. A cada apresentação, um artista ou curador é convidado a selecionar e comentar filmes e vídeos que são exibidos em um telão, gratuitamente.

Ilda, que também é responsável pela aquisição de filmes para o selo Filmes do Estação, criou para este evento a mostra O íntimo e o exposto, e convida o médico psicanalista, doutor em Comunicação e Cultura, Marco Antonio Coutinho, para participar da discussão a partir da seleção de trechos de 6 documentários, abordando questões como a vida privada em exposição, o íntimo tornado público e banalizado no mundo contemporâneo.

No Salão Nobre, a EAV receberá o coletivo Desmapas, que lança o catálogo Entre-corpo, um registro de ações, jogos e performances realizados no último ano pelos artistas integrantes do coletivo: Gabriela Duvivier, Jaya Pravaz, Michel Groisman e Nadam Guerra. O catálogo será distribuído gratuitamente.

PROGRAMAÇÃO DO CINE LAGE

  • TARNATION – de Jonathan Caouette (2003/U.S.A.)
  • DIARIO DE UMA BUSCA – de Flávia Castro (2010/Brasil)
  • ELENA – de Petra Costa (2012/Brasil)
  • A ARTISTA PRESENTE – MARINA ABRAMOVIC – de Matthew Akers (2012/U.S.A.)
  • SOPHIE CALLE – de Victoria Clay Mendoza (2013/França)
  • OS DIARIOS DE PERLOV, de David Perlov (Israel)

SOBRE OS PARTICIPANTES

CAVALARIÇAS
Todo movimento é sempre circular

Felipe Barbosa é mestre em Linguagens Visuais e Bacharel em Pintura pela EBA|UFRJ. Procedência e Propriedade – curso intensivo de desenho, professor Charles Watson. Dynamic Encounters e Atelier preparatório – Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Realizou exposições individuais, tais como Estranha Economia (Paço Imperial, RJ, 2012), Carpe Dien Arte e Pesquisa (Lisboa, 2012), Bom de Bola (Centro Cultural Banco do Nordeste, Juazeiro do Norte, 2012), Matemática Imperfeita (Galeria Baró, São Paulo, 2011).

CINE LAGE
Curadora Ilda Santiago
Convidado Marco Antonio Coutinho

Ilda Santiago estudou cinema e jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Organizou retrospectivas de realizadores como Ingmar Bergman, François Truffaut, Louis Malle, Nelson Pereira dos Santos e Jean-Luc Godard. Hoje é responsável também pela aquisição de filmes para o selo Filmes do Estação, que soma mais de 300 títulos entre coleções de clássicos e produções contemporâneas.

Marco Antonio Coutinho é médico psiquiatra, doutor em Comunicação e Cultura. Professor do curso de Pós-Graduação em Psicanálise do Instituto de Psicologia da UERJ, fundador e Diretor do Corpo Freudiano Escola de Psicanálise Seção Rio de Janeiro. Membro da Associação de Psicanálise Insistance (Paris/Bruxelas), da Sociedade Internacional de História da Psiquiatria e da Psicanálise (SIHPP), da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro - APERJ. Autor de diversas obras e artigos publicados no Brasil, Canadá, Colômbia, França, Itália e México.

Posted by Patricia Canetti at 10:10 AM

abril 21, 2013

Programação do Cubo Reinventado no espanca!, Belo Horizonte

Warley Desali + Froiid K e Daniel Toledo, Paulo Nazareth e Marco Paulo Rolla irão ocupar a sede do teatro espanca! com intervenções artísticas

Curadoria de Inês Grosso e Marina Câmara

Cubo Reinventado, Teatro Espanca!, Belo Horizonte, MG - 23/04/2013 a 04/05/2013

PROGRAMAÇÃO

Com duração de três dias cada, este ciclo de acontecimentos efêmeros constrói diferentes situações que propõem reflexão e abertura sobre questões da arte e da vida. Num cenário distante dos espaços expositivos tradicionais, mas temporariamente convertido em cubo branco pela companhia espanca!, se questionam lugares neutros e idealistas, através da ocupação de um espaço em movimento.

Warley Desali + Froiid K e Daniel Toledo - Fardo de Araão
23/04 às 20h Abertura
24 e 25/04 de 12 às 18h Aberto para visitação
25/04 às 20h Leilão Piolho Nababo

Paulo Nazareth - Agudah
27/04 às 20h Abertura
29 e 30/04 de 12 às 18h Aberto para visitação

Marco Paulo Rolla - Volumetria
02/05 às 20h Abertura
03 e 04/05 de 12 às 18h Aberto para visitação
04/05 às 20h Performance

Posted by Patricia Canetti at 2:55 PM

abril 19, 2013

Claudia Bakker – Um encontro entre poetas e pintores na Anita Schwartz, Rio de Janeiro

Claudia Bakker - Um encontro entre poetas e pintores, Anita Schwartz Galeria, Rio de Janeiro, RJ - 25/04/2013 a 01/06/2013

Anita Schwartz Galeria de Arte apresenta, a partir de 24 de abril para convidados, e do dia seguinte para o público, a exposição “Claudia Bakker – Um encontro entre poetas e pintores”, com obras inéditas e recentes da artista carioca, feitas especialmente para esta exposição.

O grande espaço térreo da galeria abrigará cinco grandes obras da artista, compostas por vários elementos, como pinturas, fotografias e objetos, como instalações pictóricas que dialogam umas com as outras. Haverá, ainda, um filme.

Os trabalhos são resultados do processo criativo de Claudia Bakker, que documenta suas instalações efêmeras, e esses registros passam a servir de ponto de partida para outros trabalhos. Toda sua produção, portanto, tem um fio condutor ininterrupto. “Venho ao longo dos anos construindo trabalhos que discutem a relação entre o efêmero e o permanente, em obras que trazem questões sobre o tempo, a paisagem e o feminino”, ressalta.

Essas instalações, chamadas pela artista de “composições”, tem de seis a oito elementos cada uma. Para a artista, que busca um diálogo constante com a poesia, os nomes de seus trabalhos têm peso, e os que estarão na exposição se chamam “Pássaro vermelho”, “Bairro Chinês”, “Entre jardins e florestas” e “Silêncio”. As composições são para ela como “blocos de sensações poéticas”, uma busca da construção de poemas.

Um elo percorre os quatro trabalhos: em cada um deles estará uma fotografia de sua instalação "A Via Láctea" – em que despejou sobre uma fonte do Museu do Açude, em 1996, três mil litros de tinta branca, e algumas bolas de gás, além de um buquê de copos de leite. Sobre essas fotografias, Claudia Bakker fez, agora, interferências com pintura.

A natureza é outro elemento comum aos trabalhos, um universo constante para a artista. “Para mim a natureza é uma motivação poética”, afirma.

Além do branco, a cor vermelha está também sempre presente na produção da artista. Assim, em “Bairro Chinês”, ela pesquisou o tom preciso que sugerisse a laca chinesa, buscada na tinta acrílica com brilho. Da mesma cor está a caixa de madeira que conterá uma pintura – “como uma árvore abstrata” – feita com fios de bordar. Completam a exposição pinturas de árvores em cor marfim pintadas sobre fundo negro.

Na obra “Pássaro vermelho”, as telas são recobertas de tinta acrílica fosca, em tom de vermelho diverso, com sobreposições de tinta da mesma cor em forma de esfera, resultando em delicado alto relevo. A composição abrange ainda uma tela com pinturas de pássaros vermelhos em fundo amarelo.

“Entre jardins e florestas” traz sete elementos, entre eles telas pintadas em verde escuro fosco, em que duas delas recebem camadas de tinta brilhante, sugerindo umidade.

Na obra “Silêncio”, o livro “Um encontro entre poetas e pintores”, sobre o trabalho do artista italiano Lucio Fontana (1899-1968), é atravessado por diversos furos, e é o ponto central da composição que tem uma algumas telas, um objeto de parede e uma caixa.

FLORESTA VERMELHA

Com 24 círculos, cobertos de tinta vermelha, a instalação “Floresta vermelha” estará em uma das paredes do salão principal. O filme “A Via Láctea”, de 16 mm, que registra a instalação feita em 1996, também estará na exposição.

SOBRE A ARTISTA

Claudia Bakker é uma artista plástica carioca, e vem participando desde 1994 de exposições coletivas e individuais. Conhecida por suas grandes instalações com maçãs, com trabalhos que discutem o efêmero e o permanente, Claudia realiza instalações em grandes escalas como com as 1.300 maçãs colocadas no Palácio Gustavo Capanema, no Projeto Macunaíma, da Funarte, em1998; os 3.000 litros de tinta branca no Museu do Açude, em 1996, e no MAM Rio, na exposição “Novas Aquisições”, com um armário de 3m x 3m, com 1.050 maçãs, em 2012.

Para citar algumas exposições individuais mais recentes: “Limites do objeto”, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, 2013; “O Tempo de Todos Nós”, em 2012, no Museu Nacional Soares dos Reis e no Espaço T., em Portugal; “A partir da Primavera Nocturna”, em 2008, na Galeria Graça Brandão, em Portugal; e coletivas: “A Primeira do Ano”, na Anita Schwartz Galeria 2012; “Arquivo em aberto: Sérgio Porto 83-97” no Centro Cultural Sérgio Porto, 2012; “6B Desenho Contemporâneo Brasileiro”, no Centro Cultural da Justiça Federal e “Novas aquisições 2010-2012”, no MAM Rio, (chamo silêncio à linguagem-que-já-não-é-orgão-de-nada)…” no Espaço T/Quase Galeria, Porto, Portugal, “Jogos de Guerra”, no Centro Cultural da Caixa Econômica, em 2011, “Projeções”, no Winzavod Center of Contemporary art-Moscow, na Rússia, em 2008; Estados de metáforas, com Primavera Noturna, Projeto Respiração, Fundação Eva Klabin, 2007.

Claudia Bakker possui obras em coleções públicas e particulares, como o MAM Rio, MACS/Sorocaba, SP entre outras.

Posted by Patricia Canetti at 11:12 AM

abril 17, 2013

Casa Daros realiza o programa Meridianos/Colômbia

Com dois encontros em abril, a Casa Daros retoma a série de conversas abertas ao público, com artistas integrantes da exposição “Cantos Cuentos Colombianos”

Cantos Cuentos Colombianos, Casa Daros, Rio de Janeiro, RJ - 24/03/2013 a 08/09/2013

Meridianos/Colômbia: María Fernando Cardoso: “Projeto MOCO – Museus dos Órgãos Copulatórios”, Casa Daros - Auditório, 18 de abril de 2013, das 16h às 18h

A Casa Daros apresenta a partir do dia 18 de abril de 2013, o programa Meridianos/Colômbia, com conversas abertas ao público com artistas que integram a exposição “Cantos Cuentos Colombiano”. Realizado pela primeira vez ao longo de 2011, quando reuniu duplas de artistas de diferentes gerações e países em cinco encontros gratuitos, o programa Meridianos busca dar voz ao artista e aproximar seu processo criativo, e sua trajetória, do público.

A segunda edição do programa se chama Meridianos/Colômbia, e abre com a artista María Fernanda Cardoso, nascida em 1963, em Bogotá, e que vive em Sydney, Australia. Presente na exposição inaugural da Casa Daros com quatro obras, em que utiliza ossos de boi ou insetos dessecados, como grilos, moscas e lagartixas, María Fernanda utiliza os materiais como parte conceitual de seus trabalhos.

A artista irá abordar o uso dos materiais que escolhe, e ainda o projeto Museu de Órgãos Copulatórios, pesquisa que desenvolve sobre a forma e dimensões dos genitais dos insetos, com fotografias e modelos 3D sob o título “Não é o tamanho que importa, mas a forma”. Ela conta que quando menina queria ser cientista, “um gênio, inventar coisas”, e seu pai a levava a exposições científicas.

O próximo Meridianos/Colômbia será com o artista Rosemberg Sandoval, no dia 25 de abril de 2013, das 16h às 18h. O tema da conversa será “A História da arte por Rosemberg Sandoval”. No dia 27 de abril, às 18h, ele fará sua performance “Rosa-Rosa”, que está, em vídeo, na exposição “Cantos Cuentos Colombianos”.

TERRITÓRIO COLÔMBIA

Eugenio Valdés Figueroa, diretor de arte e educação da Casa Daros e curador de Meridianos/Colômbia, explica que nesta segunda edição do programa o território Colômbia se destaca não para “etiquetar” uma maneira “nacional” de produzir e de entender a arte, “mas para trazer uma reflexão acerca da repercussão de um contexto, uma circunstância, e uma história cultural sobre a cosmovisão e os pontos de vista, desde como os colombianos falam entre si e de como falam com o mundo”. “Meridianos/Colômbia versará, também, sobre a diferença e a singularidade de quem escuta”, ressalta.

PRÓXIMOS MERIDIANOS/COLÔMBIA

Estão previstas conversas dentro do Meridianos/Colômbia dos artistas Juan Manuel Echavarría, Oswaldo Maciá, José Alejandro Restrepo e Fernando Arias, em datas a serem definidas.

PROGRAMA DE REFLEXÃO E MEMÓRIA

Como em sua primeira edição, as conversas e eventos do programa Meridianos/Colômbia serão registrados em vídeo, fotografia e áudio, a serem posteriormente incluídos em publicações impressas e digitais, com objetivos de pesquisa e educativos.

MERIDIANOS

O nome “Meridianos” foi retirado de uma fala do venezuelano Carlos Cruz-Diez durante uma mesa-redonda em 2008, em Zurique, por ocasião da exposição “Face to Face”, no espaço de exibição que a Daros Latinamerica à época. Ele explicava sua decisão de deixar sua cidade para viver e trabalhar em Paris na década de 1960, pois lá era a “cidade pela qual passava um dos meridianos da arte e da experimentação”.

“Desde então pensamos em realizar algo a partir dessa afirmação”, conta Isabella Nunes, diretora geral da Casa Daros. Ela e Eugenio Valdés ressaltam que a própria Daros Latinamerica pode ser percebida dentro deste parâmetro de cruzamento de meridianos, “já que se trata de uma coleção de arte da América Latina baseada na Suíça, com um programa para o continente a partir do Rio de Janeiro”.

Eugenio Valdés destaca que “apesar de as noções de tempo e espaço se colocarem no foco dos diálogos propiciados, nos interessou também separar o aspecto geográfico para identificar uma dimensão pessoal e única dos ‘meridianos’ de cada artista”.

Na primeira edição do programa Meridianos, estiveram reunidos as duplas de artistas Carlos Cruz-Diez [1923, Caracas], Waltercio Caldas [1946, Rio], Teresa Serrano [1936, México], Lenora de Barros [1953, São Paulo], Gonzalo Diaz [1947, Santiago do Chile], José Damasceno [1968, Rio de Janeiro], Leandro Erlich [1973, Buenos Aires], Vik Muniz [1961, São Paulo], Julio Le Parc [1928, Mendoza, Argentina] e Iole Freitas [1945, Belo Horizonte].

MARÍA FERNANDA CARDOSO

Nasceu em 1963, em Bogotá, vive e trabalha em Sydney, Austrália. Cardoso não tem medo de animais mortos. Ela dedicou sua arte à fauna: trabalha com animais como os existentes nos mitos pré-colombianos, ou aqueles que desde a infância a acompanham, alguns banais e outros mais fascinantes: borboletas, lagartixas, cobras, gafanhotos, pulgas, moscas, rãs ou piranhas. Ossos de boi polidos, que em tempos coloniais, por falta de mármore, eram usados para pavimentar as calçadas das casas senhoriais, se transformam pelas suas mãos em pequenos punhos erguidos de aspecto extravagante. Em seus arranjos minimalistas, os cadáveres de animais são transformados em quadros ornamentais muito variados que produzem efeito contundente pela sua palpável autenticidade. Estas obras curiosas são absurdas e surreais e às vezes repelentes, exigem mudanças na percepção, mas ao mesmo tempo nos fascinam e atraem. A força dos objetos animais de Maria Fernanda deriva do fato de que escapam completamente do contexto dominante. Eles são "artefatos naturais": este antagonismo implícito provoca uma invariável inquietação no espectador.

Posted by Patricia Canetti at 7:34 PM

abril 12, 2013

Lançamento do livro Conversas com Curadores e Críticos de Arte na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

O livro "Conversas com Curadores e Críticos de Arte" - Editora Circuito, com 365 p. - investiga a atuação dos jovens profissionais da área no Brasil. Organizado pelo escritor Renato Rezende e pelo historiador e crítico Guilherme Bueno, a edição tem patrocínio do Governo do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura RJ – Edital Artes Visuais 2011

O livro resulta de uma série de entrevistas feitas pelos autores com 14 jovens curadores e críticos de arte (a maioria nascida na década de 1970): Carlos Cassundé, Cauê Alves, Clarissa Diniz, Cristiana Tejo, Daniela Labra, Felipe Scovino, Fernanda Lopes, Gabriela Kremer Motta, Janaína Melo, Luisa Duarte, Marcelo Campos, Marisa Flórido, Orlando Maneschy e Sergio Martins.

A edição será lançada pela Editora Circuito, no dia 17 de abril, às 19h, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. O projeto foi feito com patrocínio do Governo do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura – Rio de Janeiro – Edital Artes Visuais 2011. No lançamento, haverá um debate com Renato Rezende, Guilherme Bueno e as críticas de arte Glória Ferreira e Clarissa Diniz.

A ideia dos organizadores foi mostrar que existe um pensamento articulado e original na arte contemporânea, refutando os clichês da ausência de critérios ou de vale-tudo. Outro objetivo foi discutir com os entrevistados o significado de uma década (ou quase) de atuação, tanto do ponto e vista pessoal com suas convicções e dúvidas, quanto das transformações do cenário artístico. Com informações fundamentais para artistas e estudiosos de arte contemporânea, o livro insere-se como material primário para a compreensão da prática crítica e curatorial recentes.

Críticos de arte entrevistados:
Carlos (Bitu) Cassundé (Várzea Alegre, CE, 1976)
Cauê Alves (São Paulo, 1977)
Clarissa Diniz (Recife, 1985)
Cristiana Tejo (Recife, 1977)
Daniela Labra (Santiago do Chile, 1974)
Felipe Scovino (Rio de Janeiro, 1978)
Fernanda Lopes (Rio de Janeiro, 1979)
Gabriela Kremer Motta (Pelotas, 1975)
Janaína Melo (Belo Horizonte, 1974)
Luisa Duarte (Rio de Janeiro, 1979)
Marcelo Campos (Rio de Janeiro, 1972)
Marisa Flórido (Rio de Janeiro, 1962)
Orlando Maneschy (Belém, 1968)
Sergio Martins (Rio de Janeiro, 1975)

SOBRE OS AUTORES

Guilherme Bueno é historiador e crítico de arte, leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e no Instituto de Artes da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Doutor em artes visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi professor colaborador da Escola de Belas Artes da instituição (EBA/UFRJ) e membro da equipe editorial da revista Arte & Ensaios. Dirigiu a Divisão de Teoria e Pesquisa do Museu de Arte Contemporânea de Niterói e integrou diversas comissões de júri da Funarte e de outras instituições no Brasil. Com artigos e ensaios sobre arte moderna e contemporânea brasileira e internacional publicados em variadas revistas, livros e catálogos, é autor do catálogo Mapa de agora: a recente arte brasileira na coleção João Sattamini (Instituto Tomie Othake, 2002) e co-autor, com Franz Manata, do CD-Rom Cronologia da arte brasileira, século 20 (Funarte, 2005).

Renato Rezende é mestre em Arte e Cultura Contemporânea pelo Instituto de Artes da UERJ, autor de Ímpar (Lamparina, 2005, Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Fundação Biblioteca Nacional), Guilherme Zarvos por Renato Rezende (Coleção Ciranda da Poesia, EDUERJ, 2010), Coletivos (com Felipe Scovino, Circuito, 2010), No contemporâneo: arte e escritura expandidas (com Roberto Corrêa dos Santos, Circuito/FAPERJ, 2011) e Experiência e arte contemporânea (organizado com Ana Kiffer e Christophe Bident, Circuito/CAPES, 2012). Entre suas principais realizações como artista visual estão o projeto MY HEART, em parceira com Dirk Vollenbroich, montado na Fundação Baldreit, em BadenBaden, Alemanha, em 2010, e no Instituto Oi Futuro em janeiro 2011; e o poema visual Eu posso perfeitamente mastigar abelhas vivas (Oi Futuro, Ipanema, Rio de Janeiro, maio-julho 2010). Em 2012 foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais.

Posted by Patricia Canetti at 2:52 PM

Christopher Makos - Lady Warhol no MAM, São Paulo

Amigo pessoal de Andy Warhol, o fotógrafo norte-americano Christopher Makos exibe no MAM de São Paulo seleção de fotos do ícone pop caracterizado como mulher a partir do dia 16 de abril

Exposição Lady Warhol traz 50 fotos da série Imagem alterada, inspirada nos retratos feitos por Man Ray de Rrose Selavy, personagem feminina interpretada por Marcel Duchamp, com curadoria da mostra é da produtora espanhola La Fabrica

Christopher Makos - Lady Warhol, Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM SP, São Paulo - 17/04/2013 a 23/06/2013

Quais limites separam a figura feminina da masculina? Essa pergunta, que abriga em seu interior um universo de inferências a respeito da divisão de gêneros e de identidade sexual, é o cerne das fotos da série Imagemalterada, que o fotógrafo norte-americano Christopher Makos clicou usando como modelo seu amigo e cocriador do projeto, o ícone pop Andy Warhol. Pela primeira vez no Brasil, 50 imagens da série serão exibidas na mostra itinerante Lady Warhol, que o Museu de Arte Moderna de São Paulo recebe a partir do dia 16 de abril (terça-feira), às 20h, com a presença de Makos e curadoria da produtora espanhola La Fabrica, que organizou a mostra em colaboração com o MAM e é a responsável pelo festival PHotoEspaña.

No início dos anos 1970, o fotógrafo, então um iniciante egresso de Los Angeles, conheceu Andy Warhol na abertura da retrospectiva do último no Whitney Museum, e tornaram-se amigos. Um grande admirador da fotografia, o próprio Warhol flertou com esse suporte em retratos de celebridades e de seus amigos em Polaroid. No início dos anos 1980, quando Makos já não era mais novato e já tinha seu nome consolidado como fotógrafo, inclusive de moda, ele e Warhol resolveram fazer um projeto juntos.

A inspiração veio das fotos de autoria de Man Ray (de quem Makos foi assistente no fim dos anos 70), em que Marcel Duchampsurgia caracterizado como o personagem feminino “RroseSelavy (cuja duplicidade no “r” inicial sugere pronúncia que evoca a palavra “hereuse”, “feliz” em francês), mas Makos não queria apenas emular a experiência de seus antecessores no início do século 20. “Eu tinha claro que a obra que realiaríamos juntos devia explorar nossas referências culturais em lugar de limitar-se a calcar a experiência RroseSelavy criada 60 anos antes” afirma ele. “Me perguntava como faria para transitar pela linha estreita que separa a usurpação que supõe a citação da criatividade que implica inspirar-se na obra de outro artista”.

A forma encontrada para resolver esse dilema foi buscar na forma um diferencial na composição dos ensaios e, no conteúdo, trazer questões presentes no tempo dos próprios autores. Tendo trabalhado com o próprio autor do original, Man Ray, Makos muitas vezes se pergunta como Man Ray indicaria a ele que resolvesse um determinado problema na realização de um projeto. “E foi dessa forma que compreendi como devia executar o projeto com Andy”, explica. Em contraponto ao clima noirdas imagens de seus antecessores, o norte-americano optou por trazer às fotos uma claridade que realçasse a brancura da pele já muito branca de Warhol. Segundo Makos, “[...] Andy era a pessoa mais branca que eu tinha conhecido”.

Na escolha do figurino para as imagens, evidenciou-se o caráter de dubiedade de gêneros e de um estilo inconformista e alternativo que contrastava com o modo de vida yuppie da época. Foram utilizadas oito perucas e Andy Warhol foi maquiado como as modelos de então. Mas no corpo, o que se vê são suas roupas usuais de trabalho: camisa branca, gravata, jeans. Na pose, duas atitudes distintas: o olhar perdido no horizonte das mulheres ricas que pediam a Warhol que as retratasse; e fotos “com glamour”, como modelos de passarela, com uma maquiagem elaboradíssima.

Para sintetizar a relevância de Lady Warhol ainda hoje, Makos diz: “se levamos em conta o estado emocional da cultura no mundo, as fotos de Identidade alterada, criadas em 1981, seguem dialogando de maneira eloquente com o público contemporâneo. A mim, me trazem à memória Man Ray, que foi minha grande inspiração, e Andy Warhol, que foi meu melhor modelo e amigo”.

Sobre o artista

Christopher Makos,fotógrafonorte-americano, nasceu em Lowell (Massachusetts), mas cresceu na Califórnia. Desde o início dos anos 1970, tem trabalhado no desenvolvimento de um estilo de fotojornalismo gráfico. Seus retratos de anônimos frequentadores de clubes noturnos e dos expoentes do pré-punk, do glam rock e do punk propriamente (reunidos em livros como “White Trash”, sucesso publicado em 1977) capturaram a essência do período com um estilo cru e direto. Amigo de Andy Warhol, Keith Harring e Jean-Michel Basquiat, consagrou-se como um dos nomes-chave da fotografia dos anos 1980, atuando para revistas como Interview, Rolling Stone, Houseand Garden, Connoisseur, Esquire, People e New York Magazine. Entre seus retratados, figuram Elizabeth Taylor, Salvador Dalí, John Lennon e Mick Jagger; e suas fotos foram expostas em instituições como Guggenheim de Bilbao, Whitney Museum (NY), IVAM (Valencia), além de o Museu Nacional Reina Sofía (Madri) ter comprado um dos retratos de Andy Warhol feitos por ele para seu acervo. Além de “White Trash”; publicou “Warhol: a personalphotographicmemory” (1989), “Makosmen: sewnphotos” (1996) e “Makos” (1997).

Posted by Patricia Canetti at 2:13 PM

Alex Vallauri no MAM, São Paulo

Trajetória do precursor da arte de rua no país é enfocada na exposição Alex Vallauri: São Paulo e Nova York como suporte, que tem abertura no MAM em 16 de abril

Curadoria de João Spinelli inclui obras em técnicas e suportes tradicionais que mostram a evolução do artista até o grafite, a arte postal e a fotocópia

Alex Vallauri - São Paulo e Nova York como suporte, Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM SP, São Paulo - 17/04/2013 a 23/06/2013

Irreverente, ousado e precursor, Alex Vallauri é tema da retrospectiva que o Museu de Arte Moderna de São Paulo abre em sua Grande Sala no dia 16 de abril, a partir das 20h. Com curadoria de João Spinelli, a mostra Alex Vallauri: São Paulo e Nova York como suporte explora em cerca de 170 obras em técnicas e suportes variados as diversas facetas do “enfant terrible” da arte dos anos 1970-80, que revolucionou a cena brasileira como um dos primeiros artistas do país a transferir a maestria visual para os muros, principalmente em São Paulo e Nova York.

O patrocínio da mostra Alex Vallauri: São Paulo e Nova York como suporte é da Sabesp.

Vallauri, nascido Alessandro Marco Vallauri em 1949, na cidade etíope de Asmara, teve uma carreira tão brilhante quanto meteórica, interrompida por sua morte precoce, aos 37 anos, em São Paulo. Nesse pouco tempo, teve um trabalho de grafite sobre embalagens de presentes elogiado por Andy Warhol; foi mencionado como um dos grandes nomes da arte de seu tempo pelo historiador de arte Edward Lucie-Smith, um dos mais influentes do século 20; participou de quatro Bienais de São Paulo (e não cinco porque perdeu o prazo para enviar obras para uma delas quando estava em NY); foi selecionado para a exposição Arte fantástica na América Latina pelo Indianapolis Museum; e teve seus livros de artista incluídos no acervo da Biblioteca Nacional de Washington.

Tudo aconteceu muito rápido na vida do determinado Vallauri, que segundo Spinelli, “contagiava a todos com sua energia e sua criatividade, fazia muitas amizades, como Keith Harring e Jean-Michel Basquiat (com quem grafitou ruas de NY), por exemplo”. Iniciou seus estudos em artes aos 14 anos na Associación Estimulo de Bellas Artes de Buenos Aires, onde a família morou até mudar-se para Santos em 1964. Assumiu o Brasil como seu país, naturalizando-se brasileiro.

De seu ingresso no curso de Comunicação Visual da Faculdade de Artes Plásticas da Faap (onde conheceu Spinelli, de quem se tornou amigo para toda a vida) à primeira participação como artista em uma Bienal, não se passaram nem cinco anos: “em 1968 ingressamos na faculdade; no ano seguinte, 1969, Vallauri foi monitor na Bienal de São Paulo; em 1971, ele já foi incluído na seleção de artistas da Bienal, em uma sala dedicada à gravura, ao lado de nomes consagrados. Ele tinha apenas 22 anos e já era reconhecido como um gravurista de técnica apurada”, conta João Spinelli. Tanto que em uma viagem que fez à Europa entre 1975-76 para aprimorar-se na técnica, foi estagiar no Litho Art Center, de Estocolmo, e acabou por ser convidado a trabalhar lá.

A transição das gravuras, que gradativamente ganharam uma temática kitsch, para os muros de São Paulo e, posteriormente, Nova York, foi uma consequência da inquietude e da necessidade de inovação presentes no trabalho e na personalidade do artista. Partindo das estampas da Santa Ceia em camisetas para as botas, luvas e o Mandrake que saía da própria cartola, Vallauri criou um universo colorido que fazia uma crítica bem-humorada e sutil do sonho da classe média, de costumes e de valores mediados pelo consumo e marcados pelo fetichismo dos anos 1970 e 80.

Mas os muros seriam pouco para ele, que grafitou também objetos como cadeiras, televisões e até um secador de cabelo um bidê e uma lixeira, que faziam parte de sua instalação “A rainha do frango assado” e estarão na mostra. Como muitos colecionadores queriam trabalhos de Vallauri, mas não queriam fixa-los diretamente em suas paredes, o artista criou a técnica de grafite em placas de PVC cortadas posteriormente no formato do desenho. Muitos desses exemplares, como a “Panterete”, o “Caranguejo” e um “Coração”, integram a exposição.

O grafite não foi a única forma precursora de arte encontrada por Alex Vallauri. Utilizando a fotocópia (xerox) colorida em tiragens limitadas e assinadas, ele criou livros de artista que muitas vezes traziam registros de seus trabalhos em fotos tiradas por ele mesmo. Cerca de 15 dessas cópias assinadas figuram na mostra, como também uma série de fotos tiradas por Vallauri de uma ação de grafitagem sobre carros nas ruas de NY, pela primeira vez exibidas em uma exposição. Arte postal e carimbos, todos devidamente representados entre os objetos em exposição no MAM, também foram meios de produção de Vallauri. O Educativo do MAM terá réplicas de um dos carimbos criados pelo artista para desenvolver atividades nas visitas mediadas com alunos de escolas públicas e privadas.

O curador já havia escrito um livro sobre a obra do artista, Alex Vallauri – Grafitti, mas fez questão de começar do zero a pesquisa para a mostra. “Não queria repetir a pesquisa, queria material novo, e consegui muita coisa que não está no livro, para fazer uma exposição dinâmica”, diz Spinelli. Assim, além de instalações, objetos, livros de artista, matrizes de suas gravuras iniciais, carimbos, xerox assinadas, grafites em PVC e fotos, vídeos com registros de grafitagens e imagens da vida e da obra de Vallauri completam o material em exibição.

A expografia é de Felipe Tassara e de Daniela Thomas. Para evidenciar o caráter transgressor e humorado de Alex Vallauri, a proposta do curador aos cenógrafos foi a de fazer uma retrospectiva ao contrário: “pedi a eles que começassem pela produção final e fossem regredindo até os primeiros trabalhos de Vallauri”. Dessa forma, o público faz um percurso que vai de suas obras icônicas até facetas menos conhecidas desse que foi um dos artistas mais irrequietos e inventivos do Brasil.

Sobre o curador

João Spinelli é historiador e crítico de arte, com doutorado pela USP e livre docência pela UNESP. Além de curadorias independentes, foi curador do acervo de arte do Palácio Campos Elíseos (1992-1995) e do acervo de artes plásticas da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (1986-1992). Coordenou o programa de pós-graduação em artes da UNESP entre 1996 e 1999. É membro da Association Internationale des Critiques d’Art da UNESCO, da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. Entre os livros de sua autoria, destacam-se Alex Vallauri – Grafitti (Bei Editora, São Paulo, 2011); Carelli (Bei Editora, São Paulo, 2011); Informelle Kunst in Südamerika (Ed. Museu mam Ostwall, Dortumund, Alemanha, 2002); e Arte Pública – Apontamentos e reflexões (Editora Unesp, São Paulo, 1999).

Posted by Patricia Canetti at 1:02 PM

Artur Fidalgo oferece dose tripla: Hildebrando de Castro, Franz Manata & Saulo Laudares e Julia Debasse, Rio de Janeiro

Hildebrando de Castro, Artur Fidalgo Galeria, Rio de Janeiro - 19/04/2013 a 11/05/2013

Leia também o texto de Fernando Gerheim

Com abertura marcada para o dia 18 de abril, Artur Fildalgo apresenta na galeria o artista Hildebrando de Castro com seus quebra-sóis arquiteturais, no Armazém Fidalgo convida o público para contar estrelas com a dupla Saulo Laudares & Franz Manata e no mural encontrado por Julia Debasse, deixa a artista recontar a sua história particular do descobrimento do Brasil. Começa a temporada de luzes, invenções e visões em Copacabana.

Em sua fase recente, Hildebrando tem explorado em suas pinturas as fachadas das construções modernistas, revelando dentro da geometria, um diálogo entre abstração e figuração. Hildebrando descobre nesse caminho a poesia do Palácio de Capanema, do Copan e de Brasília, tirando o pó daquilo que nossos olhos já não estão acostumados a notar. "Fiquei muito impressionado com as linhas e a luz intensa projetada no prédio do anexo da Câmara dos Deputados. Era o único virado de frente para a Esplanada, com a fachada toda de brise-soleil em matizes de ocre. Pra mim, era como estar a frente de uma sinfonia infinita de composições que se modificavam a cada abrir e fechar das lâminas do brise", conta como tudo começou. "Comecei a fotografar compulsivamente aquele prédio em todos os ângulos possíveis. Guardei essas imagens por dois anos para pensar exatamente o que poderia ser feito".

Autodidata, a base de seu caminho sempre foi o desenho. Hildebrando pesquisou a perfeição na pintura clássica e moderna e os resultados se deram através de horas e horas de solitária dedicação à pintura. "A luz é fundamental em toda a minha obra. Ela é, na verdade, o grande elo de ligação na minha trajetória. Antes ela servia para dramatizar e recortar a cena, agora a utilizo como multiplicadora de formas", conta. Em um convite para um mergulho na cidade, Hildebrando pesca o olhar do visitante revelando a beleza e harmonia do que à primeira vista parecia somente um elemento arquitetônico funcional. A exposição fica em cartaz até 11 de maio, na Artur Fidalgo galeria, em Copacabana.

EM CARTAZ: FRANZ MANATA | SAULO LAUDARES
No Armazém Fidalgo, a dupla Franz Manata e Saulo Laudares comemora 16 anos de parceria. Tudo aqui será uma surpresa! Vamos ver estrelas... Abre-se a cortina, primeiro sinal. Luzes sobem para revelar a dupla que dá continuidade à estratégia de institucionalização do trabalho iniciada com a exposição individual na Casa de Cultura Laura Alvim no ano passado. Segundo sinal. Em silêncio, o cenário é revelado partindo do desafio de ocupar a vitrine e a fachada do Armazém Fidalgo. Terceiro sinal, a dupla entra em cena. Os artistas propõem um site specific que reforça o caráter do local em que o projeto está inserido um shopping com galerias, antiquários e teatro. Um cartaz instalado na vitrine do armazém, contendo a foto da dupla, evidencia o ato de “se expor” e, ao mesmo tempo, coloca os artistas no centro da questão.

JULIA DEBASSE E A FORMAÇÃO DO BRASIL
Em "A Primeira Comitiva", Julia Debasse cria narrativas imaginárias para contar a formação do
Brasil, com figuras e animais que, de alguma forma, se infiltraram no imaginário do brasileiro, aqui usados de forma livre e pessoal. Esse panteão nacional se ergue de maneira despojada, livre da sua pesada carga histórica, querendo existir no presente não só como um efeito do passado, mas como algo que respira e caminha entre nós. As pinturas utilizam personagens reais para traçar uma espécie de romance histórico: João Cândido e o Bispo do Rosário servem juntos na Marinha, um lobo guará e um Fila Brasileiro se encontram "pela primeira vez na história deste país", em um lugar longe dos nossos olhos, a herança guarani coroa o homem que a ignora enquanto um sabiá-laranjeira descansa sobre a cabeça de Joaquim Nabuco. A pintura de Julia utiliza um conhecimento histórico de uma forma emotiva, por vezes quase singela e, como uma bandeira, "A Primeira Comitiva" desbrava os rincões imaginários de um Brasil real.

CURRÍCULO

Hildebrando de Castro
Olinda, 1957
Vive e trabalha em São Paulo

Exposições Individuais

2013 CAIXA cultural, Rio de Janeiro
2013 CAIXA cultural, Brasília
2013 Artur Fidalgo galeria, Rio de Janeiro
2013 Galeria Oscar Cruz, São Paulo
2012 Referencia Galeria, Brasília
2011 Amparo 60 Galeria de Arte, Recife
2011 Galeria Oscar Cruz, São Paulo
2010 Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro
2008 Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro
2006 Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro
2005 Léo Bahia Arte Contemporânea, Belo Horizonte
2004 Casa Triângulo, São Paulo
2003 Faygold Gallery, Atlanta, USA.
2001 Casa Triângulo, São Paulo,
1998 Paço Imperial, Rio de Janeiro
1997 Galeria Camargo Vilaça, São Paulo
1996 Earl McGrath Gallery, New York, USA.
1995 Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro
1994 Galeria Camargo Vilaça, São Paulo

Exposições Coletivas

2012 espelho refletido, Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, Rio de Janeiro
2009 Grau Zero, Paço das Artes, São Paulo
Galeria Fernando Padilha, Madrid, Spain
2007 Casa de Espanha, Rosari, Argentina
2006 Galeria Leo Bahia, Belo Horizonte
Galeria Thomas Cohn, Rio de Janeiro
Palácio das Artes, Belo Horizonte
2005 Galeria Thomas Cohn, São Paulo
2004 Leo Bahia, Belo Horizonte
2003 Subversão dos Meios, curadoria Maria Alice Milliet, Itaú Cultural, São
Paulo
Casa Triângulo, São Paulo
2000 Desenhos, Galeria Camargo Vilaça, São Paulo

Posted by Patricia Canetti at 11:17 AM

Fabio Magalhães e Ivana Vollaro na Laura Marsiaj, Rio de Janeiro

Fabio Magalhães - Retratos Íntimos, Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro - 17/04/2013 a 23/05/2013

Ivana Vollaro, Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro - 17/04/2013 a 23/05/2013

O artista visual baiano Fabio Magalhães inicia seu processo criativo com a elaboração de uma cena para atender a um ato fotográfico que termina em pintura. Ele trabalha a partir da própria imagem: “A fotografia é processual, as imagens são criadas para serem pinturas. Depois que os quadros estão prontos, eu as destruo!”, conta o artista. Fábio foca em uma persistência poética da pintura auto referencial, buscando ressaltar condições inconcebíveis de serem retratadas senão por meio de artifícios e distorções da realidade.

A série inédita “Retratos Íntimos”, que será apresentada na Galeria Laura Marsiaj a partir do dia 16 de abril, é composta por 8 pinturas (óleo sobre tela) em grande formato.

Para esta série “Retratos íntimos”, Fabio produz uma analogia aos sentimentos íntimos. Para construir essas metáforas visuais ele usa traqueias, línguas, carnes e vísceras. Num segundo momento amplia ou reduz as proporções para atingir seus objetivos. Em suas estratégias para elaboração das situações, algumas vezes, utiliza-se do próprio corpo enquanto imagem ou elementos do mesmo, como o sangue coletado para compor a tela em anexo. Fabio utiliza desse artifício para compor tal metáfora onde o corpo é a anatomia e o sangue ilustra a obra através de seu vermelho vibrante.

A exposição resulta numa pintura contemporânea que utiliza recursos diversos para construir e apresentar ao público um trabalho que impressiona pelo impacto visual. Fábio Magalhães afirma que a inspiração para esta nova exposição é proveniente das suas observações do cotidiano. “São coisas corriqueiras do dia-a-dia, que arrasto para o universo da arte, onde são metaforicamente transformados em imagens, as quais consigo materializar em pintura” relata o artista. Acrescenta: “Em um jogo de metáforas visuais em que adentro a pele e exponho o íntimo, configura-se uma atmosfera de situações que talvez possa informar algo que escapa do nosso entendimento lógico, pois reinam num terreno das sensações”. Assim, Fabio cria, em óleo sobre tela, um espaço para representar a coexistência de outras realidades.

Nascido na cidade de Tanque Novo, a 662 km de Salvador, Fábio veio para a capital baiana estudar, e em 2001 ingressou na Escola de Belas Artes da UFBA, momento que aproveitou para experimentar várias técnicas até entender e perceber que a pintura seria a sua companheira de trabalho.

Fabio foi um dos 45 artistas selecionados pelo Itaú Cultural no Programa Rumos (2011/13), onde 1770 estavam inscritos.

Espaço Anexo:

O espaço Anexo da Galeria Laura Marsiaj vai surpreender os convidados. A artista argentina Ivana Vollaro transformará o lugar em uma Sala Vip, que convidará o público para passar por uma experiência clássica na rotina da vida cultural carioca. A instalação coloca em questão os espaços auto denominados exclusivos dentro de uma sociedade estratificada que cria códigos determinados, como pulseiras de todos os graus do vip e comportamentos que lidam com o super ego do indivíduo. Ivana coloca em debate o que significa estar dentro ou fora de um mesmo espaço subdividido. “Como nos movemos dentro desses espaços, por vezes delimitados por uma só simples corda? Este trabalho fala sobre o absurdo dessas situações e reflete sobre a logística de ingresso e as formas de acesso a espaços tão limitados quanto desejados”, conta a artista. Cada visitante receberá uma pulseira (tem dourada e prateada), passará por seguranças e viverá todo o circuito de um "vip". A surpresa virá quando chegar dentro do espaço.

Sala Vip é a segunda exposição individual da artista na Galeria Laura Marsiaj e a quarta no Brasil. Em 2003 Ivana recebeu a Bolsa Antorchas para estudos no exterior e se mudou para São Paulo onde viveu até 2005. Já expôs em diversas galerias brasileiras, como no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, além de mostras realizadas pela Argentina e Canadá.

Posted by Patricia Canetti at 9:37 AM

abril 10, 2013

Limites do Imaginário na FVCB, Viamão

Limites do Imaginário, Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão, RS - 15/04/2013 a 20/07/2013

Na abertura ocorre o lançamento da impressão digital da fotoperformance "Olha o Passarinho", de Élcio Rossini, editada pela Fundação Vera Chaves Barcellos

A Fundação Vera Chaves Barcellos inaugura a primeira exposição de 2013, Limites do Imaginário, apresentando coletânea de obras de 25 artistas do acervo. Com organização de Neiva Bohns e Vera Chaves Barcellos a mostra exibirá esculturas, desenhos, gravuras, vídeos e instalações, e tem como artistas convidados: Lia Menna Barreto, Nelson Wiegert e Lorena Geisel, além de Tony Camargo, jovem artista paranaense que exibe seus Videomódulos no Rio Grande do Sul pela primeira vez. Abertura * no dia 13 de abril das 11 às 17hs e visitação de 15 de abril a 20 de julho.

Limites do Imaginário, a exposição que abre a programação anual da FVCB, tem organização e curadoria de Vera Chaves Barcellos e Neiva Bohns, profª na UFPEL e diretora cultural da FVCB. A mostra reúne trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros: Avatar Moraes, Begoña Egurbide, Bóris Kossoy, Domènec, Elcio Rossini, Lorena Geisel, Mario Ramiro, Mário Röhnelt, Marlies Ritter, Mauro Fuke, Michael Chapman, Patricio Farías, Ricardo Carioba, Rodrigo Braga, Rosângela Rennó, Sandra Cinto, Sol Casal, Suzy Gomes, Terry Wilson, Vera Chaves Barcellos, Vilma Sonaglio e Walmor Corrêa. Todas as obras integram a coleção da FVCB.

A mostra contará ainda com trabalhos de quatro artistas convidados que, embora tenham obras na coleção da FVCB, apresentarão nesta mostra obras distintas. Lia Menna Barreto com destaque para sua Máquina de Bordar, da série “Sistemas cultivados”, trabalho que segundo a artista, embora datado em 1998, nunca foi exposto no sul; Tony Camargo, jovem artista de Curitiba que vem se destacando por suas videoperformances, apresenta ao público trabalhos da série Videomódulos; Nelson Wiegert, artista gaúcho radicado em Munique desde os anos de 1960 e que retorna com toda a força em suas recentes e impecáveis fotografias, e ainda Lorena Geisel, artista gaúcha que mostrará um de seus objetos inéditos, Nu feminino.

A exposição Limites do Imaginário, numa espécie de reação ao rigor construtivo e racionalista da exposição anterior (dedicada à obra de Julio Plaza) propõe agora ao espectador o diálogo livre entre obras que provocam a imaginação do público sobre o que é real e o que é representação e inclui trabalhos em que se notam reverberações do surrealismo.

Élcio Rossini tem fotoperformance Olha o Passarinho editada pela Fundação Vera Chaves Barcellos.

A impressão digital tem lançamento e tiragem especial limitada e ocorrerá na abertura da exposição Limites do Imaginário

A impressão digital “Olha o passarinho”, 74X52 cm, foi criada especialmente para a FVCB (a partir de performance de mesmo nome) e tem tiragem limitada de apenas 10 exemplares e 3 provas de artista com preço de lançamento a R$ 1.500,00.

Élcio Rossini realizou duas performances na FVCB em 2011 na abertura da exposição Um Ponto de Ironia, e em 2012 foi a vez de Carlos Wladimirsky reeditar a sua Transversal do Tempo, performance-catarse que inaugurou o novo prédio da Reserva Técnica da FVCB, em Viamão.

Esta é terceira edição de obras editadas pela FVCB. A primeira foi Eu não disse Nada, de Lenora de Barros e a segunda, Evolución de la Revolución, de Julio Plaza, uma caixa com 10 fotografias. Estas obras estão à venda enquanto houver exemplares disponíveis.

* Transporte especial gratuito no dia 13/04/2013, com ida e volta à Viamão. Embarques às 11h e às 14h em frente ao Theatro São Pedro, centro histórico de Porto Alegre, com permanência de 1 hora aproximadamente na exposição. Favor confirmar presença na lista através do telefone: 51-3228-1445. No caso de superlotação na hora do embarque a prioridade será dada aos inscritos e à ordem de chegada.

Posted by Patricia Canetti at 6:33 PM

abril 8, 2013

Super 8 no MAM, Rio de Janeiro

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Petrobras, Light e a Organização Techint, apresentam a mostra “Super 8”, com vídeos de 40 artistas contemporâneos de todo o mundo. A mostra, que agora chega ao MAM Rio, foi apresentada na “The Christopher Grimes Gallery”, EUA, de 8 de julho a 3 de setembro de 2011. De 26 de janeiro a 8 de julho de 2012, ela foi apresentada na “Yerba Buena Center for the Arts”, em São Francisco, seguindo para o “Künstlerhaus Berlin”, na Alemanha, de março a julho de 2012.

“Super 8” é uma exposição de vídeos com curadoria de oito artistas, de oito cidades diferentes. Cada um deles convidou mais quatro artistas para durante uma semana apresentarem seus trabalhos conjuntamente. Ao todo serão oito semanas, sendo que cada semana apresenta um bloco de artista de uma cidade. Os artistas curadores de cada cidade são: Julião Sarmento (Lisboa), Richard T. Walker (São Francisco), Takehito Koganezawa (Tokyo), Tunga (Rio de Janeiro), Wood and Harrison (Londres), Marco Brambilla (Los Angeles), Reynold Reynolds (Berlim) e Walker & Walker (Dublin).

“Para o MAM, apresentar esta exposição concebida pela Galeria Christopher Grimes de Los Angeles e que já passou por três destas oito cidades, é a possibilidade de inserir-se no circuito contemporâneo de vídeo e trazer ao público carioca um conjunto importante de artistas que exploram esta linguagem de modo radical e inovador”, conta Luiz Camillo Osorio, curador do MAM Rio.

Para que o público possa ter acesso a todos os vídeos que serão projetados ao longo das oito semanas, haverá na exposição um monitor com todos os 40 trabalhos apresentados.

PROGRAMAÇÃO

PRIMEIRA SEMANA
LISBOA – CURADORIA JULIAO SARMENTO

• Dia 6 de abril, sábado.
Juliao Sarmento – “R.O.C. (40 plus one)”, 2011, 17:19

• Dia 7 de abril, domingo.
Juliao Sarmento – “R.O.C. (40 plus one)”, 2011, 17:19

• Dia 9 de abril, terça-feira
Juliao Sarmento – “R.O.C. (40 plus one)”, 2011, 17:19

• Dia 10 de abril, quarta-feira
Alexandre Estrela – “O Cobra Verde”, 2010, rt: 4:40

• Dia 11 de abril, quinta-feira
Gabriel Abrantes – “Olympia I & II (with Katie Widloski)”, 2006, rt: 8:00

• Dia 12 de abril, sexta-feira
Joao Onofre – “Untitled (N’en Finit Plus)”, 2011, rt: 3:03

• Dia 13 de abril, sábado
Vasco Araujo – “The Girl from the Golden West”, 2004, rt: 18:28

• Dia 14 de abril, domingo
Vasco Araujo – “The Girl from the Golden West”, 2004, rt: 18:28


SEGUNDA SEMANA
SÃO FRANCISCO – CURADORIA RICHARD T. WALKER

• Dia 16 de abril, terça-feira
Richard T. Walker – “The hierarchy of relevance”, 2010, rt: 7:58

• Dia 17 de abril, quarta-feira
Nate Boyce – “Untitled”, 2011, rt: 0:13 & 1:30

• Dia 18 de abril, quinta-feira
Michael Damm – “Passenger Film: city is a bell (the eye strikes), islands, opposite
daylight”, 2008-11, rt: 13:00

• Dia 19 de abril, sexta-feira
Kota Ezawa – “Home Video 2”, 2010, rt: 5:57

• Dia 20 de abril, sábado
Desiree Holman - “Magic Window”, 2009, rt:” 15:00

• Dia 21 de abril, domingo
Richard T. Walker - “The hierarchy of relevance”, 2010, rt: 7:58

TERCEIRA SEMANA
TOKYO – CURADORIA TAKEHITO KOGANEZAWA

• Dia 23 de abril, terça-feira
Takehito Koganezawa – “Sea of Bills, 2011”, rt: 12:18, 12:17, e 10:59

• Dia 24 de abril, quarta-feira
Tatsuo Majima – “California”, 1997, rt: 2:56

• Dia 25 de abril, quinta-feira
Yuki Okumura – “Anatomy Fiction - Zenbei's Eyeballs”, 2010, rt: 17:12

• Dia 26 de abril, sexta-feira
Mai Yamashita & Naoto Kobayashi – “Dogsled”, 2008, rt: 5:23

• Dia 27 de abril, sábado
Meiro Koizumi – “Portrait of a Young Samurai”, 2009, rt: 9:37

• Dia 28 de abril, domingo
Takehito Koganezawa – “Sea of Bills, 2011”, rt: 12:18, 12:17, e 10:59


QUARTA SEMANA
RIO DE JANEIRO – CURADORIA TUNGA

• Dia 30 de abril, terça-feira
Tunga – “Cooking”, 2010, rt: 14:31

• Dia 1º de maio, quarta-feira
Louise Botkay – “Mammah”, 2006, rt: 8:00

• Dia 2 de maio, quinta-feira
Marta Jourdan – “Zona de Lançamento #5”, 2011, rt: 7:00

• Dia 3 de maio, sexta-feira
Laura Erber – “The funambulist and the diver”, 2008, rt: 11:42, 13:17, and 14:34

• Dia 4 de maio, sábado
Thiago Rocha Pitta – “homage to JMW Turner”, 2002, rt: 17:00

• Dia 5 de maio, domingo
Tunga – “Cooking”, 2010, rt: 14:31

QUINTA SEMANA
LONDON – CURADORIA WOOD & HARRISON

• Dia 7 de maio, terça-feira
Wood & Harrison – “Notebook”, 2004, rt: 40:40

• Dia 8 de maio, quarta-feira
Graham Gussin – “Spill”, 2006, rt: 14:55

• Dia 9 de maio, quinta-feira
John Smith – “Worst Case Scenario”, 2001-03, rt: 18:30

• Dia 10 de maio, sexta-feira
Ruaidhri Ryan – “Exercises in how to be cool”, 2010, rt: 16:48

• Dia 11 de maio, sábado
Marcus Coates – “Finfolk”, 2003, rt: 17:38

• Dia 12 de maio, domingo
Wood & Harrison – “Notebook”, 2004, rt: 40:40

SEXTA SEMANA
LOS ANGELES – CURADORIA MARCO BRAMBILLA

• Dia 14 de maio, terça-feira
Marco Brambilla – “Wall of Death”, 2001, rt: 2:37

• Dia 15 de maio, quarta-feira
Euan Macdonald – “Healer”, 2002, rt: 5:00

• Dia 16 de maio, quinta-feira
Julie Orser Bloodwork, 2009, rt: 3:00

• Dia 17 de maio, sexta-feira
Morgan Fisher Protective Coloration, 1979, rt: 13:00

• Dia 18 de maio, sábado
John Baldessari Script, 1974, rt: 25:00

• Dia 19 de maio, domingo
Marco Brambilla – “Wall of Death”, 2001, rt: 2:37

SÉTIMA SEMANA
BERLIN – CURATED BY REYNOLD REYNOLDS

• Dia 21 de maio, terça-feira
Reynold Reynolds – “Six Easy Pieces”, 2010, rt: 5:00

• Dia 22 de maio, quarta-feira
Marc Aschenbrenner – “Rotweiss”, 2010, rt: 10:20

• Dia 23 de maio, quinta-feira
Julian Rosefeldt – “The Perfectionist”, 2005, rt: 16:09, 4:03, and 25:00

• Dia 24 de maio, sexta-feira
Rui Calçada Bastos – “The Mirror Suitcase Man”, 2004, rt: 4:20
• Dia 25 de maio, sábado
Bjørn Melhus – “Murphy”, 2008, rt: 3:22

• Dia 26 de maio, domingo
Reynold Reynolds – “Six Easy Pieces”, 2010, rt: 5:00

OITAVA SEMANA
DUBLIN – CURADORIA WALKER & WALKER

• Dia 28 de maio, terça-feira
Walker & Walker – “Mount Analogue Revisited”, 2010, rt: 51:00

• Dia 29 de maio, quarta-feira
Mark Orange – “The Collaboration”, 2006, rt: 4:08

• Dia 30 de maio, quinta-feira
Jaki Irvine – “The Actress”, 2003, rt: 3:40

• Dia 31 de maio, sexta-feira
Grace Weir – “Dust defying gravity”, 2003, rt: 4:00

• Dia 1º de junho, sábado
Dorothy Cross – “The Eyemaker”, 2000, rt: 22:00

• Dia 2 de junho, domingo
Walker & Walker – “Mount Analogue Revisited”, 2010, rt: 51:00

Posted by Patricia Canetti at 2:58 PM

abril 4, 2013

O português Rodrigo Oliveira inaugura o Projeto Parede de 2013 no MAM, São Paulo

O português Rodrigo Oliveira é o autor do primeiro Projeto Parede de 2013, que faz parte do calendário do Ano de Portugal no Brasil

Boa vizinha (Aquarela do Brasil) explora plasticidade da cor em pintura que recorre ao muralismo e à arquitetura para remeter à relação entre ex-colônia e e ex-metrópole

O Projeto Parede do MAM-SP, que convida dois artistas por ano para ocupar com uma obra o corredor de acesso entre o saguão de entrada e a Grande Sala do museu, traz em sua primeira edição de 2013 o artista português Rodrigo Oliveira, cuja participação integra a programação do Ano de Portugal no Brasil com a obra Boa vizinha (Aquarela do Brasil). A abertura acontece paralelamente à da mostra Circuitos cruzados, no dia 22 de janeiro (terça-feira), a partir das 20h.

O artista cria uma pintura formada pela água de chuva que ele mesmo borrifa em pequenos recipientes em que estão pastilhas de aquarela, presos em pequenos godês junto ao teto. De efeito sutil e colorido, a obra aparentemente alegre remete a conteúdos mais profundos e críticos que partem da Política de Boa Vizinhança levada a cabo pelos Estados Unidos durante o governo Roosevelt, (1933-1945), para enfocar a assimilação por Portugal de um ideário brasileiro exótico comunicado principalmente pelas telenovelas exportadas pela ex-colônia para a ex-metrópole ibérica.

Apropriando-se do muralismo e da arquitetura em sua constituição, a obra parte da canção Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, tanto em sua execução quanto em sua temática. Assim como a música foi composta em um dia de chuva, também a pintura é formada pela água pluvial e por aquarela.

Assim como dá título à obra, a música serve de tema ao desenho animado Alô, amigos (1942), dos estúdios Disney, grande sucesso criado com o intuito de aproximar as culturas norteamericana e latina. Nele, o que se vê é um Brasil estilizado, colorido e exótico, como nas novelas brasileiras, que firmam esse mesmo ideário em Portugal. O que aparentemente é uma pintura delicada e colorida remete a questões políticas que conferem um caráter melancólico à obra.

O artista

Rodrigo Oliveira nasceu em 1978, Sintra, e vive e trabalha em Lisboa. Licenciatura em Artes Plásticas – Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Mestrado no Chelsea College of Art & Design, Londres. Expõe individualmente desde 2003, de onde se destacam-se: Coisas de Valor e o Valor das Coisas (2011), Cosmocopa – Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil; A primeira pedra (e todas as outras mais) (2011), Museu do Chiado, Lisboa; Ninguém podia dormir na rede porque a casa não tinha paredes (2010), Galeria Filomena Soares, Lisboa; e Utopia na casa de cada um (2009), Centro das Artes Visuais, Coimbra. Participou em inúmeras exposições coletivas, destacando-se; ResPública 1910 – 2010 face a face (2010), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; A Culpa Não É Minha (2010), Museu Berardo, Lisboa; Where are you From? Contemporary Portuguese Art (2008), Faulconer Gallery, Grinnel, Iowa, E.U.A.; Eurobuzz, Agorafolly – Europália European Festival (2007), Place de la Chapelle, Bruxelas; e There’s no place like home (2006), Homestead Gallery, Londres.

Posted by Patricia Canetti at 2:14 PM

abril 3, 2013

Carlos Bevilacqua na Fortes Vilaça, São Paulo

Carlos Bevilacqua - Oceano Branco, Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, SP - 08/04/2013 til 04/05/2013

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A Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar Oceano branco, de Carlos Bevilacqua. A exposição introduz um novo material no vocabulário do artista, a glicerina. As esculturas são, desta forma, estruturadas no uso de três forças que o meio líquido torna visível: gravidade, flutuação e tensão. A percepção dos estados de profundidade, superfície e elevação é também uma peça chave para a apreciação das obras.

Oceano branco trata de um estado de espírito contemplativo. É também uma metáfora do imaginário, um lugar onde a forma é mediada por dimensões subjetivas. Oito esculturas são apresentadas numa estante totalmente vazada que dá ênfase à transparência das obras e às narrativas que se desenvolvem entre elas. O Oceano que dá título a mostra revela-se em esculturas preenchidas com dolomita branca (fundo) e glicerina (superfície).

Quarenta Dias e Oitenta Dias são aquários onde uma esfera oca de cristal flutua ancorada por pesos de chumbo e linhas de pesca. As esferas, com areia e uma bolinha de chumbo, sugerem a imagem de um globo ocular. Os efeitos óticos do vidro curvo e do líquido criam ampliações e reduções da imagem. Um mesmo elemento pode ser visto em diferentes tamanhos, evidenciando a ambiguidade do olhar.

Sonhos são trabalhos contidos em jarros de cristal onde o artista constrói narrativas que discutem a relação entre o inconsciente e o consciente na construção da ideia de realidade. Os elementos distribuemOse entre os ambientes do fundo O enterrados na areia O, a superfície ou meio líquido e da elevação (o topo do jarro). As linhas que ligam os elementos são portadoras de tensão, condutores de sensações.

Aurora é uma redoma de vidro com um furo no alto, que serve de berço para uma esfera sólida de cristal. A redoma está vazia, exceto por uma poeira amarela, resíduo da matéria usada nos Sonhos. A escultura que aparece três vezes na estante, sugere um movimento para o exterior e cria um elo com a única obra que está fora da estante. A Toca da Serpente é uma caixa de madeira com esferas de cristal umas dentro das outras, enterradas em areia branca, as esferas estão alinhadas por um feixe de luz que as acende.

Carlos Bevilacqua nasceu no Rio de Janeiro em 1965 onde vive e trabalha. O artista é formado no New York Studio of Painting, onde teve uma de suas primeiras individuais das quais se destacam: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2000) e Museu de Arte Moderna de São Paulo (1992). Bevilacqua também já participou de diversas coletivas dentre as quais: Desejo da forma, Akademie der Küsnte, Berlin (2010); Um Mundo sem Molduras, MAC USP, São Paulo. Sua obra está em coleções importantes, tais como: Inhotim, Brumadinho; MAM Rio de Janeiro; MAC USP São Paulo, entre outros.


Carlos Bevilacqua - Oceano Branco [White ocean], Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, SP - 08/04/2013 til 04/05/2013

Fortes Vilaça is pleased to present Oceano Branco [White ocean] by Carlos Bevilacqua. The exhibition introduces a new material into the artist s vocabulary – glycerin. The sculptures are thereby structured in the use of three forces made visible by the liquid medium: gravity, floatation and tension. The perception of the states of depth, surface and height are also a key factor for the appreciation of these works.

Oceano Branco brings a contemplative state of spirit. It is also a metaphor of the imaginary realm, a place where form is measured by subjective dimensions. Eight sculptures are presented on a completely open shelf thus emphasizing the transparence of the artworks and the narratives that are developed among them. The ocean mentioned in the show s title is revealed in sculptures filled with white dolomite (bottom) and glycerin (surface).

Quarenta Dias [Forty Days] and Oitenta Dias [Eighty Days] are aquariums in which a hollow glass sphere floats, anchored by lead weights and fishing lines. The spheres, with sand and a small lead ball, suggest the image of an ocular globe. The optical effects of the curved glass and the liquid create enlargements and reductions of the image. A single element can be seen in different sizes, evidencing the ambiguity of our perception.

Sonhos[Dreams] are works contained in glass jars where the artist constructs narratives discussing the relation between the unconscious and the conscious in the construction of the idea of reality. The elements are distributed along the bottom (buried in the sand), at the surface or in the liquid medium and at the top of the jar. The lines that connect the elements are bearers of tension, conductors of sensations.

Aurora is a glass bell jar with a hole at its top, which serves as the cradle for a solid crystal sphere. The bell jar is empty, except for some yellow dust, left over from the material used in the Sonhos. The sculpture that appears three times on the shelf suggests a movement toward the outside and creates a link with the only work that is outside the shelf. Toca da Serpente [Serpent s Lair] is a wooden box with glass spheres, one inside the other and buried in white sand; the spheres are aligned by a beam of light that illuminates them.

Carlos Bevilacqua was born in 1965 in Rio de Janeiro, where he lives and works. The artist was trained at the New York Studio of Painting, where he held one of his first solo shows, among which we can highlightthe Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2000) and the Museu de Arte Moderna de São Paulo (1992). Bevilacqua has also participated in various group exhibitions, including Desejo da forma, Akademie der Küsnte, Berlin (2010), and Um Mundo sem Molduras, MAC USP, São Paulo. His works figure in important collections, such as; of Inhotim, Brumadinho; MAMORio de Janeiro; and MAC USP São Paulo.

Posted by Patricia Canetti at 4:41 PM

SP-Arte 2013, São Paulo

Nona edição da SP-Arte exibe o melhor da arte contemporânea representada por 122 galerias de 16 países

Veja as galerias participantes: SP Arte 2013, Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, SP - 04/04/2013 a 07/04/2013

Responsável em 2012 por uma edição de sucesso e repercussão internacional, a SP-Arte volta a atrair ao Brasil, a nata das galerias de arte do circuito internacional. Esta será a edição com maior índice de proeminentes galerias, representantes dos mais renomados artistas do circuito internacional - nada menos que 30% dos participantes vêm de países como Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha e Itália. Ao todo estarão presentes no evento 122 galerias de 16 países, sendo 81 nacionais e 41 estrangeiras.

Pioneira do gênero no país, a SP-Arte traz, desde sua origem, a busca constante pela inovação, tendo se consolidado como uma das mais importantes feiras do mundo e colocado o Brasil, definitivamente, no calendário oficial das feiras de arte. Após Basel e Frieze no Hemisfério Norte, a SP-Arte é a única feira de arte no Hemisfério Sul a reunir o tão significativo grupo de galerias líderes do mundo.

Este ano, a feira será realizada entre os dias 3 e 7 de abril, no Pavilhão da Bienal, onde milhares de obras de arte serão distribuídas em 3 três pisos que somam cerca de 17 mil m² de área de exposição.

Estarão no evento, por exemplo, galerias de prestígio internacional como:
Gagosian (EUA, Reino Unido, França, Itália, Grécia, Suíça e Hong Kong), Lisson (Reino Unido, Itália e EUA), Pace (Reino Unido, EUA, China), White Cube (Reino Unido, Hong Kong e Brasil), David Zwirner (EUA e Reino Unido), Thaddaeus Ropac (Áustria, Paris), Hauser & Wirth (Suíça, Reino Unido, EUA), Sprüth Magers (Alemanha, Reino Unido), Continua (Itália, França e China), Neugerriemschneider (Alemanha), Elvira Gonzalez (Espanha), Franco Noero (Itália) e Lia Rumma (Itália).

Entre as galerias brasileiras destaque para DAN, Fortes Vilaça, A Gentil Carioca, Luisa Strina, Luciana Brito, Mendes Wood, Millan, Nara Roesler, Paulo Kuzcysnki, Vermelho, entre tantas outras. Esses espaços traçam um panorama da produção artística brasileira e internacional.

“A nona edição da SP-Arte reúne um conjunto excepcionalmente representativo de galerias, o que permitirá oferecer aos visitantes uma oportunidade única de conferir o mais amplo panorama da arte contemporânea mundial já exposto em uma feira do país” afirma Fernanda Feitosa, idealizadora e diretora da SP Arte.

Fernanda Feitosa reforça ainda que o crescimento do evento é resultado de um trabalho gradativo que também consolida o Brasil no mapa mundial das grandes feiras: “A vocação natural da feira de ampliar a visibilidade do mercado de arte de forma altamente profissional certamente contribui significativamente para esse cenário e para a formação de novas gerações de colecionadores”, afirma ela. “O interesse do brasileiro por esse mercado vem se intensificando cada vez mais ao longo das edições anteriores de SP-Arte e, paralelamente, tem havido um reconhecimento de artistas brasileiros em todo o mundo. Galerias, museus e colecionadores estão investindo em nosso país e em nossa produção artística.”

Parcerias

Com o objetivo de integrar o circuito paulista das artes durante o evento, a SP-Arte/2013 ampliará o programa de parcerias com museus e instituições. O visitante desta edição que adquirir um ingresso para o MAM, MIS, Pinacoteca, MAC, SESC Pompeia, CCSP e Itaú Cultural, na semana anterior ao evento, receberá um convite para visitar a feira nos dias 6 ou 7 de abril. “As parcerias renderam ótimos frutos para todos os envolvidos e, por conta disso, resolvemos não apenas manter mas ampliar o programa este ano”, afirma Fernanda.

Laboratório Curatorial

Em sua segunda edição, o Laboratório Curatorial, braço educacional da SP-Arte, idealizado e coordenado por Adriano Pedrosa, convidou jovens curadores a submeterem projetos de exposições para uma seção especial na feira, tomando como base o acervo de obras de artistas representados pelas galerias participantes e referências independentes dos próprios curadores. Os projetos aprovados são trabalhos dos curadores Fernando Oliva – paulista, crítico e docente na FAAP e doutorando em Crítica e História da Arte –; Mariana Lorenzi Azevedo – curadora independente, graduada em Comunicação Social e Mestre em Arts Politics –; da colombiana Monica Espinel – graduada em Psicologia e Mestre em História da Arte, que atualmente vive em São Paulo –; e Tomás Toledo – filósofo e coordenador de projetos da Escola São Paulo.

“O êxito do projeto e a absoluta aprovação dos participantes e do público nos fez manter o formato do laboratório da edição passada. O projeto reforça a descoberta e o incentivo a novos profissionais que estudam e atuam diretamente com o mercado de artes plásticas”, diz Fernanda.

Patrocínio:

Banco Itaú
Iguatemi São Paulo
Oi
Sabesp

Apoio:

Governo do Estado de São Paulo
Secretaria da Cultura
Secretaria da Fazenda
Chandon
Café Illy
Capim Santo
Marcenaria Baraúna
Etel
Ovo
Eye4Design

Posted by Patricia Canetti at 11:52 AM