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novembro 23, 2004

A volta das câmaras setoriais

Matéria publicada originalmente no sítio da Isto É durante e sobre o governo de Fernando Henrique Cardoso.

A volta das câmaras setoriais

Governo cria fóruns industriais. E os recursos?

O nome é novo e a roupagem inédita, mas a idéia é antiga. Na terça-feira, 26, ao apresentar os Fóruns de Competitividade, o presidente Fernando Henrique lançou mão de uma fórmula conhecida do País. Ela foi criada por Juscelino Kubitschek com os Planos de Metas, na década de 50, reeditada pelo governo militar nos anos 70, no interior dos Planos Nacionais de Desenvolvimento, e tentada, pela última vez, no governo José Sarney, sob o nome de Câmaras Setoriais. Trata-se de agregar, sob a coordenação do governo, grandes setores da produção para discutir problemas e se beneficiar das mesmas iniciativas. Na atual reencarnação, a fórmula tem por objetivo incrementar as exportações brasileiras e gerar empregos. Vale-se, como método, do estudo das diferentes cadeias produtivas, para descobrir onde e como a interferência pode ser eficaz. O que ainda não se sabe - e aí reside a grande novidade - é o tipo de instrumento que o Estado vai usar para ajudar a atividade privada. Os recursos clássicos - crédito subsidiado, renúncia fiscal e proteção aduaneira - parecem descartados. Em lugar deles, a equipe do ministro Alcides Tápias, responsável pela iniciativa, ainda não anunciou o que virá.

"É uma idéia fantástica", diz Alexandre Grendene, dono da empresa de calçados do mesmo nome. "Ninguém melhor do que os empresários para conhecer suas próprias dificuldades. E ninguém melhor do que o governo para apoiá-los". O setor calçadista é um dos 12 eleitos pelo governo para compor os Fóruns (veja os demais abaixo). Nem todos estão tão otimistas. "Já discutimos isso tudo e nada saiu do papel. Não tenho mais paciência de falar com ministro", diz Goiaci Guimarães, presidente da associação dos agentes de viagem, incluída no Fórum de Turismo. Na construção civil, cujo Fórum vai inaugurar o projeto com um reunião em São Paulo em 8 de maio, há uma enorme expectativa. Conta-se com ajuda federal para dar crédito barato e viabilizar um plano de construção de 4,5 milhões de moradias populares. "As pessoas vão precisar de crédito subsidiado para comprar casas", explica Sérgio Porto, presidente do sindicato das empresas de construção de São Paulo. Eis o impasse. O economista João Paulo dos Reis Velloso, ex-ministro do Planejamento e responsável por dois PNDs, tem falado sobre os Fóruns com o secretário de Política Industrial, Hélio Mattar, responsável pela execução do projeto. Velloso acha a idéia adequada para o estágio de desenvolvimento em que o País se encontra. "Ela tem um pouco do Plano de Metas e dos PNDs, mas é um animal diferente", afirma. "Para inserir o País em um mundo globalizado é preciso aumentar a competitividade e exportar mais." Velloso também não sabe como o governo pode aprimorar as cadeias produtivas sem de alguma forma colocar a mão no bolso. Com a palavra, o ministro Tápias.

Veja os setores escolhidos na época e seus objetivos:

Têxtil
· Geração de empregos
· Aumento de exportação
· Substituição de importação

Químico
· Substituição de importação

Eletroeletrônico
· Substituição de importação

Construção Civil
· Geração de empregos

Naval
· Substituição de importação

Cosméticos
· Geração de empregos
· Desenvolvimento regional
· Aumento de exportação
· Substituição de importação

Turismo
· Geração de empregos
· Desenvolvimento regional

Calçados
· Desenvolvimento regional

Móveis
· Geração de empregos
· Aumento de exportação

Automotivo
· Geração de empregos
· Aumento de exportação

Agronegócio
· Aumento de exportação
· Substituição de importação

Audiovisual
· Sem avaliação

Posted by João Domingues at 12:10 PM

Gil anuncia a criação de Câmaras Setoriais de Cultura

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Matéria de Arthur Braga, publicada originalmente no sítio da Radiobrás no dia 25 de outubro de 2004.

Gil anuncia a criação de Câmaras Setoriais de Cultura

ARTHUR BRAGA

A elaboração de políticas públicas para a música, artes cênicas, artes visuais e do livro e leitura serão discutidas por meio de Câmaras Setoriais de Cultura. O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil. Segundo ele, o resultado das discussões, que terá representantes do governo, da sociedade civil e de agentes econômicos servirá de subsídio para as decisões do Ministério da Cultura.

No encontro realizado no Espaço da Cinemateca Brasileira, na capital paulista, que contou com a participação de artistas, produtores culturais e entidades representativas do setor, Gil declarou que "escutar a sociedade é uma das premissas da gestão pública. Os governos não governam no vácuo. Governos estão a serviço das demandas da sociedade".

Gil acredita que a criação das Câmaras será mais um instrumento de convencimento para que o Executivo destine mais recursos para a cultura no país. "Eles (Executivo) irão verificar que os setores estão organizados, que as cadeias de produção, portanto a economia da cultura estará mais conceituada, caracterizando um setor produtivo", afirmou.

Segundo o ministério, em 15 dias serão publicadas as portarias de criação das Câmaras (música, artes cênicas, artes visuais, livro e leitura), além da divulgação dos cronogramas de trabalho e a criação de um "site". Cada Câmara terá seis meses para a análise e conclusão dos trabalhos que posteriormente serão apresentados ao Ministério da Cultura.

Posted by João Domingues at 11:45 AM

novembro 22, 2004

Poética sem fronteiras - sobre o trabalho de Mauricio Dias e Walter Riedweg

Matéria de Tereza Novaes, publicado originalmente na Folha de São Paulo do dia 22 de novembro de 2004.

Poética sem fronteiras

Os artistas Mauricio Dias e Walter Riedweg ganham retrospectiva na Finlândia e preparam intervenção em Londres

TEREZA NOVAES

As fronteiras há muito deixaram de existir para a economia. E a arte percorre o mesmo caminho, transformando-se em matéria transnacional. Refletindo não somente sobre os novos limites geográficos, mas também sobre questões universais, como o amor e a memória, o trabalho da dupla Mauricio Dias e Walter Riedweg conquista territórios.

Neste ano, o carioca Dias, 40, e o suíço Riedweg, 49, participaram de mostras no Japão e no Brasil e estão em exposição numa retrospectiva (a maior mostra já feita sobre a dupla) em Helsinque, na Finlândia, e nas bienais de Liverpool e de Xangai. Em 2005, já estão programadas mostras em Paris, São Paulo e Rio.

Dias e Riedweg foram escolhidos ainda para realizar uma intervenção em Londres durante a próxima reunião do G8, o grupo que congrega os oito países mais ricos do mundo, que acontece em julho do ano que vem em Perthshire, Escócia.

Uma comissão interdisciplinar, constituída por curadores independentes, museus, ONGs e o British Council for the Arts, selecionou 20 artistas de projeção internacional para participar de um concurso.

Os projetos deveriam lembrar aos participantes do encontro da urgência de uma solução para a epidemia de Aids que se alastra pelo continente africano.

A proposta da dupla é colocar um grande comprimido flutuante dentro do rio Tâmisa, em frente ao museu Tate Modern. Do interior dele, surgem projeções de olhos e frases de médicos e pacientes sobre a doença.

Projeção de imagens é um dos principais veículos do trabalho. Eles geralmente propõem um tema a um grupo -meninos de rua, cegos, guardas de fronteira, presos e habitantes comuns das cidades já participaram-, que ajuda a dar forma ao resultado final; o processo é todo documentado em vídeo.

"Fazemos projetos com e sobre as pessoas. Como nós vemos o outro, no eixo político e social, mas também no que elas vivem de mais subjetivo", explica Dias.

O lugar onde acontece as exposições também é um dos elementos que constituem as obras. Um exemplo é a instalação que apresentaram na Bienal de São Paulo de 1998, cuja temática eram os porteiros de prédios da cidade chamados Severino, Francisco ou Raimundo.

Em Veneza, em 1999, eles filmaram moradores da cidade trocando de roupa. As imagens foram projetadas numa grande videoinstalação, junto com cenas dessas pessoas dentro do espaço expositivo. Para uma mostra no Macba (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona), no ano passado, a dupla preparou o vídeo "Voracidade Máxima". Os museus geralmente comissionam os trabalhos da dupla, em valores entre 20 e 30 mil euros.

Eles entrevistaram prostitutos usando máscaras, os entrevistados com a cara dos entrevistadores e vice-versa, e vestindo roupões de banho. "A prostituição masculina é um fenômeno que se repete em todas as capitais européias, uma cartografia urbana não totalmente analisada, que reproduz os movimentos de imigração, já que a maioria deles vem de lugares periféricos, como o norte da África", afirma Dias. "Há uma relação entre economia e sexualidade, a urgência emocional dos clientes e a financeira dos prostitutos", completa.

Personalidade

O vídeo poderá ser visto no Brasil na primeira exposição individual do duo numa galeria, que deve acontecer na Vermelho, em São Paulo, em 2005. "O trabalho não é documentário nem jornalístico. Colocamos nossa relação no primeiro plano. Walter Benjamin dizia que uma história contada tem a personalidade de quem está contando, como o toque de quem está modelando um escultura", diz o artista.

Lidar com pessoas em situação de exclusão social não significa no entanto, que a dupla faça da arte um meio de transformar diretamente a vida de seus colaboradores. "O que acontece quando você fica cinco minutos olhando para um Rembrandt? Quando fazemos um trabalho, alguma reação acontece, mas o que fica é o mesmo: uma expansão, também no sentido político."

A "escultura social" proposta por eles tem referências em Lygia Clark, Hélio Oiticica e Joseph Beuys. "Experimentalismo, mas com desdobramento na sociedade", conclui Dias.

Posted by João Domingues at 6:01 PM

novembro 16, 2004

Quinze anos: posições na arte alemã desde 1989, texto de Sheila Cabo

Quinze anos: posições na arte alemã desde 1989

SHEILA CABO

Em novembro comemoram-se os quinze anos da derrubada do muro e da reunificação da Alemanha. A cidade em que a divisão entre leste e oeste deixou mais marcas foi, sem dúvida, Berlim. De 1961 a 1989 a população berlinense viveu dividida não só por aquele impedimento físico, como por ideologias e forte repressão policial. Cortando a cidade, o muro criava uma situação geopolítica que, como disse Jörg Immendorff, contaminava os habitantes, fazendo de seus cidadãos homens também divididos. O muro caiu, mas deixou marcas que ainda hoje são perceptíveis, se não nas ruas, na memória de quem conviveu com aquela situação de exceção tratada pelos governantes como necessária. Do muro propriamente dito pouco resta. Seus pedaços foram transformados em fetiches e vendidos aos memorialistas. Alguns trechos, ainda intactos, foram transformados em museus, e o mais longo é hoje uma espécie de galeria de arte ao ar livre, onde pedaços fakes do muro são vendidos razoavelmente barato aos turistas incautos.

Após a noite em que as fronteiras foram abertas, em 9 de novembro de 1989, consolidou-se, em meio à euforia, uma simbólica retomada da cidade como lugar de modernidade e efervescência. Mas, se a reunificação vem associada ao fim da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental), do bloco socialista europeu e, por conseqüência, da guerra fria, comemorar os quinze anos da derrubada do muro significa, necessariamente, reconhecer o processo que a cidade sofreu nesse período, quando se transformou em um verdadeiro laboratório de transição e mudanças. A queda do muro e a reunificação são marcos premonitórios de um novo milênio, assim como de um novo urbanismo, cujos espaços não são mais determinados pelas relações humanas. As construções imponentes de Potsdamer Platz são uma tradução do mundo pós-guerra fria. A praça, que foi o centro da cultura modernista dos anos 20 e um deserto nos anos do muro, transformou-se em uma imagem mediada de praça, em que, solapado o referente, é hoje a praça da Sony, uma corporação de capital multicontinental. A cidade, antes cindida e hoje reunificada, guarda ainda em seus nichos, muitas vezes mediados, essa característica da 'esquizocidade': preservação da memória e inevitabilidade de seu empalidecimento.

Esta mostra não objetiva fazer um balanço do que foi produzido neste período, mas mapear algumas posições, tendo como linha condutora as reflexões que se impuseram desde então. O que se percebe é que uma das questões que perpassam a produção de arte na Alemanha dos últimos quinze anos, como Potsdamer Platz, é a evocação de uma mitologia urbana midiática. Assim, no reconhecimento da destruição das fronteiras entre a realidade e a representação insere-se a produção de Thomas Ruff que apresentamos nesta mostra, em que a imagem fotográfica de uma cidade dividida em direita e esquerda não passa de uma mesma imagem levemente deslocada. A cidade fotografada, seja onde for, é sempre a mesma, já que o que se tem é, em verdade, uma virtualização da cidade, que a fotografia, por ser uma imagem técnica, ou seja, por trazer em si a confirmação da perda da possibilidade de ser um "aqui e agora", tão bem traduz. Em seu deslocamento, entretanto, Ruff conduz-nos a um olhar atento, o que nos joga para a vontade de reconhecimento do lugar, remanescente de nossa vontade de perpetuação das coisas, necessidade de reverter o processo de esquecimento. Também nessa relação entre lembrança e esquecimento é que se observa a fotografia de Thomas Grünfeld. Optando por um processo fotográfico artesanal, a imagem se apresenta envelhecida, mas falsamente envelhecida e, como os pedacinhos falsos do muro, corresponde a um registro de um passado não vivido, que se perpetua como puro significante, nossa única possibilidade de experiência no mundo. O artista, cujo trabalho alegórico com animais empalhados "híbridos" causou reações intempestivas há quatro anos, quando expôs no Brasil, como declarou aos jornais na época, tem como premissa tratar do "nervo vivo da criação". Mas criação aí só seria possível como rearranjo ou recuperação, em que estão em pauta a tradição da fotografia e o esvaziamento da imagem.

Também de um mundo mediatizado é que vem a foto de Albert Oehlen, que na cor e no brilho é a evidência do que nos entra pela tevê, pelas revistas, mas, sobretudo, pela internet. Expondo pinturas na 26ª Bienal de São Paulo, Oehlen, um dos mais instigantes pintores da geração dos chamados "novos selvagens" alemães dos anos oitenta, preocupado com a possibilidade de permanência da pintura na contemporaneidade, assim como com os clichês da pintura contemporânea, fala de uma "pintura procrustiana", que, como explica, é resultante de seu modo de mesclar, mas também de romper, expandir e reduzir. Nesse sentido, suas fotos, assim como suas imagens digitais, seriam parte desse mesmo processo que, ainda em suas palavras, se constitui de uma atitude de ser "implacável com os materiais".

Se a pintura havia ganho prestígio na Alemanha no início dos anos oitenta, sobretudo com a produção de Baselitz, Lüpertz, Immendorff, Penck e Kiefer, a presença de Walter Dahn, que foi discípulo de Beuys em Düsseldorf, é inquestionável no panorama que nos traz aos dias de hoje. Tendo sido também aluno de Polke, de quem expomos uma gravura, fez experiências com fotografia, filmes, vídeos e música. Trabalhando muitas vezes em conjunto com Dokoupil, com quem compartilhou o grupo A Liberdade de Mühlheim, traz para a pintura o imaginário das ruas, dos outdoors, do rock pesado e sujo. Tratando, porém, a pintura com seriedade, recupera valores pictóricos que, em gritante contraste com as imagens muitas vezes apropriadas de revistas de etnologia ou de medicina, criam uma pintura em que a tônica é, sem dúvida, a ironia, o sarcasmo, a sátira. Também como sátira apresenta-se a pintura de Cornelius Völker. O artista faz uma verdadeira arqueologia do cotidiano, recolhendo, em uma mirada fotográfica, que pressupõe o instantâneo, os fragmentos de seres e ações que, em pintura, ganham a pincelada matérica dos selvagens e a cor estridente da mass media. Na série dos pequenos cachorros, Völker pinta uma espécie de retrato da futilidade do homem contemporâneo, ou da vida de quem deixou de olhar o humano para cuidar dos cães.

O humano parece ser também o ponto nevrálgico das pinturas de Michael Bach. Contemporâneo de Andreas Gursky, Bach foi aluno de Gerhard Richter em Düsseldorf. Levantando, sobretudo, um discurso a respeito do meio, da mediação da paisagem e da contemplação que é, em si, a pintura, levanta, também, o problema do interesse crescente nos últimos anos pela paisagem, que em suas pinturas, sempre partindo de fotografias, se configura em verdadeiros desertos urbanos, ambientes ostensivamente construídos, que se fecham em si mesmos, inviabilizando a presença do homem, suas experimentações e seus deslocamentos. As cidades, cujas paisagens Bach pinta, são cada vez mais reduzidas a espaços ilhados e fechados, em que a vivência é programada.

Ao contrário das vivências, cuja temporalidade é a imediata, a experiência requer um tempo longo, que Walter Benjamin define por um tempo de deslocamento, como Erfahrung. O deslocamento e o movimento são, além do acúmulo de experimentações, como escreveu Paul Klee, a base de toda transformação. Deslocar-se parece ser também uma prática que permite, ainda segundo Klee, na contramão de ver e representar, tornar visível. Experiência, deslocamento e transformação são o que a fotografia de Iska Jehl, em sua obsessão pelas formas precárias de estar, torna visível.

Apropriar-se do tempo e do deslocamento também é a preocupação maior de Christoph Dahlhausen na foto-objeto que aqui apresentamos. Trabalhando sobre a superfície do alumínio, Dahlhausen, que vive em Bonn, vem fazendo uma pesquisa em fotografia, de que fazem parte também suas instalações com fotografia em vidro, especialmente aquelas que ocupam as janelas, em que a cor, a luz, o espaço e a própria fotografia são parte de uma especulação sobre a experiência do olhar, assim como sobre as relações de contaminação entre o interior e o exterior, que mais recentemente o levou a trabalhar com o que seria uma photography-as-wall-as-object.

Reunir, portanto, esses quatorze artistas hoje é, sem dúvida, uma iniciativa que pode dar bons frutos no que diz respeito a uma reflexão sobre os últimos quinze anos de arte não só na Alemanha, mas também entre nós.


Quinze anos - posições na arte alemã desde 1989
A.R. Penck, Albert Oehlen, Christoph Dahlhausen, Cornelius Völker, Daniel Richter, Iska Jehl, Kirsten Klöckner, Michael Bach, Ottmar Hörl, Sigmar Polke, Thomas Grünfeld, Thomas Kohl, Thomas Ruff, Walter Dahn

17 de novembro a 23 de dezembro de 2004

Galeria de Arte Theodor Lindner

Rua Visconde de Pirajá 444 Lj 213
Ipanema, Rio de Janeiro.
21-2522-3129
Terça a sexta, das 14h às 19h.

Posted by João Domingues at 11:54 AM