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novembro 15, 2020

Wolfram Ullrich na Raquel Arnaud, São Paulo

A individual de Wolfram Ullrich é retomada pela Galeria Raquel Arnaud depois de a inauguração prevista para março ter sido suspensa pela pandemia, quando o artista, que mora na Alemanha, veio a São Paulo especialmente para o evento. Agora, ele volta ao país para acompanhar a mostra e lançar seu novo livro Wolfram Ullrich's oeuvre over the past four decades (preço de capa: R$ 180,00). A exposição pode ser visitada mediante hora marcada e em grupos de até 10 pessoas, de segunda a sábado, das 11h às 19h. O pátio aberto da galeria será ativado no período da tarde para entreter as crianças, facilitando a visita dos pais.

Ullrich, que acaba de inaugurar uma individual em Viena, na Galeria Sturm & Schober, e é representado pela Galeria Raquel Arnaud desde 2013, traz seus relevos monocromáticos e uma série de trabalhos mais antigos, uma amostra de seu percurso de exploração da pintura para além do quadro, produção em que cálculo e ilusão não são opostos, como indica Suzana Velasco em seu texto para a exposição.

Conforme escreve a jornalista e escritora, entre as obras mais recentes, compostas como uma sinfonia no térreo da galeria, e desenhos e trabalhos mais antigos no andar superior, Rigor da forma, liberdade da cor é resultado de planejamento conceitual e de um árduo trabalho manual de precisão. Velasco observa que além disso, a ideia de uma forma, calculada e projetada, nunca será igual à matéria no espaço, e o modelo para uma exposição de Ullrich nunca será igual ao conjunto de obras apresentadas, que depende da composição do artista no local. “A arte construtivista ou a geometria não são suficientes para descrever a obra de Ullrich, que é estática apenas no papel. Há que se deixar as palavras e as imagens de lado e caminhar pelas formas e cores, experimentando cada uma, em sua velocidade e ritmo próprios, a liberdade que só o rigor pode propiciar”.

Desde o fim dos anos 1980, o artista desafia a bidimensionalidade da pintura, primeiramente por incisões ou por dobras que fragmentam o plano. Na exposição, como sugere Velasco, ele inclui peças em aço corten e relevos menores, dos anos 2000, que prenunciam a virada, na década seguinte, para as criações que radicalizam o jogo com a representação pictórica e a sugestão de deslocamento no espaço.

Tradicionalmente com uma obra marcada pelo ângulo reto, em Rigor da forma, liberdade da cor, o artista traz formas elípticas, Órbitas, com as quais vem trabalhando nos últimos quatro anos. “Compostas em polípticos, elas são como círculos em movimento, criando elipses que parecem dançar entre si, numa constelação flutuante”, destaca o texto. Já os relevos retangulares, mesmo não tendo as curvas das Órbitas, também carregam a ideia de fluxo e tensionamento entre partes que se dobram no espaço.

Por sua vez nos desenhos, o artista descobre novas formas em carvão e nanquim ao criar movimentos também marcados por atração e fuga. “Mais gestuais, experimentais, eles traçam trajetórias no espaço, evidenciando o compasso ritmado que, em seus relevos, depende da relação entre obra e espectador”, completa Velasco.

Wolfram Ullrich (Würzburg, Alemanha, 1961)

As obras do artista encontram-se nos acervos: Museum Ritter - Waldenbuch / Deutschland; Museum im Kulturspeicher - Würzburg / Deutchland; Wilhelm-Hack-Museum - Ludwigshafen am Rhein / Deutchland; Donation Jeunet - Neuchâtel/ Switzerland; e Fondatzione Rocco Guglielmo - Catanzaro / Italia. Entre as mostras coletivas que participou, destacam-se: “Mouvement et Lumiére” [Movimento e Luz], na Fondation Villa Datris (França, 2012), “Interferences” [Interferências], da Fundation Vasarely (França, 2011) e “Beyond Painting” [Além da Pintura], no Museu Bohsulan (Suécia, 2009). Ullrich recebeu ainda os prêmios da Fundação Messmer (Alemanha, 2010) e da Fundação Helmut Kraft (Alemanha, 2009).

Posted by Patricia Canetti at 2:48 PM