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novembro 1, 2020

Nino Cais na Casa Triângulo, São Paulo

Casa Triângulo tem o prazer de apresentar A Fábrica do Corpo Humano, segunda exposição individual de Nino Cais na galeria.

Na quarta-feira, 16 de dezembro de 2020, às 17h, acontece uma conversa online entre o artista Nino Cais e o crítico e curador Eder Chiodetto na plataforma Zoom - registre-se para a conversa.

Com o título da mostra fazendo alusão ao pioneiro atlas de anatomia "De Humani Corporis Fabrica", publicado em 1543 pelo médico belga Andreas Vesalius, a mostra reúne um conjunto de colagens e intervenções feitas em páginas de livros, objetos e fotografias, aliadas à uma instalação composta por um alambrado e um volume de camisas. Produzidas a partir de um tema recorrente na produção do artista, o corpo como matriz de tudo que existe no mundo, a mostra explora as relações entre corpo e espaço.

[scroll down for English version]

"Se o corpo em algum momento informa à construção do espaço também a arquitetura conforma e restringe o corpo" através desse pensamento, Nino Cais evidencia tal complexidade relacional em sua produção, colocando o corpo como ponto originário e de referência a tudo que o contorna. Seja quando o artista se registra em suas fotografias, relacionando-se com objetos cotidianos, ou até mesmo quando se apoia em imagens canônicas, Nino questiona a intermediação dos objetos com o corpo e o mundo. Buscando um referencial originário e explorando os limites do corpo dentro de outros, a exemplo da instalação apresentada na mostra, onde há um combate entre os limites da grade e os limites da fisicalidade do corpo, aqui representados pelas camisas, Nino questiona moldes e símbolos, criando o vazio a partir do que seria central.

Utilizando de cortes, cisões, tinta, manchas, rasgos, num processo de revelar desvãos entre as experiências subjetivas e as narrativas oficiais, o artista estabelece uma relação próxima da materialidade do papel no encontro com o universo advindo do conhecimento formal. Com a premissa de entender o corpo como molde que dá origem à objetos e espaços, o artista trabalha, por meio das obras apresentadas, o desenvolvimento deste questionamento. Viaja entre o passado e o presente nestas recombinações e, através de uma observação minuciosa, transcreve outras possíveis relações, recupera a sua investigação têxtil, processo por ele utilizado no início de suas pesquisas artísticas na faculdade e que está fortemente relacionada à sua própria história e pesquisa, para apresentá-las em um contexto mais consolidado e maduro.

Nino Cais investiga e produz outras páginas da história a partir da versão já contada e conhecida, indaga os limites entre o físico e o abstrato, entre o corpo e o mundo onde este habita.

Nino Cais [São Paulo, Brasil, 1969. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil] realizou exposições individuais na Fridman Gallery, Nova Iorque, EUA [2018]; Casa Triângulo, São Paulo, Brazil [2017]; Central Galeria, São Paulo, Brasil [2015] e Gachi Prieto Gallery, Buenos Aires, Argentina [2015]. Entre as exposições coletivas estão Against, Again: Art Under Attack in Brazil, Anya and Andrew Shiva Gallery, Johnfoy College, Nova Iorque, EUA [2020]; O que meu corpo sabe: Fotografias em fricção nas coleções EAV Parque Lage e Memória Parque Lage, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil [2019]; Waving and Wavering, Maryland Art Place, Baltimore, EUA [2018]; Ação e Reação, Casa do Brasil, Setor Cultural da Embaixada do Brasil, Madrid, Espanha [2018]; Queermuseu - cartografias da diferença na arte da brasileira, Santander Cultural, Porto Alegre, Brasil [2017]. Suas obras fazem parte de coleções públicas como as do Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, entre outras.


Casa Triângulo is pleased to present A Fábrica do Corpo Humano, Nino Cais’s second solo exhibition at the gallery.

Starting from the title of the exhibition alluding to the pioneering anatomy atlas "De Humani Corporis Fabrica", published in 1543 by Belgian doctor Andreas Vesalius, A Fábrica do Corpo Humano gather a set of collages and interventions made on pages of books, objects and photographs, combined with an installation consisting of a fence and a volume of shirts. Produced from a recurring theme in the artist's production, the body as the matrix of everything that exists in the world, the exposition explores the relationships between body and space.

"If the body at any time guides the construction of space, architecture also shapes and restricts the body" through this thought, Nino Cais highlights this relational complexity in his production, placing the body as the original point of reference for everything that surrounds it. Whether the artist registers himself in his photographs, relating to everyday objects, or even when he relies on canonical images, Nino questions the intermediation of objects with the body and the world. Searching for an original reference and exploring the limits of body within others, like the installation presented in the exposition, where there is a struggle between the limits of the grid and the limits of the physicality of the body, represented here by the shirts, Nino questions references and symbols, creating a void from what would be central.

Using cuts, splits, ink, stains and torns, in a process of revealing gaps between subjective experiences and official narratives, the artist establishes a relationship close to the materiality of paper in the encounter with the universe arising from formal knowledge. With the premise of understanding the body as a cast that gives rise to objects and spaces, the artist explores, through the works presented, the development of this questioning. He travels between the past and the present in these recombination’s and, through careful observation, transcribes other possible relationships, recovers his textile research, a process he used at the beginning of his artistic research in college and which is strongly related to his own history and work, to present them in a more consolidated and mature context.

Nino Cais investigates and produces other pages of history from the version already told and known, inquires the limits between physical and abstract, between the body and the world where it lives.

Nino Cais [São Paulo, Brazil, 1969. Lives and works in São Paulo, Brazil] held solo exhibitions at Fridman Gallery, New York, USA [2018]; Casa Triângulo, São Paulo, Brazil [2017]; Central Galeria, São Paulo, Brazil [2015] and Gachi Prieto Gallery, Buenos Aires, Argentina [2015]. Among the group exhibitions are Against, Again: Art Under Attack in Brazil, Anya and Andrew Shiva Gallery, Johnfoy College, New York, USA [2020]; O que meu corpo sabe: Fotografias em fricção at EAV Parque Lage e Memória Parque Lage collection, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, Brazil [2019]; Waving and Wavering, Maryland Art Place, Baltimore, USA [2018]; Ação e Reação, Casa do Brasil, Setor Cultural da Embaixada do Brazil, Madrid, Spain [2018]; Queermuseu - cartografias da diferença na arte da brasileira, Santander Cultural, Porto Alegre, Brazil [2017]. His works are part of collections such as Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brazil; Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brazil; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brazil, among others.

Posted by Patricia Canetti at 11:37 AM