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março 9, 2020

Inauguração nova sede do IAC, São Paulo

IAC – Instituto de Arte Contemporânea inaugura Novo Espaço e Comemora a sua Primeira Sede Própria

IAC ADIA a inauguração de sua nova sede, prevista para sábado, em função da pandemia de Covid-19 - uma nova data será informada em breve

Na confluência das avenidas Dr. Arnaldo e Paulista, importante eixo cultural da cidade de São Paulo, em um prédio de quatro andares integralmente reformado, surge a nova sede do IAC, finalmente própria, depois de 20 anos atuando em espaços cedidos por parcerias de curta duração.

A única instituição no país voltada exclusivamente à preservação de arquivos pessoais de artistas modernos e contemporâneos brasileiros passa a contar com espaços especialmente desenhados e tecnicamente equipados para processar, tratar e proteger seus hoje 13 acervos, agora com capacidade para receber muitos outros. A nova sede dispõe ainda de duas áreas de exposição, um auditório, sala de atendimento a pesquisadores, e estão previstos uma loja/livraria e um café.

Se de um lado, com seu potente Núcleo de Documentação e Pesquisa, atende a estudiosos, de outro, o IAC oferece ao público exposições que revelam o processo de trabalho de grandes nomes da arte brasileira, além de cursos, palestras e workshops. Pela interface online ainda, pesquisadores de qualquer parte do mundo podem ter acesso ao seu banco de dados.

Atualmente o acervo conta com 42 mil documentos higienizados, organizados, catalogados e digitalizados dos artistas: Amilcar de Castro, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo e Willys de Castro. Até 2021 receberão tratamento e serão disponibilizados os arquivos documentais de Antonio Dias, Carmela Gross, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf.

A nova sede, adquirida e reformada com recursos de Raquel Arnaud, presidente e fundadora da instituição, foi cedida ao IAC em contrato de comodato por 30 anos. O projeto de reforma assinado por Felippe Crescenti atinge a área total do prédio, 900m2.

Em agosto de 2019, com o resultado de um leilão com peças oferecidas pelos artistas foram garantidas as despesas finais, como transporte das obras, aquisição de mobiliário de reserva técnica para os acervos, ar condicionado, sistema de segurança, telefonia, internet, entre outras.

“Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, publicação conta história do IAC

O IAC – Instituto de Arte Contemporânea surgiu em 1997 para a preservação inicial de dois acervos confiados a Raquel Arnaud: Willys de Castro e Sergio Camargo. Foram 20 anos de credibilidade, incluindo o Prêmio APCA, em 2006, como melhor iniciativa cultural do ano. Antes desta sede própria, operou por meio de parcerias institucionais com a Universidade de São Paulo (2006-2011) e com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2011-2019).

Como resultado das pesquisas produzidas a partir do acervo do instituto, será lançado, no dia da inauguração do prédio, “Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, editado em parceria com a editora UBU, com projeto gráfico de Elaine Ramos. Concebido e organizado pelo curador Jacopo Crivelli Visconti, o livro reúne textos inéditos dos críticos Alberto Salvadori, Aleca Le Blanc, Carla Zaccagnini e Michael Asbury, além de Raquel Arnaud, Marilúcia Bottallo e do próprio Crivelli Visconti.

“Luzes da Memória”, exposição inaugural

Com curadoria do crítico Ricardo Resende e de Marilúcia Bottallo, museóloga e diretora técnica do IAC, a exposição para comemorar a abertura da nova sede apresenta projetos inéditos de artistas que em 2019/2020 passaram a confiar seus arquivos ao Instituto de Arte Contemporânea – Carmela Gross, Antonio Dias, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf –, além de obras de dois artistas integrados anteriormente ao acervo, Iole de Freitas e Sérvulo Esmeraldo.

A mostra reúne projetos em várias linguagens, como a utópica proposta de reurbanização do Boulevard Augusta (1973), não realizado, proposto pelo arquiteto Jorge Wilheim, ou cartas reveladoras como a de Nise da Silveira no arquivo de Ivan Serpa, em que médica comenta sobre o trabalho do artista. Em nova obra escultórica, Pele: um corpo para memória (2019/2020), Iole de Freitas projeta o seu filme em super 8, Roteiro Cego (1972/2020), enquanto a máscara do senador Sam Ervin, responsável pelo Watergate, obra de Antonio Dias, pode ser experimentada pelo visitante. Por sua vez, Carmela Gross, a segunda mulher a entrar para o IAC, pinta de dourado as escadarias do prédio, emanando luz dourada para dentro do novo espaço, e Rubem Ludolf um dos artistas fundamentais do construtivismo brasileiro, pouco visto em São Paulo, terá um projeto de pintura reproduzido na parede e algumas de suas serigrafias reunidas que expressam o seu pensamento gráfico e construtivo. Sérvulo Esmeraldo completa a exposição com uma instalação de luz prismática nunca antes apresentada em São Paulo. Na obra feita de plástico translúcido, água e corda sobrepostos e suspensos, os reflexos produzidos transformam o subsolo do prédio em uma fonte de raios de luz e cor: prismas que preenchem as sombras do lugar.

“O IAC nasceu para ser das mais instigantes e respeitadas instituições culturais do país. Tem a missão de guardar, preservar e disseminar os arquivos de artistas. Aquele material precioso que não se sabe muitas vezes como proceder ou para as famílias herdeiras dos legados, que destino dar para as “coisas” que ficam esquecidas e guardadas em pastas e gavetas nos ateliês dos artistas. Guarda-se de tudo nesses arquivos, o que importa e até o que não importa de uma obra artística. Pensando nisso, fomos buscar projetos curiosos não realizados ou aqueles projetos realizados e pouco vistos que ficaram guardados nas tais gavetas da memória”. (Ricardo Resende, curador e Conselheiro Curatorial do IAC).

Posted by Patricia Canetti at 8:56 AM