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novembro 1, 2019

Luiz d'Orey na Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Indicado ao prêmio PIPA 2019, Luiz d’Orey transforma comentários das redes sociais em arte em sua nova exposição na Mercedes Viegas Arte Contemporânea

O fluxo constante de informações que circulam na internet são a matéria-prima para o jovem artista Luiz d’Orey, que se apropria sistematicamente de comentários opinativos das redes sociais para criar suas obras. O carioca, que atualmente se divide entre Rio e Nova York e foi um dos indicados ao prêmio PIPA 2019, traz para a cidade natal a exposição “Eu não falei?”, depois de uma temporada na Big Apple. A abertura acontece no próximo dia 7 de novembro, na Mercedes Viegas Arte Contemporânea, na Gávea.

São cerca de 20 peças, que incluem um vídeo, uma instalação sonora e obras da série “Cascade”. O nome não é à toa. Referência às várias janelas abertas na tela de um computador, como em cascata, serve perfeitamente para explicar também a maior parte das obras expostas. Trabalhos criados a partir de múltiplas camadas de papel cortadas a laser - algumas delas pintadas com spray e outras impressas - que quando sobrepostas criam uma espécie de trama onde as texturas coloridas se misturam aos comentários - criando um visual um tanto pixelado que ora remete a imagens distorcidas, ora a códigos binários... numa tentativa de captura do fluxo de conteúdo proveniente da internet.

- Seleciono comentários do Twitter e Facebook e não faço qualquer curadoria. Meu objetivo não é discutir o conteúdo, mas a forma como ele é compartilhado e como as opiniões navegam nas redes sociais – explica o artista.

Para trazer essa discussão à tona, d’Orey cria, além dos trabalhos em tela, obras também com jornal. Nesse caso, as primeiras páginas são invadidas por comentários retirados de redes sociais como Twitter e Facebook sobre os assuntos em destaque no dia.

- Hoje os antigos leitores do jornal, telespectadores e ouvintes do rádio disputam, com as grandes emissoras, o mesmo espaço nas redes sociais. Todos temos acesso às ferramentas de comunicação em massa, o que faz com que tudo ganhe um tom argumentativo ou esteja sujeito à dúvida. O que me interessa é a forma como cada pessoa usa retalhos das informações disponíveis para afirmar sua própria narrativa - diz.

Outro destaque da exposição é uma instalação sonora criada com fitas multicoloridas. Usadas pelo artista como máscara para as camadas de papel pintadas com spray, as fitas se acumulavam em seu ateliê. Mas acabaram ganhando uma nova função: uma escultura que traz embutida o som de muitas vozes opinando ao mesmo tempo. Como uma espécie de burburinho.

Trabalhar com mídias e sobreposições, aliás, não é uma novidade para d’Orey. Em sua primeira individual no Rio, “quase plano”, realizada em 2017, ele havia escolhido outro método de comunicação não convencional. Para a construção de cada imagem, que tinha como ponto de partida fotos tiradas de construções e da arquitetura da cidade de Nova York, o artista utilizou pôsteres, do tipo lambe-lambe, arrancados dos tapumes como o seu principal material. Depois de terminar cada pintura, fotografar e reproduzir sua imagem em um papel de pôster, ele colava novamente no tapume de obra. Após um registro diário fotográfico e de vídeo, Luiz arrancava o seu trabalho e o reutilizava sobre a imagem da pintura como início de um novo trabalho.

Sobre Luiz d'Orey

Nascido no Rio de Janeiro em 1993, Luiz d'Orey mudou-se para Nova York em 2012, onde graduou-se bacharel em Belas Artes na School of Visual Arts, em 2016. Atualmente, se divide entre as duas cidades. Um dos indicados ao prêmio PIPA 2019, acaba de apresentar a exposição Rumor na Elga Wimmer Gallery em Nova York. Durante os quatro anos como aluno da SVA, recebeu da instituição as premiações 727 Award (2016), Sillas H Rhodes Award (2016) e Gilbert Stone Scholarship (2015) e trabalhou como assistente dos artistas Carlos Vergara (em suas vindas ao Rio) e Raul Mourão (em seu ateliê em Nova York). Seu currículo conta com mostras coletivas em Nova York, Londres e no Rio de Janeiro; individuais no Rio, Belo Horizonte e Nova York, além de participações em feiras como Pulse Art Fair (Miami), SP-Arte e ArtRio.

Posted by Patricia Canetti at 8:03 AM