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outubro 13, 2019

Amelia Toledo na Marcelo Guarnieri, São Paulo

A Galeria Marcelo Guarnieri apresenta, de 17 de outubro a 14 de novembro de 2019, em sua sede de São Paulo, as exposições de Amelia Toledo e Zé Bico (José Carlos Machado). Zé Bico apresentará na Sala 1 um conjunto de esculturas produzidas durante os últimos quatro anos, exibidas pela primeira vez. Amelia Toledo ocupará a Sala 2 com pinturas da série "Horizontes", produzidas em 2012 e "Poço", escultura produzida entre a década de 1990 e os anos 2000.

Responsável por uma produção de mais de cinquenta anos, Amelia Toledo (1926-2017) contribuiu de maneira significativa para a arte contemporânea brasileira, tendo participado em vida de cinco edições da Bienal Internacional de São Paulo e sido premiada nacional e internacionalmente. "Horizontes", série iniciada na década de 1990, é parte da investigação que desenvolveu ao longo de sua carreira sobre as noções de paisagem, tanto no espaço pictórico, quanto no espaço físico. A linha do horizonte possui uma presença marcante na tradição da pintura ocidental figurativa, servindo como ponto de referência na construção da imagem e da relação que nosso corpo estabelece com ela. As pinturas desta série são compostas por duas faixas de cores que ocupam, cada, uma metade da tela, encontrando-se em algum momento. Segundo a própria artista, esse encontro marca "o limite de ser ou deixar de ser", como "um espaço vazio entre dois pensamentos". O tensionamento entre tons de cores tão próximas dividindo o mesmo retângulo produz um tipo de vibração que, embora cause um efeito mais imediato à visão, mobiliza também, a um olhar mais demorado, outros sentidos.

Se o horizonte pode ser pensado como aquilo que dá limite à nossa visão, o poço, por outro lado, pode representar a ideia de infinito, daquilo que não possui um anteparo onde o olhar pode se firmar. Chegar ao "fundo do poço" significa ir longe demais, aceitar a condição da derrota, encontrar-se com o que há de mais soturno em nós – ou com o que há de mais profundo na Terra: o inferno. Por outro lado, ir além do horizonte pode ter o significado de ultrapassar os limites da invenção, de ganhar asas e chegar a um lugar etéreo. O poço de Amelia Toledo, no entanto, é formado por uma chapa metálica curva que amplia as propriedades reflexivas dos cristais, invertendo a lógica do senso comum e se aproximando talvez da imagem do poço mágico. O estudo sobre a profundidade do campo visual que em "Horizontes" se desenvolve através da tinta sobre a tela, se materializa em "Poço" através do encontro entre dois materiais de origens distintas, que juntos, provocam a expansão do espaço e estimulam ainda mais a aproximação do observador.

O encontro entre materiais industriais e a matéria orgânica é uma frequente na produção de Toledo, prática que pode ser entendida como uma maneira de questionar a estrutura do pensamento dualista que rege a nossa forma de entender o mundo, onde natureza e cultura ocupam categorias opostas. Transitando constantemente entre o controle formal e a intuição, Amelia Toledo investiga as relações que construímos com o espaço a partir da nossa sensibilidade às cores, substâncias, volumes, texturas e dimensões.

Dentre as diversas exposições individuais realizadas, destacam-se nas seguintes instituições: Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro; Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo; Paço Imperial, Rio de Janeiro; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo.

Dentre as coletivas, destacam-se as recentes: Radical Women: Latin American Art, 1960-1985, Hammer Museum, Los Angeles, EUA; A marquise, o MAM e nós no meio, Museu de Arte Moderna, São Paulo, Brasil; Pedra no Céu: Arte e a Arquitetura de Paulo Mendes da Rocha, MUBE – Museu Brasileiro da Escultura, São Paulo; Visões da Arte no Acervo do MAC USP 1900 – 2000, MAC USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Futuro do Presente, Itaú Cultural, São Paulo; Correspondências, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.

Posted by Patricia Canetti at 10:59 AM