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outubro 7, 2019

Marcus Vinícius na Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto

A Galeria Marcelo Guarnieri apresenta, de 12 de outubro a 9 de novembro de 2019, em sua sede de Ribeirão Preto, as exposições Black Stream de Alice Shintani e Foco Variável de Marcus Vinicius. Alice Shintani ocupará a Sala 1 com pinturas produzidas entre 2007 e 2019, período que marca os doze anos de trabalho com a Galeria Marcelo Guarnieri. Na Sala 2, Marcus Vinicius apresentará trabalhos da série "Listrados", produzidas entre 2013 e 2019 e "Livros", produzidas entre 2018 e 2019.

Licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Marcus Vinicius inicia sua carreira como artista em 1998. A partir da ideia de Estrutura Quadro, uma estrutura conceitual criada por ele para guiar o seu processo de produção, o artista explora as propriedades de materiais e cores industriais no campo bidimensional. Suas operações consistem em estudar, ordenar e reordenar elementos como a tinta, a pincelada, a dimensão, a cor e a superfície, entre outros, de acordo com as especificidades de cada trabalho.

Em 2003, já em pleno desenvolvimento da Estrutura Quadro como pesquisa central de sua obra, o artista incorpora ao trabalho o elemento narrativo. Inicialmente como estratégia, trata o elemento narrativo como vinculado à tradição do retábulo. Ali uma sequência temporal ativaria uma espécie de memória ao tentar relacionar as partes de fora e dentro da obra, permitindo ao espectador construir na mente a sua unidade. O artista argumenta que, para que a presença do objeto fosse tão forte quanto a da imagem e para resolver de vez a incorporação do elemento narrativo na Estrutura Quadro, seria necessário retirar o objeto da parede e colocá-lo sobre a mesa. Essa operação resolveu e definiu a apresentação de obras de "Livros", série que exibe em "Foco Variável". Placas coloridas compostas por padrões geométricos se articulam a partir de dobradiças que, além de desempenharem uma função de ordem prática, integram-se à peça como mais um elemento visual.

Desenvolvidos a partir da produção serial, seus trabalhos podem se apresentar, inicialmente, impessoais e herméticos, mas, sob um olhar mais atento, revelam a complexa relação entre os seus elementos. Sua feitura é, desde o início, administrada por uma inteligência do sensível: as formas, combinações de cores e variação de materiais são cuidadosamente escolhidas e pensadas por Marcus Vinicius, que, em um tempo bem menos acelerado que o da produção industrial, os articula na busca pelo ajuste de uma química interna do quadro. A escolha por materiais pertencentes ao universo moveleiro está associada à própria natureza de sua prática: um trabalho de ateliê que desenvolve em sua oficina de marcenaria. Os títulos de suas séries são determinados por seus elementos mais característicos ou objetivos, evitando uma leitura direcionada pelo uso da palavra e proporcionando um envolvimento menos racionalizado e portanto mais intuitivo entre espectador e obra.

Além de "Livros", Marcus Vinicius apresentará alguns quadros da série "Listrados", produzidos entre 2013 e 2019. Nestas obras o artista trabalha com uma escala mais próxima à do corpo humano. Dispostas na parede, convidam o espectador a percorrer um meio círculo à sua frente, revelando, também a partir do movimento – agora do próprio corpo – múltiplos efeitos causados pela variação cromática e luminosa dos vidros. Convocado por sua propriedade reflexiva e pela dúvida que seu efeito óptico pode gerar à visão do observador, o vidro surge como um elemento compositivo não só pela transparência pura e simples, mas também por seu caráter ambíguo, por suas artimanhas visuais. "São vidros incolores apoiados para frente e que frontalmente quase desaparecem, mas que vistos de outros ângulos criam um espaço a mais", explica o artista. O uso da tinta sobre madeira em cores tão frequentemente observadas no cotidiano da cidade criaria um terreno seguro para a visão – estaríamos certos do que nosso olho vê –, mas o atrito entre cores distintas acaba por gerar alguma vertigem, terceiras cores que são percebidas só virtualmente. Marcus Vinicius está interessado pela pintura, por aquilo que pode acontecer no espaço bidimensional, mas também por aquilo que pode ser gerado na terceira dimensão. Não somente seus efeitos ópticos, mas suas experiências físicas, através dos suportes geométricos em madeira ou alumínio construídos por ele mesmo em sua oficina.

Marcus Vinicius participou de diversas exposições individuais e coletivas desde meados dos anos 1990, destacando-se: Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; MAC-USP - Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brasil; Centro Cultural Maria Antônia, São Paulo, Brasil; Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte, Brasil; Centro Cultural São Paulo, Brasil; Espaço Cultural Casa da Ribeira, Natal, Brasil; MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto, Brasil.

Posted by Patricia Canetti at 12:04 PM