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maio 11, 2019

Bárbara Wagner & Benjamin de Burca / Jesse Wine no Fortes D’Aloia & Gabriel - Escritório Lisboa, Portugal

A Fortes D’Aloia & Gabriel inaugura em 14 de maio a segunda exposição do seu Escritório Lisboa, em paralelo à feira ARCO na cidade. A mostra estabelece um diálogo entre as fotografias da dupla Bárbara Wagner & Benjamin de Burca e as esculturas em cerâmica do inglês Jesse Wine. As obras inéditas orbitam em torno do corpo como tema, ainda que sob abordagens distintas: de um lado, Wagner & de Burca estão centrados no ‘corpo popular’ e suas estratégias de subversão e visibilidade; de outro, Wine apresenta um corpo fragmentado em pés, mãos e cabeças que interpretam de forma subjetiva o comportamento humano.

As fotografias de Wagner & de Burca integram a série Swinguerra (2019), criada especialmente para o Pavilhão do Brasil na 58ª Bienal de Veneza. O trabalho foi desenvolvido em estreita colaboração com grupos de dança da periferia do Recife, acompanhando sua intensa rotina de ensaios para competições em torno de ritmos como a swingueira, o brega e o batidão do maloka. Tratam-se de fenômenos muito populares na região, cujas origens remontam às tradições culturais do país, mas que operam em um circuito fora do mainstream. Em meio às atuais tensões políticas sobre direitos de grupos marginalizados – em especial, negros, mulheres e transgêneros, como muitos dos personagens em cena –, a dança torna-se plataforma de questões como integração social e autorrepresentação. Diante da câmera, os jovens dançarinos performam a si mesmos, revelando o conhecimento que trazem em seus corpos.

Nos trabalhos de Jesse Wine, o aspecto responsivo da argila é testado de diversas formas em um processo aberto à experimentação e ao acaso. Nunca usando moldes e empregando uma ampla gama de técnicas de queima e esmaltagem, o artista dá aos métodos tradicionais da cerâmica uma abordagem fresca e muito particular. Em We all are, act accordingly (2018), por exemplo, Wine manipula cor e textura do revestimento com pó de ferro, atribuindo uma aparência de madeira à superfície da escultura. As representações do corpo em suas obras – muitas vezes através de fragmentos em contornos cartunescos – transitam entre o autorretrato e a abstração. Em How can something so old, be so wrong? (2019) e You Have a New Memory II (2019), cabeças repletas de moedas ou de areia repousam sobre formas ambíguas, algo entre casas e montanhas, indicando uma narrativa onírica. Ao longo de seus empenhos, Wine desperta a argila como um corpo vivo e autônomo.

Sobre os artistas

Bárbara Wagner (Brasília, 1980) e Benjamin de Burca (Munique, 1975) vivem no Recife, onde trabalham em parceria desde 2011. Além de Swinguerra, a Representação Oficial do Brasil na 58ª Bienal de Veneza, a dupla também está em cartaz no Pérez Art Museum (Miami) e no Stedelijk Museum (Amsterdã). Suas exposições recentes incluem individuais em: Fortes D’Aloia & Gabriel (São Paulo, 2018), Wexner Center for the Arts (Columbus), AGYU (Toronto, 2018), MOCAD (Detroit, 2017). Entre as coletivas, destaque para as participações em: FRONT International (Cleveland, 2018); Corpo a Corpo, IMS (São Paulo, 2017, e Rio de Janeiro, 2018); Berlinale Shorts (Berlim, 2017, 2018 e 2019, quando venceram o prêmio especial do júri); Panorama de Arte Brasileira (São Paulo, 2017 e 2013); Prêmio PIPA, MAM (Rio de Janeiro, 2017), ocasião na qual foram anunciados vencedores do prêmio; Skulptur Projekte (Münster, 2017); Bienal de São Paulo (2016); Histórias da Infância, MASP (São Paulo, 2017); 36. EVA International (Limerick, 2014); Biennale Arts Actuels (Reunião, 2013); Suas obras estão presentes em coleções como: MASP (São Paulo), Pinacoteca de São Paulo (São Paulo), Instituto Moreira Salles (São Paulo, Rio de Janeiro), Kadist Art Foundation (Paris), Museum Het Domein (Sittard, Holanda), PAMM (Miami), CIFO (Miami), entre outras.

Jesse Wine (Chester, Inglaterra, 1983) vive e trabalha em Nova York. Suas exposições individuais recentes incluem: Prosper, Phantom Limb, Simone Subal Gallery (Nova York, 2017); Young man red, Gemeentemuseum Den Haag (Haia, 2016); Working title, not sure yet, Mary Mary (Glasgow, 2016); BIG PICTURES, Limoncello Gallery (Londres, 2015). Entre as coletivas, destacam-se: Hot Pot. Further Thoughts on Earthy Materials, GAK (Bremen, 2018); Opening Night, Carpintaria (Rio de Janeiro, 2017); Regarding George Ohr: Contemporary Ceramics in the Spirit of the Potter, Boca Raton Museum of Art (Flórida, 2017); Powerhouse Commission, Battersea Power Station, CASS Sculpture Foundation (Londres, 2017); That Continuous Thing: Artists and the Ceramics Studio, 1920 – Today, TATE St Ives (Cornwall, 2017); Jesse Wine | Peter Voulkos, Parrasch Heijnen (Los Angeles, 2017); Sludgy Portrait of Himself, Museum of Cambridge (Cambridge, 2017); Looking North, Walker Art Gallery (Liverpool, 2017); Paul Heyer, Jeanette Mundt, Jesse Wine, Andrea Rosen Gallery (Nova York, 2016); Luster – Clay in Sculpture Today, Fundament Foundation (Tilburg, 2016).

Sobre o Escritório Lisboa

Comemorando um ano de existência, o Escritório Lisboa da Fortes D’Aloia & Gabriel é localizado em um charmoso prédio pombalino no coração do Chiado, no mesmo endereço onde funcionava o Consulado Geral do Brasil em Portugal. O espaço amplia a atuação internacional da galeria, que desde 2001 promove o vigor e a qualidade da arte brasileira no mundo, e sinaliza um gesto de maior proximidade a artistas, curadores, colecionadores e colegas europeus. Sediada no Brasil, a Fortes D’Aloia & Gabriel mantém ainda espaços expositivos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em paralelo à mostra Bárbara Wagner & Benjamin de Burca / Jesse Wine, uma seleção de obras dos artistas representados também estará em exibição no Escritório Lisboa. Os destaques incluem: Ernesto Neto, tema de uma retrospectiva atualmente em cartaz na Pinacoteca de São Paulo; Erika Verzutti, que apresentou neste ano uma grande individual no Centre Pompidou em Paris; Leda Catunda, destaque da última Bienal de São Paulo; fotografias icônicas de Robert Mapplethorpe; e obras recentes dos portugueses Julião Sarmento e João Maria Gusmão & Pedro Paiva.

Posted by Patricia Canetti at 4:40 PM