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dezembro 5, 2018

Berna Reale na Sem Título Arte, Fortaleza

A presença de uma das mais importantes artistas contemporâneas do Brasil marca a participação da Sem Título Arte no Foto Festival Solar

Grito Mudo dá nome a exposição que a artista paraense Berna Reale inaugura em Fortaleza no dia 7 de dezembro, na Sem Título Arte, sob a curadoria de Ângela Berlinde. A data será marcada por dois eventos com a presença da artista: uma visita guiada por ela pela exposição, às 11h, e a abertura a partir das 18h.

Berna Reale é uma das artistas de maior destaque no atual cenário contemporâneo do Brasil e reconhecida internacionalmente por suas performances como Rosa púrpura (2014 - performance | vídeo) em que ela e um grupo de 50 colegiais marcham pelas ruas de Belém, seguidas por uma banda militar. Todas estão vestidas com uniformes típicos de colégios tradicionais – blusas justas e saias de prega, mas na cor pink –, carregando na boca próteses que remetem a bonecas infláveis. No trabalho, a artista reuniu ainda depoimentos de algumas das participantes em que descrevem suas experiências com a violência e a coação sexual.

A curadora Ângela Berlinde percebe a obra da artista como “um verdadeiro campo de batalha, um manifesto visual no qual a tensão com o real traz à tona a sua relação conflituosa com o caos do mundo. Aqui nada é tranquilo. A autora prende-nos em uma rede de inquietações que nos atira da inércia para uma ação estética, através de um vivo discurso político que quebra a continuidade pacífica do real. É uma boca em chamas, um grito mudo contra a violência na sociedade contemporânea. Grito esse que vibra mudo numa evocação da loucura, da perda de controle diante do caos, dos altos índices de violência com os quais a artista, que é também perita criminal,  lida diariamente”.

Reale atua entre as artes visuais e a perícia criminal, sua produção é composta por performances, fotografias, vídeos e instalações e é marcada pela crítica a aspectos materiais e simbólicos da violência e os processos de silenciamento presentes na sociedade. A exposição na Sem Título Arte, que integra a programação do Foto Festival Solar, reúne as alegorias e as parábolas de Berna Reale sobre os impasses do presente, imagens que são também registros das suas performances. Na mostra, a curadoria junta fotografia e vídeo em um universo de abismo, tensão e vertigem.

Na série “Retratos" encena-se três alegorias da sociedade brasileira - “a morte, o mito e a mulher” -, a partir do acúmulo de elementos de mise-en-scène meticulosamente definidos pela artista. Através dos videos-performance, Berna traz para o campo da arte o gesto político de propagar alegorias que se referem às realidades sociais do Brasil: co-rrupção, arbitrariedade policial, destruição ambiental, criminalidade, violência contra as mulheres. A artista é protagonista de seus vídeos e entrega o “corpo às balas” atuando com o rosto inerte, alheia ao seu entorno, como se estivesse para além do bem e do mal. Apesar de toda a solidão que a rodeia, Berna é alguém que se entrega à multidão.

Berna Reale nasceu em Belém do Pará/PA, Brasil, 1965, onde vive e trabalha. Formou-se em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém.

Principais individuais e coletivas recentes incluem: GULA, Galeria Nara Roesler | São Paulo, São Paulo/SP, Brazil ; III Beijing Photo Biennial – Confusing Public and Private, Central Academy of Fine Arts (CAFA Art Museum), Beijing, China; I Mostra de Filme de Artista, Espaço Cultural Porto Seguro (ECPS), São Paulo/SP, Brasil Brasile; Knife in the Flesh, Padiglione d'Arte Contemporanea Milano (PAC), Milan, Italy. Achados e Perdidos, Jacaranda, Villa Aymoré, Rio de Janeiro/RJ, Brasil.

Foi uma das representantes do Brasil na 56ª La Biennale di Venezia, Veneza, Itália (2015), participando também do 34º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo/SP, Brasil (2015), da Bienal de Fotogra a de Liège, Liège, Bélgica (2006) e da 13a Bienal de Arte de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, Portugal (2005). Recebeu as seguintes premiações: 5a Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, Brasil (2015); Prêmio PIPA Online 2012, Rio de Janeiro/RJ, Brasil (2012); e Grande Prêmio do Salão Arte Pará, Belém/PA, Brasil (2009).  As suas obras fazem parte de coleções institucionais, como: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), São Paulo/SP, Brasil; Museu de Arte de Belém, Belém/PA, Brasil; e Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro/RJ, Brasil.

Ângela Ferreira (a.k.a. Berlinde) - Porto, Portugal, 1975 - é artista e curadora com Doutorado em Fotografia e atua sobre as formas híbridas da fotografia. É uma das curadoras convidadas da Photo Biennial de Beijing 2018, na China, e atualmente é consultora e diretora artística para a área de Fotografia na Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Brasil.

Posted by Patricia Canetti at 12:44 PM