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novembro 28, 2018

Cobogó lança Arte Censura Liberdade na Travessa Ipanema, Rio de Janeiro

Editora Cobogó lança Arte Censura Liberdade - Reflexões à luz do presente que, a partir dos casos de censura às artes que ocorreram em 2017 e reflete sobre as formas de cerceamento como fenômeno global. Haverá um debate com a presença dos autores da publicação.

Organizado por Luisa Duarte, reúne dezenove textos de curadores, artistas e pensadores: Adriana Varejão, Bernardo Mosqueira, Clarissa Diniz, Daniela Labra, Daniela Name, Fred Coelho, Gaudencio Fidelis, Gregorio Duvivier, Lilia Schwarcz, Luiz Camillo Osório, Marcelo Campos, Maria Melendi e Lais Myrrha, Marisa Flórido, Michelle Sommer, Moacir Dos Anjos, Ronaldo Lemos, Sergio Martins, Suely Rolnik, Suzana Velasco.

28 de novembro de 2018, quarta-feira, às 19h

Livraria da Travessa
Rua Visconde de Pirajá 572, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ

“Melhor seria se este livro não precisasse existir. O seu objeto parecia ter ficado para trás. Censura era, sobretudo, no âmbito nacional, um substantivo feminino destinado aos livros de história quando se referiam à ditadura militar (1964-1985)”, afirma a curadora Luisa Duarte, que organiza o livro Arte Censura Liberdade - Reflexões à luz do presente.

Mas trinta e três anos depois do movimento das Diretas Já, o Brasil se vê envolto em uma série de episódios de cerceamento da liberdade de expressão no campo da arte, sendo os mais conhecidos o do fechamento precoce da exposição QueerMuseu, no Santander Cultural, em Porto Alegre, e os ataques ao artista Wagner Schwartz por ocasião de sua performance La Bete, no 35 o Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP.

Pensando na necessidade da criação de um espaço para o pensamento acerca da realidade complexa que vivemos, a Editora Cobogó, a partir de uma edição da revista Jacaranda, reuniu diversos artistas, pensadores e curadores para publicar textos a respeito desse momento histórico.

“Se o escopo das reflexões presentes ao longo deste volume tem como origem casos ocorridos em solo brasileiro, a atenção dos dezoito autores aqui reunidos transcende as nossas fronteiras, nos dando a pensar sobre as novas/antigas formas de cerceamento e o neofascismo como fenômenos globais,” afirma Duarte.

Arte Censura Liberdade conta com a coordenação editorial da jornalista Suzana Velasco que também assina o primeiro texto do livro, “Um ano de ataques à criação artística e à liberdade de expressão”, no qual é apresentado ao leitor um panorama dos fatos que marcaram o período. O último texto da publicação é um ensaio de Suely Rolnik, intitulado “O abuso da vida – Matriz do inconsciente colonial capitalístico”, em que ele alarga o entendimento de censura a questão do alcance e às consequências que estes agentes coletivos têm no indivíduo.

Ao longo do livro, uma multiplicidade de pontos de vista abrem caminhos de interpretação do que se passou: “Notas sobre a miséria do olhar”, de Moacir dos Anjos, lembra que uma certa miséria do olhar não é exclusiva dos conservadores, mas sim algo que pode afetar, também, aqueles que defendem o poder transformador da arte; “A hora das instituições”, de Sergio Bruno Martins, se dedica a pensar o papel central das instituições diante dos impasses postos em cena no ano de 2017; “La Bête – depois da intolerância, alguma conversa”, de Luiz Camillo Osorio, traz o pensamento posterior à tormenta tecido pelo curador do 35 o Panorama da Arte Brasileira, no MAM de São Paulo, no qual a performance La Bête, de Wagner Schwarz, foi alvo da censura que atravessou o país; “O corpo nu, aquele estranho conhecido”, de Daniela Labra, traça um olhar retrospectivo sobre o nu na arte; “Arte para quem? Arte para todos”, de Frederico Coelho, coloca as artes visuais em relação a outras linguagens, como a música e a literatura, para pensar o seu (não) lugar no imaginário popular do país; “Fome de democracia – Arte, política & utopia”, de Michelle Sommer, parte de um encontro entre Mário Pedrosa, Darcy Ribeiro, Glauber Rocha e Ferreira Gullar, no ano de 1977, para refletir sobre o Brasil de trinta anos depois; “Arte entre liberdade e servidão”, de Marisa Flórido, aborda o fascismo como aquilo que alveja o poder de imaginar outros mundos possíveis, próprio da arte; “Mensageiros do medo – atos iconoclastas no Brasil atual”, de Maria Angélica Melendi e Lais Myrrha, pensa o horror à imagem em tempos de censura; “Imagem, ficção e gueto”, de Daniela Name, aposta na possibilidade de o meio de arte ver a si mesmo criticamente no sentido de alargar as fronteiras de seu próprio gueto; “Tudo – ainda – está em seu lugar”, de Clarissa Diniz sublinha a importância de se problematizar a luta de classes circunscrita na chamada “guerra cultural” que habita o ataque ao território da arte contemporânea; “Herança conquistada, direitos esquecidos, espelhos devolvidos: a presença da cultura africana no entendimento da arte e da cultura brasileiras”, de Marcelo Campos, descortina embates vividos pela sociedade brasileira no campo religioso, racial, e também artístico, que antecedem os conflitos de 2017; “Veneno-remédio: arte e liberdade de expressão”, de Ronaldo Lemos, apresenta um ponto de vista jurídico sobre os dilemas diante da censura na era da internet e das fake news; “A crise de 2017”, de Bernardo Mosqueira, evoca encruzilhadas e possíveis aberturas para o território da arte; uma entrevista com Gaudêncio Fidélis, curador da exposição Queermuseu dá voz a quem esteve no centro dos ataques sofridos em 2017; “Arte degenerada no Brasil ou como sair da arquibancada moralista”, de Lilia Moritz Schwarcz, faz um recuo histórico traçando semelhanças entre o moralismo que abateu o Brasil atual e o estado totalitário da Alemanha nazista dos anos 1930, 40 e 50; “Nossos conservadores”, de Gregorio Duvivier, apresenta uma crônica aguda sobre o reacionarismo brasileiro e o papel paralisante do medo em tempos obscuros; por fim, uma conversa com Adriana Varejão, cuja obra Cena de interior II (1994) foi um alvo preferencial da censura à Queermuseu, traz o ponto de vista de quem se viu, involuntariamente, no foco da censura.

“Conservar é guardar ao abrigo do mundo. Conserva-se o picles com vinagre.
Conserva-se a carne com sal. Conserva-se os refrigerantes com benzoato de sódio.
Conserva-se um corpo com cirurgias plásticas, conserva-se um rosto com botox.
Como é que se conserva um país inteiro? Joga-se sal sobre ele? Ácido fosfórico?
Como é que se estica as bordas do país numa operação de macro-lifting?”

Gregório Duvivier.

Posted by Patricia Canetti at 2:53 PM