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novembro 27, 2018

Almandrade na Luciana Caravello, Rio de Janeiro

Almandrade, um dos principais nomes da poesia visual e da arte experimental no Brasil, ganhará mostra que faz uma síntese de sua trajetória de mais de 45 anos, na Luciana Caravello Arte Contemporânea, com trabalhos produzidos desde a década de 1970 até os dias atuais. A exposição Investigações visuais ocupará todo o espaço térreo da galeria com cerca de 20 obras, dentre pinturas, objetos, gravuras, desenhos e poemas visuais, dando uma ampla ideia da produção do artista em diferentes suportes. A inauguração será no dia 1 de dezembro, para convidados, e no dia 3 de dezembro para o público.

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“A exposição mostra que há uma unidade, há um percurso, mesmo em diferentes suportes, além de haver um diálogo entre as obras de época e as mais recentes”, conta Almandrade. Dentre as obras apresentadas estão trabalhos raros, pouco vistos ou só apresentados na época em que foram produzidos, como é o caso da pintura vermelha “Sem título”, em tinta acrílica sobre tela, de 1986, restaurada recentemente.

Almandrade é artista visual e poeta com formação em arquitetura e urbanismo com uma produção alinhada em diferentes suportes que se fundamenta a partir de dois eixos: a arte construtiva e a arte conceitual, sem deixar de lado as conquistas e influências da poesia concreta e do Poema/Processo. O procedimento de Almandrade se resume em práticas semióticas que se apropriam de um repertório mínimo de signos em seus diferentes suportes. A exposição traz alguns exemplos de uma extensa produção de mais de quatro décadas.

O trabalho de Almandrade, tanto pictórico quanto linguístico, vem se impondo, ao longo dos anos, como um lugar de reflexão à margem do cenário cultural baiano. Depois dos primeiros ensaios figurativos, no início da década de 1970, conquistando uma Menção Honrosa no I Salão Estudantil, em 1972, sua pesquisa plástica se encaminha para o abstracionismo geométrico e para a arte conceitual. Como poeta, mantém contato com a poesia concreta e o poema/processo, produzindo uma série de poemas visuais. Com um estudo mais rigoroso do construtivismo e da Arte Conceitual, sua arte se desenvolve entre a geometria e o conceito. Desenhos em preto-e-branco, objetos e projetos de instalações, essencialmente cerebrais, calcados num procedimento primoroso de tratar questões práticas e conceituais, marcaram a produção deste artista na segunda metade da década de 1970.

No começo dos anos 1980, redescobre a cor e os trabalhos – pinturas, objetos e esculturas – ganham uma dimensão lúdica, sem perder a coerência e a capacidade de divertir com inteligência. Um escultor que trabalha com a cor e com o espaço e um pintor que medita sobre a forma, o traço e a cor no plano da tela. A arte de Almandrade dialoga com certas referências da modernidade, reinventando novas leituras.

Um dos suportes usados pelo artista, e que terá seis exemplares na exposição, é a gravura, que para ele é mais do que uma reprodução, é um meio de dar continuidade e multiplicidade ao trabalho. “A imagem reproduzida sempre surpreende, tem uma autenticidade garantida. Esculturas, pinturas, instalações, objetos desenhos e gravuras, a meu ver, são suportes diferentes capazes de materializar ou veicular um modelo conceitual, obedecendo às suas especificidades de expressão. No meu caso, em cada suporte procuro manter uma coerência estética e conceitual”, afirma.

Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade) é artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes. Ao longo de sua trajetória, participou de inúmeras mostras coletivas, Salões e Bienais, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista,I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou mais de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo; escreveu em vários jornais e revistas especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1986. Publicou os livros de poesias e/ou trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso", "Poemas", "Suor Noturno", "Arquitetura de Algodão", "Escritos sobre Arte" e "Malabarismo das Pedras" (poesia). Prêmio Copene de cultura e arte, 1997. Tem trabalhos em vários acervos particulares e públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), Museu da Cidade(Salvador), Museu Afro (são Paulo), Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Pinacoteca Municipal de São Paulo.


Almandrade, one of the most important visual poets and experimental artists in Brazil, will feature in a Luciana Caravello Arte Contemporânea show that looks back on a career stretching from the 1970s to the present day. Visual Investigations will occupy the entire ground floor of the gallery, displaying 20 works, including paintings, objects, prints, drawings and visual poems and providing a broad overview of the artist’s work on a variety of supports. The opening on 1 December will host invited guests and the show will open for the general public on 3 December.

“The exhibition demonstrates that a common thread runs through my work, regardless of the support, and that there is a clear connection between earlier and more recent pieces”, Almandrade says. The works on show included rarely seen items and ones not exhibited since the time they were originally produced, such as the 1986 red acrylic on canvas painting ‘Untitled,’ which has recently been restored.

Almandrade is a visual artist and poet who trained as an architect and whose work, guided by constructive and conceptual art, employs a variety of supports but is also influenced by concrete poetry and the poem/process movement. Almandrade uses semiotics and a minimal repertoire of signs on various supports. The exhibition presents some examples from a career that spans more than four decades.

Almandrade’s work is both visual and linguistic and has carved out a niche for itself over the years on the margins of the Bahia arts scene. After initial attempts at figurative work, in the early 1970s, which earned him an Honorary Mention at the First Student Salon in 1972, he turned his attention to geometric abstraction and conceptual art. As a poet, he is still influenced by concrete poetry and the poem/process movement, and has produced a series of visual poems. His in-depth study of geometrical constructivism and conceptual art has led him to produce work that strikes a fine balance between the two. In the second half of the 1970s, his deeply cerebral work ranged from black-and-white drawings to objects and installation projects, all based on meticulous attention to practical and conceptual issues.

In the early 1980s, he rediscovered color and the paintings, objects and sculptures from this period took on a playful aspect, without losing their coherence and the capacity to stimulate the mind. Almandrade is a sculptor who works with color and space and a painter who is interested in shapes, lines and colors on the canvas surface. His work provides a new reading of some elements of modernity.

One of the supports the artist uses—six examples of which appear in the show—is printing. This means more to him than mere reproduction; it is a way of ensuring the continuity and multiplicity of his work. “A reproduction of an image always contains some surprises. Authenticity is guaranteed. Sculptures, paintings, installations, objects, drawings and printing are, to my mind, different supports that are all capable of shaping or conveying a conceptual model, in due deference to the particular mode of expression of each. In my case, I try to maintain aesthetic and conceptual coherence with each support”, the artist explains.

Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade) is a visual artist, architect, urban designer and poet and conducts art theory workshops at the Museu de Arte Moderna da Bahia and Palacete das Artes. During his long career, his work has featured in various group shows, salons and biennales, including the 12th, 13th and 16th São Paulo Biennale; "In Search of Essence" – a special show for the 19th São Paulo Biennale; the 4th National Salon; Football World (MAM/Rio); the National Art Fair (S.Paulo); the 2nd São Paulo Salon, the 1st International Exhibition of Ephemeral Sculpture (Fortaleza); the 1st Bahia Salon; the 2nd National Salon; and an Honorary Mention at the 1st Student Salon in 1972. He has been a part of various visual poetry, multimedia and installation project groups in Brazil and overseas. He was a founder member of the Bahia Language Studies Group, which published the journal "Semiótica" in 1974. He has staged more than 30 solo shows in Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília and São Paulo and written in various newspapers and specialist journals on art, architecture and urban planning. He has received awards in visual arts project competitions staged by the Bahia Museum of Modern Art, 1981/82 and the Fundarte Prize at the 39th Pernambuco Visual Arts Salon in 1986. He has published books of poetry and/or visual works, including "The Sacrifice of Meaning", "Obscurities of Laughter", "Poems", "Night Sweat", "The Architecture of Cotton", "Writings on Art" and "Juggling Stones" (poetry). He received the Copene arts prize in 1997. His work features in various private and public collections, including the Bahia Museum of Modern Art, the National Museum of Fine Arts (Rio de Janeiro), the Salvador City Museum, the African Museum (São Paulo), the Rio Grande do Sul Museum of Art (Porto Alegre) and São Paulo’s Pinacoteca Municipal.

Posted by Patricia Canetti at 5:33 PM