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agosto 28, 2018

Rodrigo Hernández no Pivô, São Paulo

Como parte do Programa anual de exposições, o Pivô apresenta O mundo real não alça voo, primeira exposição individual do artista mexicano Rodrigo Hernández no Brasil. O projeto é o desdobramento final de uma residência de dois meses do artista no Pivô, em que desenvolveu esculturas em papel e trabalhos diretamente no espaço expositivo.

O título é uma tradução livre do primeiro verso do poema “The real world” de Wislawa Szymborska, poeta polonesa ganhadora do Prêmio Nobel de literatura em 1996, cujos principais temas são o cotidiano, a história e a natureza tratados com uma dicção coloquial e despojada de forte efeito poético. Hernández parte da relação entre sonho e o real, sugerida no poema, e da ideia de "metamorfose" para criar um ambiente imersivo em que os padrões geométricos pintados nas paredes e colunas do Pivô se relacionam com os volumes das esculturas, numa correspondência entre as formas pintadas e os relevos tridimensionais.

O artista parte da singularidade da arquitetura do espaço expositivo para criar uma pintura de parede de larga escala baseada em padrões geométricos usados na moda e na Op art dos anos 60-70, recobrindo o espaço com gradientes de cor que criam um ambiente atmosférico. Objetos de papelão - entre pinturas volumétricas e esculturas de parede – são apresentados nas áreas de transição de cor, num jogo de formas geométricas e orgânicas que se sobrepõem para criar um ambiente em que “figura” e “fundo” se confundem.

A produção de Rodrigo Hernández se divide entre o meticuloso trabalho de ateliê e projetos site-specific orientados por longos processos de pesquisa e pelo contexto de cada exposição. O artista utiliza principalmente mídias clássicas, como desenho, escultura e pintura, para investigar o movimento constitutivo da arte e da construção da imagem, desde a iconografia mesoamericana até a arte contemporânea. Hernandez mescla referências culturais variadas - da gravura clássica japonesa, à moda, passando pelo modernismo europeu e o realismo fantástico - para constituir um vocabulário plástico inusitado; e portanto singular.

Após seu período no Pivô, o artista segue para uma residência no Instituto InclusArtiz, no Rio de Janeiro, onde seguirá o desenvolvimento de sua pesquisa abordando técnicas de produção artesanal em madeira, objetos de função ritual, assim como um estudo da fauna e da flora locais.

O Programa Anual de Exposições promove o trabalho de artistas e de diferentes nacionalidades, oferecendo aos visitantes um extenso panorama da produção contemporânea recente, ao mesmo tempo em que estimula intercâmbios geracionais entre os agentes envolvidos em toda a programação do Pivô.

Rodrigo Hernández (1983, vive e trabalha em Lisboa e Cidade do México) estudou na Akademie der Bildenden Künste em Karlsruhe e na Jan Van Eyck Academie em Maastricht. Nos últimos anos, recebou os prêmios de residência Laurenz-Haus Stiftung e Cité International des Arts. Entre suas exposições individuais recentes destacam-se: Shadow of a Tank, Art Basel Statements; Plasma, Madragoa, Lisboa, 2017; Every forest madly in love with the moon has a highway crossing it from one side to the other, Kurimanzutto; El pequeño centro, Museo Universitario del Chopo, entre outras.

Posted by Patricia Canetti at 10:09 AM