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novembro 19, 2017

Residência Artística Internacional OCA: Sergio Pinzón na CAL UnB, Brasília

Artistas latino-americanos expõem resultados de da Residência Artística

Esvin Alarcón Lam, da Guatemala, e Sergio Pinzón, colombiano estabelecido em São Paulo, apresentam trabalhos inéditos

Para Ana Avelar, “Esvin Alarcón Lam e Sergio Pinzón são artistas jovens, porém experientes, cujos trabalhos se voltam para as contradições da cidade contemporânea e que, em Brasília, encontraram um território paradoxal onde operar. Entretanto, cada um deles desenvolve poéticas bastante distintas e particulares. No site-specific proposto por Esvin, há uma apresentação de peças resultantes da coleta de vestígios da cidade que tensionam a história heroica da capital, destacando o processo violento que a caracteriza. Sergio está interessado em modos de representação contemporâneos, que são veiculados por meio de imagens sedutoras produzidas pelo turismo. Em Brasília, o artista oferece ao visitante a experiência de uma residência artística por meio da recriação da própria ficção que é vendida pela plataforma AirBnB -- que promete a vivência em qualquer cidade como um “morador local”.

No marco da primeira edição da Residência Artística Internacional OCA, realizada pela Casa de Cultura da América Latina – CAL / UnB, o artista Sergio Pinzón, por sua vez, propôs a criação de um espaço de residência que segue o modelo usado pela plataforma Airbnb, para posteriormente oferecê-lo nessa rede social e receber possíveis hóspedes dispostos a passar alguns dias na cidade.

O trabalho opera, em princípio, como repetição, um espelhamento do próprio programa de residência onde o artista está inserido, uma residência dentro da residência. Brasília, cidade bastante turística, é ainda um lugar que recebe muita gente de passagem: funcionários públicos e políticos, além daqueles que buscam a maquinária administrativa do país.

A arte, como o Airbnb, constrói também experiências e ficções, onde podemos atuar de maneira crítica, pensar nos processos econômicos que estão por trás dela, os imaginários criados, as dinâmicas às quais responde, as consequências que produz.

Há uma outra camada no trabalho, que versa sobre a estética e a representação, tanto dos espaços de acomodação, quanto da própria cidade de Brasília. O trabalho faz uma mistura de estilos entre o mobiliário moderno dos anos 1960 produzido a partir de material reaproveitado (pallets) e objetos diversos como pinturas, souvenires e fotografias.

O artista propõe, assim, criar uma experiência ‘aconchegante’ e confortável, a partir de elementos que são contraditórios ou opostos, e que convivem tanto na cidade, quanto na decoração de espaços na atualidade. Na visão do artista, é comum falar sobre as contradições do projeto modernista no que diz respeito a suas origens e ideais, mas é preciso vir a Brasília e vivenciá-la para que se tornem evidentes as oposições que a constroem e permeiam, mas que são ao mesmo tempo ocultas pela monumentalidade e imposição da sua arquitetura.

“Em termos de paisagem, Brasília se insere no meio do cerrado, que contrasta com a própria vontade de construir a capital do país nesse ambiente. Á ideia de uma cidade eficiente, racional, de fluxos e linhas retas, de um território e uma natureza modelada, se contrapõe a uma paisagem hostil, de onças e escorpiões.” Nesse mesmo sentido, Pinzón percebe profecias e visões que apontam para Brasília como a cidade escolhida para a formação de uma nova civilização, como é o caso do São João Bosco, ou do vidente italiano Pietro Ubaldi, “mas tanta religiosidade e misticismo parecem se contrapor a um projeto que se supõe racional e, ainda mais, de cunho socialista”, diz.

Assim, o trabalho Quarto Ideal: estilo e espaço no centro de Brasília pretende reunir algumas dessas contradições ideológicas e culturais a partir das suas representações populares e cotidianas, e fazer com que convivam no contexto da ambientação de um quarto para hospedagem. Um jogo que traslada a relação desses elementos no âmbito da decoração, uma operação de escala que questiona a imagem de uma Brasília que é mais complexa do que aquela que vemos nos cartões postais.

Sergio Pinzón nasceu em Bogotá, Colômbia, e vive e trabalha em São Paulo, Brasil. É formado em Artes Plásticas pela Universidad de los Andes (2010) e mestre em Poéticas Visuais da Universidade de São Paulo (2014). Possui especialização em Gestão de Projetos Culturais do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (CELACC). Desde 2013 integra a gestão do espaço independente de arte contemporânea Ateliê397. Em 2016, participou da Temporada de Projetos 2016, Paço das Artes, com a exposição individual “Projeto de Ciclorama #2”.

Ana Avelar é crítica, curadora e professora de Teoria, Crítica e História da Arte na Universidade de Brasília (UnB). É curadora da Casa de Cultura da América Latina da UnB (Cal) e também tem realizado exposições no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), onde desenvolveu seu pós-doc. Este ano foi finalista do prêmio Marcantonio Vilaça e membro do comitê de indicação do Prêmio Pipa.

SOBRE O PROGRAMA DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA OCA

A Residência Artística Internacional OCA, realizada pela Casa de Cultura da América Latina – CAL / UnB, é pioneira em Brasília por trazer para a capital federal seis artistas de países latino-americanos, selecionados entre mais de 120 inscritos de toda a América Latina – os selecionados são da Colômbia, Guatemala, México e Peru, além do Brasil. Os artistas passam um mês investigando aspectos sociais e culturais de Brasília, cidade símbolo do modernismo brasileiro e de suas contradições. O objetivo é aproximar as artes e os artistas desse espaço diverso, e que os artistas apresentem, ao final de um mês, suas vivências nessa residência.

Segundo o diretor da Casa da Cultura da América Latina, ligada ao Decanato de Extensão da Universidade de Brasília, Alex Calheiros, esse programa foi pensado para que os artistas possam ter contato com o cenário artístico e cultural da cidade, incentivando a troca de visões e experiências, mas, sobretudo, como proposta de “revitalização do Setor Comercial Sul, uma região onde prevalecem prédios comerciais e órgãos públicos, com pouca vida noturna ou cultural”.

Posted by Patricia Canetti at 8:21 AM