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fevereiro 1, 2017

Alexandre Arrechea na Nara Roesler, São Paulo

A Galeria Nara Roesler apresenta Refazer, a primeira individual de Alexandre Arrechea em seu espaço, para inaugurar o calendário de 2017. A mostra reúne cerca de 30 trabalhos do prestigiado artista cubano. Fundador e membro (de 1991 a 2003) do coletivo artístico cubano Los Carpinteros, Arrechea apresenta na sede paulistana da galeria um novo projeto, no qual reconstitui as principais ideias que vem desenvolvendo nos últimos quatro anos. São grandes murais aplicados diretamente na parede da galeria, desenhos/aquarelas e esculturas. Segundo ele, Refazer retoma a questão do mapa e do fragmento, eixos centrais de sua investigação.

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Concebidas como uma grande instalação, os trabalhos de Refazer dialogam entre si e estabelecem uma analogia ao processo de preparação do solo para o cultivo no campo. “Meu objetivo é desenvolver os processos análogos com a pintura, a escultura e a instalação, mantendo as superfícies das obras abertas à possibilidade de serem transformadas outra vez, assim como acontece com os terrenos arados”, diz o artista. Segundo ele, ainda, esta ação se sucede com cada novo plantio, por isso mesmo que elegeu esse método para instalar as obras em superposição.

Na exposição haverá um grande mural como ponto de partida que simula um campo arado. Sobre ele serão colocados as aquarelas e os objetos. Cada elemento sobre o mural funcionará como uma nova afirmação, uma nova representação do terreno anterior, conseqüentemente um novo território a inaugurar nova possibilidade. “Valendo-me desta fórmula poderíamos gerar um mapa de variações infinitas. Um método circular de entender a realidade, que se subverte uma e outra vez, no qual cada obra constitui uma afirmação que não nega a anterior, completa”.

A obra de Alexandre Arrechea destaca-se por empregar metáforas visuais para temas sociais da atualidade como desigualdade, marginalização cultural e o polêmico lugar da arte numa sociedade globalizada e centrada na mídia. Assim como muitos artistas de sua geração, manipula símbolos e materiais de modo ambivalente, fazendo com que o espectador deixe a obra sem ter um ponto de vista específico. A disseminação dos sistemas de vigilância e a obsessão por controle existentes na atualidade foram grande fonte de inspiração para os trabalhos que o artista começou a realizar em 2003. Suas pesquisas sobre as relações entre o público e o privado o levaram a desenvolver uma produção que lida com perda de privacidade, fragilidade, memória e o fracasso do controle e do poder. Obras como The Garden of Mistrust (2003-2005) e Perpetual Free Entrance (2006) se ocupam, até certo ponto, de problemas de acessibilidade ou abordagem relativos a obras de arte.

Na Bienal de Havana de 2012 sua obra consistia em uma casa de aço dividida em onze seções. A extensão das paredes ou a separação entre elas mudava diariamente, dependendo das altas ou baixas do índice econômico Dow Jones. Em 2015 ocupou a Park Avenue em 2013, surpreendendo Nova York, com 10 esculturas em grande escala representativas de edifícios icônicos da cidade, como o Chrysler Building, o Citicorp Center, o Empire State Building, entre outros. Na última edição da Bienal cubana, em 2015, ganhou uma grande individual no Museu Nacional de Belas Artes, em Havana, O Mapa do Silêncio, na qual com vídeos, instalações, pinturas e painéis, afirmava a sua ideia de silêncio: “o silêncio pode ser por boas ou más causas e essa exposição procura ser um mapa dos múltiplos silêncios”. Com esta exposição Arrechea foi prestigiado com o prêmio de melhor artista cubano pela Fundación Farber.

Alexandre Arrechea (n. 1970, Trinidad, Cuba) vive e trabalha em New York City. Arrechea é Bacharel em Belas Artes pelo Instituto Superior de Arte (ISA), Havana, Cuba (1994). Como membro fundador (de 1991 até 2003) do Coletivo Cubano Los Carpinteros, seu trabalho emprega metáforas visuais de temas sociais recorrentes como desigualdade, privação de direitos e a posição disputada da arte em uma sociedade global, impulsionada pelos meios de comunicação. Desde o retorno à sua prática individual, ele se concentra em esculturas em grande escala e instalações que críam vigilância e controle, primeiramente esboçadas em aquarelas. Sua prática inclui a instalação, a pintura e o uso do que ele considera objetos com “elementos da verdade”; Esta última categoria inclui restos encontrados de lugares, como detritos, fragmentos de paredes e fita métrica. Mais conhecido por projetos monumentais como NOLIMITS (2013), as dez esculturas na Park Avenue inspiradas em edifícios icônicos de NYC, torcidas e dobradas como se fossem mangueiras maleáveis de jardim. Em 2015, Arrechea ganhou o Prêmio Artista do Ano pela Fundação Howard e Patricia Farber em Havana durante a 12ª Bienal de Havana. Em 2016, o Coachella Music Festival, em Palm Springs, Califórnia, comissionou o artista e as Katrina Chairs elevaram a comunidade em torno do Furacão Katrina que em 2005 abateu a costa do Golfo dos EUA com ventos de até 127 quilômetros por hora. Arrechea realizou exposições individuais em instituições como o Museu Nacional de Belas Artes de Havana; PS1 Contemporary Art Center em Nova Iorque; Museu de Arte do Condado de Los Angeles (LACMA) em Los Angeles; E o New Museum em Nova York.


Galeria Nara Roesler presents Refazer, Alexandre Arrechea’s first solo exhibition at the gallery, starting its 2017 exhibition calendar. The show features 30 of the acclaimed Cuban artist’s creations.

A founder and former member of Cuba-based art collective Los Carpinteros (from 1991 to 2003), Arrechea will exhibit a new project at the São Paulo venue, retracing the ideas that drove his work for the past four years, including large murals applied directly onto the gallery wall, drawings/watercolors, and sculptures. According to him, Refazer resumes dealing with the questions of maps and fragments, both of which are central to his inquiries.

Designed to come together as a big installation, the pieces in Refazer converse with one another, and they draw a parallel with the process of preparing the soil for cultivation. “My goal is to develop processes analogous to painting, sculpture and installation by keeping the surface of my work amenable to being transformed again, the same as with plowed lands,” says the artist, going on to say that this action repeats itself with each new sowing, and that is why he chose to install the artworks in superimposed fashion.

The show’s starting point will be a big mural mimicking a plowed field. The watercolors and objects will be set against it. Each of the elements overlying the mural will work as a novel statement, a new representation of the previous terrain, and therefore a new territory that ushers in a new possibility. “With that formula I could generate a map of endless variations, a circular method of understanding reality – one that subverts itself time and again, and where each art piece constitutes a statement that complements rather than denies the one that precedes it.”

Alexandre Arrechea’s oeuvre stands out for his use of visual metaphors for current societal issues like inequality, cultural segregation, and the controversial place of art in a globalized, media-centered society. Just like many of his contemporaries, he manipulates symbols and materials in an ambivalent way so spectators walk away from his work with no specific viewpoint. Today’s widespread surveillance systems and obsession over control were a major source of inspiration for the pieces the artist created from 2003 on. His research into the public-private relationship led to an output that deals with loss of privacy, frailty, memory, and the failure of control and power. Works such as The Garden of Mistrust (2003-2005) and Perpetual Free Entrance (2006) are to an extent concerned with issues of accessibility or approach as pertains to works of art.

His creation for the 2012 Havana Biennial was a steel house comprising eleven sections. Either the length of the walls or the separation between them would change on a daily basis, mirroring the ups and downs of the Dow Jones economic index. In 2013, he occupied Park Avenue, taking New York City by surprise with 10 large-scale sculptures that represented iconic local buildings including the Chrysler Building, Citicorp Center, and the Empire State Building. In 2015, for the latest edition of the Cuban Biennial, the National Museum of Fine Arts in Havana housed O Mapa do Silêncio (The Map of Silence), a major showing of his videos, installations, paintings, and panels which affirmed his idea of silence: “there can be good or bad reasons for silence, and this exhibition strives to be a map of multiple silences.” Arrechea was named ‘best Cuban artist’ by Fundación Farber on the strength of this show.

Posted by Patricia Canetti at 4:07 PM