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fevereiro 3, 2016

Marina Saleme na Luisa Strina, São Paulo

A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar a sexta exposição individual da artista Marina Saleme.

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Questões que versam sobre a duvida em relação a figura e a sua real posição no mundo, a vulnerabilidade da existência, presença e principalmente ausência de todas as coisas frente ao tempo e espaço são uma constante no trabalho de Marina Saleme. Marina se formou em Artes Plásticas na Faap em 1982 e deu aula de pintura e seus processos criativos durante 10 anos no Instituto Tomie Ohtake. A artista trabalha desde então predominantemente com pintura, desenho e fotografia.

Seu processo é lento e reflexivo: suas pinturas são feitas em camadas, assim como seus desenhos e fotos, que não envolvem processos imediatos.

Marina trabalha com a criação, com o apagamento e com o resgate – o ato de apagar, em sua obra, está relacionado com a impermanência das coisas ou mesmo das verdades. A artista trabalha formalmente e poeticamente questões sobre o visível e o invisível e a alternância entre eles: o real e o irreal também são temas presentes em seu trabalho, assim como os efeitos dos diversos pontos de vista a respeito da verdade.

Em alguns de seus trabalhos, pessoas e paisagens pairam sob um imenso céu, que, por sua imensidão, infinitude e mistério, submete-nos metaforicamente ao incontrolável da condição humana. Trata-se de lugares onde jorram graças e desgraças (que no trabalho da artista tomam forma de linhas, gotas, feridas, arabescos) e para onde alguns endereçam suas preces.

Na série de fotos Real, a realidade é questionada por meio de uma mesma imagem que sofre pequenas intervenções e que se desmente a cada vez, alternando radicalmente a perspectiva da exposição dos elementos.

Suas fotos normalmente são trabalhadas em série e as imagens vão se desdobrando – acrescentando ou discutindo o sentido das outras. A pintura retém todos os pensamentos em seu interior, onde tudo é construído – até mesmo as imagens apagadas. Quanto a esse aspecto, vale relembrar as palavras de Francis Alÿs: “Cada avanço guarda a dívida com o que precede”.

Marina Saleme trabalha a pintura como linguagem (ferramenta para a construção de lugares em que as coisas possam estar) ou não, finalmente.

O título O céu que nos protege foi tomado emprestado do filme homônimo de Bernardo Bertolucci de 1990.
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Destacam-se as exposições individuais e coletivas nos seguintes museus e instituições: MAM-RJ (Rio de Janeiro); Paço Imperial (Rio de Janeiro); Paço das Artes (São Paulo); Centro Universitário Maria Antônia (São Paulo)’ MAM-SP (São Paulo); Palácio das Artes (Belo Horizonte); Musée d’art contemporain de Baie-Saint-Paul (Québec); Embaixada do Brasil na França (Paris), entre outras.
Suas obras estão em coleções públicas e particulares de destaque, como o MAM-RJ (Rio de Janeiro); Coleção Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto); Instituto Cultural Itaú (São Paulo); MAM-SP (São Paulo); Pinacoteca do Estado de São Paulo; Fundação Padre Anchieta / Metrópolis, São Paulo.

Para mais informações: http://marinasaleme.com.br/


Galeria Luisa Strina is pleased to present Marina Saleme’s sixth solo exhibition.

Issues that speak of doubt in relation to the figure and its real position in the world, the vulnerability of existence, presence and, primarily, absence of everything before time and space run through Marina Saleme’s oeuvre. Marina graduated in Art from FAAP in 1982 and taught painting and related creative processes for 10 years at the Instituto Tomie Ohtake. The artist has since worked primarily with painting, drawing and photography.

Her work process is a slow and reflexive one: her paintings are layered, just like her drawings and photos, that do not involve immediate processes.

Marina works with creation, with erasure and with rescue – the act of erasing in her work is related to the impermanence of things or even of truths. The artist formally and poetically works questions about the visible and the invisible and alternation between them: the real and the unreal are themes found in her work, as well as the effects of differing points of view of the truth.

In some of her works, people and landscapes loom under a vast sky, which, due to its vastness, infinitude and mystery, subjects us metaphorically to the uncontrollable of the human condition. These are places bursting with elements of grace and misfortune (which in the artist’s work take the form of lines, drops, lesions, arabesques) and to where some address their prayers.

In the series of photos entitled Real, reality is questioned in the form of slight, successively contradicted interventions made to a single image, radically alternating the perspective of how the elements are presented.

Her photos are usually developed in series and the images gradually unfold – adding to or discussing the meaning of the others. The painting retains all the artist’s thoughts within it, where everything is built – even the erased images. In this regard it is worth recalling the words of Francis Alÿs: “Each advance holds the debt to what came before.”

Marina Saleme works her painting as a language (a tool for the construction of places where things might be) or not, in the end.

The title O céu que nos protege [The Sky that Protects Us] was borrowed from Bernardo Bertolucci’s homonymous 1990 film.

Among Marina Salerme’s solo and group exhibitions we can highlight those at the following museums and institutions: MAM-RJ (Rio de Janeiro); Paço Imperial (Rio de Janeiro); Paço das Artes (São Paulo); Centro Universitário Maria Antônia (São Paulo)’ MAM-SP (São Paulo); Palácio das Artes (Belo Horizonte); Musée d’art contemporain de Baie-Saint-Paul (Quebec); Brazilian Embassy in France (Paris).

Her works also feature in highly respected private and public collections, such as those at MAM-RJ (Rio de Janeiro); Coleção Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto); Instituto Cultural Itaú (São Paulo); MAM-SP (São Paulo); Pinacoteca do Estado de São Paulo; Fundação Padre Anchieta / Metrópolis, São Paulo.

For further information: http://marinasaleme.com.br/

Posted by Patricia Canetti at 6:52 PM