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dezembro 18, 2020

Sobre a venda da pintura A Caipirinha, de Tarsila do Amaral, por Moacir do Anjos

TarsiladoAmaral.jpg

Do crítico e curador de arte Moacir do Anjos em postagem no Facebook

A pintura A Caipirinha, de Tarsila do Amaral, foi ontem vendida em leilão por R$ 57,5 milhões.
Um recorde para a arte brasileira, nos informam, entusiasmados, os leiloeiros e a mídia.

É interessante (e melancólico) ver o resultado do leilão ser comemorado nas redes como uma afirmação da arte brasileira diante do mundo. Que os intermediários da venda assim o façam até se poderia entender, pois ficaram alguns poucos milhões mais ricos. Confundem, por engenho e em interesse próprio, ganho patrimonial privado com ganho cultural coletivo. Também se pode entender que os acionistas dos bancos que cobram uma dívida de 12 bilhões do até então dono da pintura estejam felizes, embora estes tenham sempre motivos para serem só sorrisos. Mas que se celebre isso, no chamado “campo da arte”, como algo mais, é sintoma da miséria do olhar em que estamos metidos. Entre a venda de O Abaporu, também de Tarsila, em 1995, e a venda de A Caipirinha, não foi somente o valor monetário da obra da artista que disparou, fruto do tipo de arranjo sempre calculado entre colecionadores, museus, galerias, críticos de arte e casas de leilões, através dos quais o tempo todo se inflam e se destroem reputações de artistas já falecidos, para benefício de quem as toma como valor de troca.

Não existe, afinal, nada “natural” na construção do valor simbólico e monetário de uma obra de arte. O que também mudou, entre uma venda e outra, foi a recepção do evento em si. Em sintonia com os tempos de ultra monetização de cada coisa que existe e de cada gesto feito, pouco importa discutir a obra e seu contexto para além de platitudes como afirmar-se, sem qualquer justificativa plausível, que A Caipirinha seria “a primeira obra moderna do Brasil” (precisamos falar sobre modernismo no Brasil). O que vale é celebrar a capacidade de se “fazer dinheiro”.


O Canal Contemporâneo deu forma a postagem publicada em um único parágrafo. Leia também o release de imprensa do leilão da Bolsa de Arte publicado aqui no Canal.

Posted by Patricia Canetti at 12:37 PM